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Bullying na internet pode ser pior do que a violência real
As vítimas de bullying pela internet – ou cyberbullying – não têm como se proteger
Cerca de 10% das crianças entre 7 e 9 anos são
vítimas do bullying via internet, de acordo com uma pesquisa feita na Europa.
“Esse é o tipo de bullying que pode ser mais sério do que o tipo tradicional de
violência. Pelo bullying clássico, ao menos nos finais de semana essas crianças
não são importunadas, entretanto, o mesmo não acontece quando isso se dá na
internet”, diz Ann Frisen, pesquisadora da Universidade de Gothenburg, na Suécia.
“As vítimas de bullying pela internet – ou
cyberbullying – não têm como se proteger. Elas podem ser continuadamente
molestadas via mensagens de texto no celular, sites na internet e redes
sociais, onde a informação corre solta e rapidamente, sendo difícil de ser
removida. Além disso, na internet, muitas vezes é difícil de identificar quem
promove esse tipo de violência”, explica Frisen.
O que é
cyberbullying?
O cyberbullying ocorre quando novas tecnologias,
como computador e telefones celulares, são usadas para molestar continuamente
alguém. Os algozes desse tipo de violência usam comunidades em redes sociais,
por exemplo, para propagar o ódio e fazer brincadeiras de cunho difamatório.
“E pela idade das vítimas fica claro que esse tipo
de violência é uma extensão do que eles sofrem na escola. Outra coisa é que
observamos padrões nas mensagens difamatórias, que aumentam durante as férias”,
observa a pesquisadora. Outra observação importante é que a violência é
anônima.
Pais precisam estar
atentos
“Os adultos precisam dar o exemplo de como
gerenciar seus dados na internet. Colocar fotografias de festas familiares em
sites abertos, por exemplo, na maioria das vezes é algo desnecessário. Isso
pode se tornar um hábito familiar e ser copiado pelas crianças”, diz Frisen. Os
filhos normalmente seguem o exemplo dos pais e isso pode deixá-los mais
expostos e vulneráveis em um ambiente onde a maioria das pessoas não tem muito
controle.
Além disso, observa Frisen, é interessante que os
pais estejam interados do tipo de site e tecnologias que os filhos estão
acessando ou usando. Não que se deva proibir o acesso à internet, mas seria
interessante que os pais ensinassem os filhos a como lidar com esta ferramenta.
E é importante não culpar as crianças vitimadas por esse tipo de comportamento,
já que não é culpa delas não saber toda a extensão dos problemas que esse tipo
de tecnologia pode criar, avisa a pesquisadora.
Para os pais, é importante estar atentos ao modo
como a dinâmica na internet acontece. Avisar as crianças para não
compartilharem informações, bloquearem contatos estranhos e chamarem um adulto
quando não entenderem a real intenção de alguém no mundo virtual são conselhos
que todos os pais têm de ter na ponta da língua.
Autor: Imprensa
Fonte: O que eu tenho? com inforrmações da University of Gothenburg
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