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Diabetes e a perda da visão
Exames frequentes, acompanhamento médico, vida saudávele a prática de atividades físicas, cuidados simples ainda são o melhor tratamento e remédio
A Retinopatia Diabética é uma
complicação do diabetes decorrente da deterioração dos vasos sanguíneos que
alimentam a retina e comprometem a visão. Podem ocorrer hemorragias e até o
deslocamento de retina.
Os sintomas do diabetes são
clássicos: no inicio muita sede, perda de peso, avidez extrema por doce. Mais
tarde, após longos anos com diabetes, o paciente começa apresentar diminuição
da visão.
Na fase inicial não há sintomas
como dor. Para se proteger da doença, todo diabético deve realizar uma consulta
oftalmológica completa pelo menos uma vez a cada seis meses.
Existe controle, mas ainda não a
cura, e tudo depende da fase em que a doença foi diagnosticada. Alguns
pacientes chegam até o consultório médico em estágios muito adiantados, pois é
dada pouca importância para os cuidados de rotina, e só começam a ficar
alarmados quando ocorre algum problema.
As pessoas com diabetes
apresentam risco 25 vezes maior de ficarem cegas do que as não possuem a
doença. Mesmo com o avanço da medicina, a Retinopatia continua sendo a
principal causa de cegueira irreversível entre adultos.
Segundo a coordenadora do Programa
de Reabilitação da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Márcia Kretzer, hoje, a
Retinopatia é considerada uma das mais freqüentes complicações crônicas do
diabetes, junto com a catarata. Entre os clientes - maiores de 18 anos -
atendidos pela instituição, 27% perderam totalmente a visão em decorrência da
Retinopatia Diabética.
Como a retinopatia não ocorre na
fase inicial do diabetes, geralmente após 10 anos da doença aumentam os riscos
da retinopatia aparecer, atingindo mais de 75% das pessoas com diabetes há mais
de 20 anos.
A Organização Mundial de Saúde
aponta que se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou
tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Ainda segundo a
OMS cerca de 40 e 45 milhões de pessoas no mundo são cegas, os outros 135
milhões, sofrem limitações severas de visão.
No Brasil segundo o Censo do IBGE
de 2000 existem aproximadamente 148 mil pessoas são incapazes de enxergar
(cegos) e 2,5 milhões de pessoas possuem grande dificuldade permanente de
enxergar (baixa visão).
Por isto os cuidados devem
começar cedo, com o pré-diabético: pessoas que estão acima do peso, que tem
histórico de diabetes na família, com pressão alta. A prevenção é sempre o
melhor caminho.
Fonte: Márcia Regina Kretzer
Doutoranda em Ciências da Saúde
pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP; Mestre em Ciências da Saúde
pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP; Enfermeira pela Universidade
Federal de Santa Catarina - UFSC; Coordenadora do Programa de Reabilitação da
pessoa com deficiência visual da Fundação Dorina Nowill para Cegos;
Sobre a Fundação Dorina Nowill
para Cegos:
Há mais de 64 anos, a Fundação
Dorina Nowill para Cegos trabalha para facilitar a inclusão social de pessoas
com deficiência visual, por meio de atendimento especializado e produtos e
serviços acessíveis.
São realizados programas
específicos de atendimento direto às pessoas com deficiência visual e às suas
famílias, por meio de tratamento individualizado ou em grupo e atividades
sócio-educativas, que visam proporcionar à pessoa com deficiência visual,
condições para uma vida independente na família, na escola, no trabalho e na
sociedade.
A produção de livros e revistas
acessíveis permite às pessoas cegas e com visão subnormal acesso ao mundo do
conhecimento e informação. Com uma das maiores imprensas braille do mundo em
capacidade produtiva, a Fundação Dorina Nowill produz livros didáticos,
paradidáticos, best-sellers e obras literárias em áudio e no sistema braille,
livros acadêmicos e de referência no formato digital acessível.
Autor: Márcia Regina Kretzer
Fonte: Fundação Dorina Nowill para cegos
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