DICAS

 

Alimentos indispensáveis para a saúde

O site da revista britânica Times conversou com diversos nutricionistas e montou uma lista com vinte alimentos que não podem ficar de fora do cardápio

O site da revista britânica Times conversou com diversos nutricionistas e montou uma lista com vinte alimentos que não podem ficar de fora do cardápio. Os itens vão de frutas a carnes brancas e a vantagem é que a maioria deles está ao alcance de todos.

Entre os alimentos citados, alguns auxiliam a reduzir as taxas de colesterol: as azeitonas, a aveia, os peixes oleosos como salmão, sardinha e atum e o ovo, que até há pouco tempo era visto como vilão na alimentação. Ricos em vitaminas A, B e C, o tomate e a ervilha também são lembrados. Dois alimentos citados prometem a perda de peso: o chilli, iguaria mexicana, queima até 15% de calorias até duas horas após o consumo e as amêndoas, se aliadas a uma dieta, ajudam a emagrecer por serem ricas em gorduras monoinsaturadas. O chocolate amargo e a cúrcuma, condimento indiano, não ficaram de fora por conterem ação antioxidante. As massas, na versão integral, fornecem energia ao cérebro e coração e contém ferro, assim como a salsa, se o consumo for de pelo menos 30 gramas.

E, para surpresa de muitos, a lista conta com dois alimentos que estão frequentemente presentes no prato dos brasileiros: o feijão cozido e a batata. De acordo com Simone Simas, nutricionista da Prolab – Centro Diagnóstico Cardiológico, a batata é uma fonte de vitamina C e muito nutritiva. “A batata é um alimento rico em carboidratos que contém triptofano e lítio, os quais agem na depressão,” diz. O feijão cozido, por sua vez, é rico em vitaminas do complexo B, ferro, potássio e fibras e, segundo Simone, em conjunto com o arroz, forma uma combinação perfeita. “O feijão e o arroz se complementam, isso porque os aminoácidos deficientes no feijão estão presentes no arroz. Além disso, a mescla dos dois alimentos resulta em um prato que equivale a uma carne” afirma.

Autor: Isadora Hofstaetter

Fonte: IEME Comunicação

 

 
 

Muitas mulheres sofrem com a incontinência urinária

Orientação de especialista pode curar ou minimizar os sintomas, que jáatinge cerca de 25% da população feminina

A incontinência urinária é algo muito desagradável para a mulher que a apresenta. Mesmo os quadros leves interferem diretamente com as atividades diárias dessas mulheres, de tal maneira que aquelas que sofrem desta moléstia apresentam índices mais baixos de qualidade de vida.

Mesmo assim, muitas não procuram ajuda médica. Por desconhecer a existência de tratamentos modernos, nem sempre cirúrgicos que podem curar ou minimizar muito os sintomas. Ou por não priorizar seus cuidados sobre outras atividades que ocupavam seu tempo. Muitas relatam que a perda urinária faz parte dos problemas que as mulheres têm que aceitar ao se aproximar da velhice.

Por que é a incontinência urinária tão comum?

Segundo Dra. Nara Mattia, ginecologista e mastologista, o problema surge "Devido a fragilidade da musculatura de sustentação dos órgãos pélvicos. O aparelho esfincteriano, mais delgado, e a uretra feminina curta, proporcionam a incontinência urinária na mulher, que é muito freqüente após a menopausa onde todo esse assoalho fica ainda mais frágil pela falta do hormônio feminino".

A constituição física é um fator predisponente importante, porém com o aumento do peso do conteúdo abdominal e uterino, devido à gravidez, são também causas da incontinência urinária futura. Durante a gestação, o aumento do volume abdominal, e a presença da cabeça fetal na pelve podem causar uma pressão maior sobre o diafragma muscular pélvico, levando a uma flacidez.

Todos os casos são iguais ?

A incontinência urinária de esforço é o tipo mais comum. A perda urinária ocorre durante aumento da pressão abdominal (tosse, espirro, levantar peso, movimento, ou exercício físico).

. Incontinência urinária de urgência. É a incontinência que as mulheres apresentam por meio de uma vontade súbita e urgente de ir ao banheiro, mas não conseguem chegar ao sanitário a tempo de evitar a perda de urina.

. O terceiro tipo é a incontinência mista que associa a incontinência de esforço à incontinência de urgência.

Como saber qual é meu caso?

O mais importante é fazer um diagnóstico correto.

1. História dessa mulher. É preciso conversar com ela para tentar caracterizar se a perda de urina é por esforço ou por urgência. Se a urina escapou, por exemplo, quando fez exercícios, ou em repouso, ou quando estava dormindo em casa.Essas duas situações são bastante diferentes para identificação e tratamento da enfermidade.

2. Exame urodinâmico, que permite determinar a ocorrência de contrações vesicais involuntárias (sem que a bexiga esteja muito cheia, surge o desejo premente de urinar), assim como a perda urinária quando a paciente faz esforço. Nesse exame, a saída de urina é monitorizada por computação.

E agora, o que fazer?

Com o diagnóstico correto estabelecido o especialista pode determinar qual melhor tratamento para cada caso.

1-Fisioterapia:menos invasiva e com menor risco para a mulher, não tem efeitos secundários, não impede futuras cirurgias e pode ajudar a curar em 51% dos casos, a função dos músculos do pavimento pélvico e do controle da bexiga.

2-Cirurgia:existem inúmeras técnicas que dependem da indicação de cada caso. As técnicas criam um suporte sub-uretral, para corrigir o ângulo uretrovesical e evitar a perda de urina. Em determinadas situações são necessárias outras abordagens cirúrgicas para corrigir falhas maiores da musculatura pélvica, bem como o reposicionamento do útero, ou do reto, caso estes também estejam comprometidos.

3-Farmacológico:pressupõe o uso de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas que evitam a contração vesical. Usados para as incontinências de urgência e mistas.

Dra. Nara Mattia CRM 83.867

Médica ginecologista, mastologista com destaque na área de prevenção de câncer de mama, com vasta experiência clinica e cirúrgica na ginecologia endócrina, valorizando a prevenção do câncer como fundamental na qualidade de vida e longevidade de seus pacientes.

Autor: Dra. Nara Mattia

Fonte: Facto Jornalismo Empresarial

 

 
 

Adolescentes

Como amá-los?

"... cabe aos pais, em primeiro lugar, esforçarem-se para manter uma relação aberta, espontânea, de confiança, da acolhida, de respeito e de alta tolerância com seu adolescente, sabendo que ele está atravessando uma fase de vida complicada e importantíssima para seu desenvolvimento futuro. “Há que se ser firme sem perder a doçura”. ????????? Ser autoridade é diferente de ser autoritário, como ser respeitado é diferente de ser temido. Do mesmo modo ser tolerante não significa ser venal, frouxo, inconsistente, bobo. (uma dessas???)" Ama-se aos filhos incondicionalmente, entretanto, muitas vezes, o amor ao filho adolescente passa por provações. Com alguma frequência se ouve a nomeação do adolescente como “aborrecente”. Essa é uma expressão no mínimo injusta, carregada de preconceitos e advinda de um sistema de referência restrito e rígido do adulto. Aborrecidos talvez sejam as pessoas crescidas que nomeiam, dessa forma, o ser humano na adolescência.

A adolescência se caracteriza pela instabilidade emocional, observada como altos e baixos no humor, pela consequente imprevisibilidade de reação, pela tendência à desobediência, manifesta pelo negativismo, pela oposição às autoridades instituídas. Tudo isso significa normalidade, significa padrão desejável de conduta. Para transformar-se em uma pessoa, o adolescente precisa psicologicamente se afastar do mundo dos pais, deixar de ser o bebê da mamãe e o filhinho do papai. A autonomia e a independência precisam ser conquistadas e, na maioria dos casos, isso se processa via confronto. Tem-se, por conseguinte, o “rebelde sem causa”, no qual o confronto é que verdadeiramente importa.

Cumpre assim, sempre ouvir o adolescente, pois ele precisa de um interlocutor atento, verdadeiramente interessado e paciente. É nas suas argumentações e contra-argumentações, nas suas réplicas e tréplicas, que o adolescente consegue ir estruturando seus próprios pontos de vista, às vezes semelhantes aos dos pais, às vezes opostos. São esses pontos de vista que mais tarde se transformam em valores e princípios próprios.

Forma de colocar limite varia com a idade

Limites são sempre necessários, seja na infância, seja na adolescência e, muitas vezes, mesmo na vida adulta, quando filhos ainda moram na casa dos pais. Porém, a forma de se colocar esses limites precisa ser diferente em cada idade. Verifico que com as crianças, mesmo com as bem pequenas, os pais costumam explicar, justificar os “nãos” exaustiva e desnecessariamente e, quando os filhos se tornam adolescentes, tendem a dar muitos “nãos” e sem justificá-los. Provavelmente cansaram de tanto explicar! Isso é totalmente errado, sendo correto justamente o contrário.

O “não”, a interdição colocada pelos pais tem sempre a função protetora. Em qualquer idade o número de “nãos” deve ser sempre reduzido. Os “nãos” devem ser ditos exatamente naqueles pontos onde os pais acreditam que é superimportante a interdição. Na infância não é preciso que se deem enormes explicações ou justificativas, pois a criança não é capaz da internalização de uma ética pessoal, quem sabe o que é bom, o que faz bem para a crianças são seus pais e não a própria criança. Já na adolescência, época do início do estabelecimento de uma ética própria, o filho necessita ser ouvido, ouvido e ouvido, quantas vezes forem necessárias.

Não significa que os pais devam sempre dizer sim. Normas, princípios e valores são transmitidos aos filhos mediante às atitudes dos pais em relação ao mundo em geral, mas também são ensinadas pela interdição colocada frente a determinadas situações de vida. Nem tudo é possível, sempre, o que acarretará frustrações. Porém, lidar com frustração, entreter tensão, adiar satisfação de desejo são aprendizados necessários em todas as etapas da vida.

Especialmente na adolescência, tal ensinamento e tal aprendizado não são fáceis, dadas as características psicológicas dessa faixa etária. Assim, cuidados devem ser tomados na relação pais-adolescente. Ajuda muito quando os pais têm o próprio desenvolvimento psicológico adequado à idade, quando são pessoas estáveis, tranquilas e têm boa qualidade de vida. Caso contrário, os conflitos vividos na relação com os filhos poderão serem maximizados pelos problemas não resolvidos dos pais com eles mesmos.

Quais cuidados devem ser tomados? A relação pais-adolescente é uma relação delicada que deve ser “cerimoniosa”. Pais gostam muito de perguntar sobre amigos, namorado (a), eventos, etc., muitas vezes por ansiedade e medo do que possa ocorrer com seu filhinho (a), sendo que o adolescente, em geral, detesta ser interrogado. Em um ambiente familiar onde a confiança impera, onde os pais têm a expectativa de participar do mundo dos filhos, mas se contêm, espontaneamente o adolescente faz relatos sobre sua vida.

Com frequência os adolescentes usam de omissões e mentiras. As omissões são esperadas e até desejadas. Nessa idade, os pais não controlam o mundo interno de seus filhos, que têm a necessidade e o direito de experimentarem serem sujeitos de sua ação e responsáveis por ela. Assim, não precisam estar contando aos pais tudo o que lhes acontece. Entretanto, mentiras não são toleradas em qualquer idade. Geram perda de confiança e determinam mais necessidade de mais controle e restrições.

Muitas vezes o adolescente, supõe que vai receber um não frente ao seu pedido, mente sobre o que irá fazer. Outras vezes, supõe que será punido por algo que fez e não deveria e mente para evitar castigos. Quando o que se supõe não pode ser objetivamente verificado tem-se um problema de comunicação. São os problemas de comunicação que trazem as mentiras, a desconfiança, a falta de crédito na relação pais-adolescente.

Assim, cabe aos pais, em primeiro lugar, esforçarem-se para manter uma relação aberta, espontânea, de confiança, da acolhida, de respeito e de alta tolerância com seu adolescente, sabendo que ele está atravessando uma fase de vida complicada e importantíssima para seu desenvolvimento futuro. “Há que se ser firme sem perder a doçura”. ????????? Ser autoridade é diferente de ser autoritário, como ser respeitado é diferente de ser temido. Do mesmo modo ser tolerante não significa ser venal, frouxo, inconsistente, bobo. (uma dessas???)

Como em todas as relações humanas, discussões são esperadas, mas quando elas se transformam em brigas, surgem os gritos, os berros e as ameaças. A falta de controle leva a se dizer aquilo que jamais deveria ser dito, de ambos os lados, abrindo feridas difíceis de serem reparadas. Um estresse crônico vivido na relação pais-adolescente é lesivo para todos.

Autor: Ceres Araujo

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Está com um problema?

Isolar-se para concentrar-se na questão não é solução; saiba por quê

Conversar com outras pessoas ou um especialista possibilita ver o mesmo problema sob outra ótica Seja qual for o seu problema, é sempre bom encontrar alguém que o ajude a descobrir outra perspectiva da situação. Muitas pessoas, quando têm de enfrentar grandes problemas, tendem a se isolar.

Acham que concentrar-se unicamente na questão é a melhor maneira de solucioná-la e dispensam outros pontos de vista e ideias que poderiam ajudá-las a superar as dificuldades.

Outros procuram a ajuda de pessoas queridas, mas que não entendem do assunto em profundidade. Ter amigos por perto é sempre bom, e você deve procurá-los! Mas, quase sempre, a assistência de um profissional especializado é fundamental para encontrar rapidamente a solução. Portanto, escolha pessoas confiáveis e competentes para lhe dar suporte num momento de crise!

Seu cunhado pode gostar muito de você, mas ser um ignorante em direito. Em determinadas crises, somente um bom advogado tem condições de ajudá-lo; em outras, como as dificuldades de ordem organizacional, ouvir um consultor de empresas é fundamental.

Às vezes você está exausto e frágil demais para conversar com os credores. Deixe que seu advogado cuide disso para você. Ele conhece seus direitos, não está emocionalmente envolvido e com certeza conseguirá um acordo melhor.

Boas decisões se baseiam em bom senso e em boas informações. Já que manter o bom senso em época de crise é complicado, pelo menos melhore a qualidade de suas informações.

E entenda: ficar revivendo o passado é o primeiro passo para a depressão! O caminho é construir um novo projeto de vida, no qual o mundo não se limite às paredes da casa. Talvez o tamanho do mundo possa assustar inicialmente, mas mais adiante a pessoa sentirá muito orgulho de ter tido coragem de abrir as portas para que coisas novas acontecessem em sua vida. E, principalmente, poderá conversar com as pessoas que ama utilizando esse novo conhecimento, sem se sentir inadequado.

Se você se identifica com o exemplo daquele amigo com medo exagerado de que algo ruim aconteça, é importante que analise os motivos desse medo. Como ele nasceu? Será que veio da culpa injustificada de ter ficado rico, enquanto seus amigos de infância ou irmãos não o conseguiram? Veio da sensação de que você não é digno do que conquistou? Será que esse medo não está ligado a crenças negativas sobre dinheiro, como as de que “pessoas ricas são infelizes” ou “dinheiro traz problemas”?

A explicação dos medos pode ter muitas origens. O importante é que a pessoa saiba perceber quando essa sensação está fora de controle e se volte para si mesma, à procura das respostas para esse descompasso entre real e imaginário.

Lembre-se de que se você deixar de fazer algo pressionado pelo medo a tendência será de que ele o domine e o deixe prostrado diante dos acontecimentos da vida. Não há nada de errado em sentir medo! Essa é uma reação que qualquer animal tem, uma espécie de instinto de proteção, mas em proporções anormais o medo enfraquece o ser humano.

Se você sentir medo de algo, compartilhe-o com as pessoas envolvidas naquela situação. Essa atitude é muito melhor do que dar uma desculpa esfarrapada. As mentiras farão com que essas pessoas percam a admiração que sentem por você ao perceber que não é capaz de assumir suas fraquezas.

Não se esqueça de que esse medo é imaginário e só continuará existindo enquanto você o alimentar! Embora existam outros componentes, em síntese, é isso. O medo é como uma sombra, um inimigo cruel e persistente que nos acompanha mesmo na claridade.

Autor: Roberto Shinyashiki

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Você já ouviu falar na ração humana?

Procura por composto de fibras tem crescido no Brasil, estando associado ao emagrecimento e regulação do intestino

Ele é chamado de ração, mas não tem nada a ver com animais. Conhecido como ração humana, um composto alimentar feito com fibras tem ganhado espaço entre pessoas que precisam regular o sistema digestivo ou emagrecer. Consumida uma vez ao dia em substituição a uma das refeições, a mistura dá sensação de saciedade e contém todos os nutrientes necessários em uma alimentação, segundo os fabricantes do produto.

A procura pelo composto tem crescido nos últimos meses. Um exemplo é a empresa carioca Longevid, que comercializa produtos naturais e começou a produzir a ração humana em novembro do ano passado. A demanda pelo produto foi tão grande que o estoque zerou em cerca de um mês. Agora, a empresa já conta com 500 pontos de venda em várias regiões do Brasil.

Na Casa Natural, loja de produtos naturais em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a busca pelo composto também aumentou no último mês. Segundo a nutricionista da empresa, Gabriela Bec Rossoni, a ração humana começou a ser vendida no local no fim do ano passado. Montado na hora, um pacote de 1 kg da mistura sai por R$ 16 e rende porções diárias durante um mês. Para a nutricionista, o produto pode ajudar no emagrecimento no caso de a pessoa também manter uma dieta equilibrada.

- O intestino é a porta de entrada para tudo em nosso organismo, e o fato do produto reunir fibras diferentes aumenta o poder de eficiência dos nutrientes. Além disso, o composto tem leite de soja, rico em proteínas, o gergelim com casca, rico em cálcio, e o açúcar mascavo, rico em ferro. Tem também levedo de cerveja, com todas as vitaminas do complexo B.

A técnica em enfermagem Maria Lenir Dortas dos Santos, de 52 anos, começou a ingerir a ração humana em outubro de 2009. Moradora do Rio de Janeiro, ela queria substituir sua janta porque, à noite, sempre se sentia muito cansada depois de comer. 

- Com a ração, melhorou minha função intestinal e diminuiu o colesterol. Antes, dormia logo depois de comer. O composto também tem ajudado a melhorar meu refluxo. 

De acordo com a consultora em nutricionismo da Longevid, a ração humana da empresa, feita sem a adição de glúten, contém os ingredientes necessários para uma boa alimentação, entre eles flocos de arroz e extrato de soja. 

- No total, a ração humana contém 12 ingredientes. Podemos considerar que é um alimento completo por proporcionar proteínas, carboidratos, gorduras de ótima qualidade, vitaminas, minerais e fibras. 

A nutricionista Anita Facks, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) discorda. Para ela, a ração humana "não funciona de forma alguma" por não fazer parte do hábito alimentar da sociedade. 

- Não é algo na forma de alimento, não tem diferentes formas, cores e texturas. Isso pode ser prejudicial à saúde, por falta ou excesso de nutrientes. O alimento deve ser aquilo que é encontrado na natureza, como os vegetais. Compostos assim são feitos com extratos.

Na opinião da especialista, a regulação do sistema digestivo ou o emagrecimento podem ser alcançados apenas com uma dieta adequada, "a não ser em casos específicos"

 

 
 

Benefícios da vitamina D: controle do peso e proteção contra tumores

A deficiência da vitamina também está ligada à incontinência urinária e osteoporose

Ela tem sido notícia frequente pelos benefícios que traz ao organismo. A vitamina D é a vedete dos estudos científicos, que sugerem o seu poder para combater a pressão arterial, controlar o peso e afastar o risco de tumores. "A vitamina D pode ser encontrada no leite, no salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe, cogumelo, ovos e alguns cereais que são fortificados com essa vitamina", explica a nutricionista Cristiane Mara Cedro.

Entretanto, uma maneira boa de manter níveis adequados dessa vitamina é tomar sol de 10 a 15 minutos duas vezes ao dia, pois a luz solar é uma das principais fontes de absorção do nutriente. O responsável por esse estímulo é ninguém menos que o raio UVB. Em outras palavras, apesar de perigoso em doses exageradas, o UVB é sim necessário à saúde. "Em algumas épocas a exposição aos raios solares é menor, o que desfavorece a síntese de vitamina D", afirma a dermatologista Daniela Taniguchi. Desta forma, é importante para pessoas com limitação de exposição ao sol incluir boas fontes de Vitamina D na dieta.

A ingestão recomendada pelo U.S. Dietary Reference Intake para crianças e adultos até 50 anos é de cinco microgramas por dia (200 UI/dia). A recomendação aumenta para 10 microgramas/dia (400 UI/dia) para pessoas entre 50-71 anos de idade e para 15 microgramas/dia para idosos acima dos 70 anos. Para saber como ingerir corretamente essas doses, vale ficar atento aos rótulos dos alimentos.

Além de ser vital para regular a pressão arterial, mantendo o sistema nervoso nos trilhos, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo. "Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo", explica a nutricionista Roberta Stella, sobre sua contribuição indireta no combate à osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil, deformidade nos ossos e à baixa estatura. Os adultos com deficiência da vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade. Essa vitamina ainda participa da diferenciação celular e inibe a proliferação das células. Junto com a mutação, a proliferação celular pode ocasionar doenças como o câncer.

A vitamina D também fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina. Alguns estudos sugerem que a deficiência da vitamina pode levar ao prejuízo na secreção deste hormônio, o que poderia causar intolerância à glicose. A Vitamina D é produzida na pele, mas é ativada pelos rins. "Doentes com insuficiência renal necessitam de suplementos dessa vitamina", segundo a nutricionista Cristiane Mara Cedro.

A importância da vitamina

A Vitamina D também é importante no combate à pressão arterial, segundo os pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, isso se dá porque a Vitamina D é a principal responsável pelo controle do enrijecimento das artérias que eleva a pressão nas mulheres. Com a falta da vitamina, o organismo feminino faz um esforço três vezes maior para manter seu equilíbrio circulatório e acaba sobrecarregando algumas funções como a irrigação das artérias, o que gera um aumento na pressão e desconfortos, como tontura e transpiração excessiva.

A deficiência do nutriente também está associada à depressão. Pesquisadores da Universidade Vrije, da Holanda, estudaram 1.282 pessoas entre 65 a 95 anos, das quais 169 sofriam de depressão leve. A taxa de vitamina D nas pessoas deprimidas era 14% menor que a observada nos demais idosos, segundo o trabalho. O endocrinologista da Unifesp, Pedro Saddi, explica que a falta de vitamina D aumenta o nível do hormônio da paratiróide, chamado PTH. "Esse hormônio tem uma ligação indireta com alterações no humor e apatia, que são sintomas associados à depressão", diz o médico.

Outro estudo, divulgado na publicação científica Archives of Internal Medicine, indica que pessoas com baixos índices de vitamina D parecem apresentar mais riscos de morrer. Diversas doenças foram apontadas como causadoras dos óbitos. Os autores da pesquisa sugerem que baixos níveis de Vitamina D estão associados à morte por causa de seu efeito na pressão sanguínea e na habilidade do organismo de responder à insulina. Eles também associam a deficiência da vitamina à obesidade e ao diabetes.

Em um artigo publicado em novembro de 2008 no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, investigadores relataram que meninas na fase pós-puberdade, que têm baixos índices de Vitamina D, ganharam peso e tiveram crescimento atrofiado. Noventa garotas com idades entre 16 e 22 anos foram avaliadas nos critérios altura, peso, gordura corporal, densidade óssea e nível de vitamina D. Em 59% das garotas, foi detectada insuficiência da vitamina. Estas demonstraram aumento de peso, massa e gordura corporal, além de tendência a ser mais baixa do que meninas com níveis suficientes de vitamina.

Os riscos da deficiência

Outra pesquisa realizada pelo Centro Médico da universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sugere que a falta de Vitamina D no organismo pode prejudicar o tratamento de pacientes com câncer de mama. O estudo aconteceu com aproximadamente 200 mulheres que estavam sendo submetidas à quimioterapia. Depois de alguns exames, os cientistas descobriram que 70% das voluntárias, cujos resultados do tratamento se apresentavam comprometidos, tinham baixo índice da vitamina no sangue.

A deficiência de Vitamina D pode causar problemas de incontinência urinária e fecal nas mulheres. Quem indica isso é um recente estudo do National Health and Nutrition Examination Survey, nos Estados Unidos, que verificou a ligação entre os níveis de vitamina D e distúrbios pélvicos, analisando mais de 1.800 mulheres acima dos 20 anos. Os resultados mostraram que 82% das mulheres apresentavam níveis de Vitamina D considerados insuficientes pelos médicos. Ao menos um dos distúrbios pélvicos foram relatados por 23% das mulheres e os níveis médios de vitamina D foram significativamente menores entre aquelas com os distúrbios como incontinência urinária, prolapso genital (conhecido como "bexiga caída") e incontinência fecal. Em mulheres idosas, o risco de incontinência urinária foi 45% menor entre aquelas com níveis satisfatórios de vitamina D.

Autor: Ana Maria Madeira

Fonte: Site Minha Vida

 

 
 

Cuide da sua coluna desde já!

Infelizmente, não é chamando a atenção das crianças com 'Olha a postura. Fique reto. Sente-se direito'

Já dizia minha avó - "É de pequeno que se torce o pepino". É engraçado, mas cabe como uma luva nesse assunto tão sério. Desde muito pequenos, preocupação com a coluna não é exagero. As mães e pais devem estar atentos a posição da criança na hora das refeições, no computador, ao carregarem mochilas, jogar video games e a pior delas... assistindo tv.

Infelizmente, não é chamando a atenção das crianças com "Olha a postura. Fique reto. Sente-se direito.", que vamos corrigir estes hábitos ruins.

Precisamos atingir o problema na sua estrutura. Por isso, a atividade física regular é tão importante e, ouso em dizer, "fundamental". Deixar o sedentarismo de lado é a principal atitude para crescer com uma coluna forte e bem estruturada.

Boa parte dos problemas de coluna na fase adulta é proveniente de uma má formação física na infância e adolescência. Nossa coluna é formada pela superposição de uma série de ossos isolados denominados vértebras. Na parte de cima, ela é ligada ao osso occipital (crânio); na parte de baixo, ao osso do quadril. Partindo do crânio são 4 divisões: Cervical (7 vértebras), Toráxica (12 vértebras), Lombar (5 vértebras) e a Sacrococcígea (5 sacrais e cerca de 4 coccígeas).

A coluna, olhada de lado, tem várias curvaturas, consideradas normais - se ela fosse totalmente reta, nós não conseguiríamos parar em pé. De uma visão anterior ou posterior, a coluna não tem curvaturas - e, quando ocorre, é chamada de escoliose.

Na fase adulta, que todo mundo se lembra dela e começa: "Ai minha coluna!".

Uma boa medida a ser tomada é praticar e não faltar às aulas de alongamento e solicitar ao professor da academia um programa de exercícios que possam fortalecer a parte da coluna que está mais traumatizada, onde sente-se mais dor.

Um corpo bem exercitado é um corpo mais forte e mais ereto e, como conseqüência com muito menos dor.

*Rosangela Satoris é formada em Educação Física e proprietária da Academia Vila Olímpica, de São Paulo.

Autor: Rosangela Satoris

Fonte: Imprensa

 

 
 

Espinhas: mitos e verdades

Problema que atinge 90 % dos adolescentes pode aparecer em qualquer estágio da vida após a puberdade. Saiba no que você pode acreditar ou desacreditar

“Chocolate dá espinhas?” Esta é a principal dúvida que se houve por aí a respeito de um problema que estampa o rosto de muitas pessoas, principalmente, durante a puberdade: as espinhas. A acne é uma doença do folículo piloso, causada quando ocorre fechamento dos poros, aumento da produção e alteração da composição do sebo e conseqüente proliferação bacteriana. Alguns indivíduos podem passar a adolescência sem qualquer sinal da doença, porém a maioria deles possui tendência genética e pode sofrer dias, meses e até mesmo anos por causa de espinhas e cravos, que podem aparecer em qualquer estágio da vida do ser humano.

Segundo a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço, o processo de formação e seu aparecimento começam na fase da puberdade porque os hormônios influenciam na produção das glândulas sebáceas. “Essa glândula produz o sebo, que, quando acumulado dentro do poro, resulta na proliferação da bactéria causadora das espinhas”.

É possível, entretanto, tomar mais alguns cuidados que ajudam a atenuar a gravidade do caso. A seguir, a Annia fala sobre mitos e verdade desse mal que tanto incomoda as pessoas:

Acne é coisa só de adolescente. Mito. Após a puberdade, a acne pode aparecer em qualquer etapa da vida do ser humano, pois depende do estímulo hormonal de cada pessoa e da produção das glândulas sebáceas, além de outros motivos. Algumas mulheres têm alteração hormonal resultante de ovário policístico e é importante diagnosticar o quanto antes.

Existem tratamentos que podem acabar com a acne para sempre. Verdade. “Alguns remédios podem acabar com o problema de vez. Todos eles são receitados pelo médico e a chance de cura chega a 85%”, diz Dra Annia. Mas é importante o diagnóstico de um especialista, pois os tratamentos variam de pessoa para pessoa.

Comer chocolate dá espinhas. Mito. “Estudos recentes mostram que uma dieta rica em carboidratos de alto índice glicêmico – como doces, pães e biscoitos – levam a uma alteração na resistência à insulina, o que estimularia o aparecimento da acne. Entretanto, essa relação é hormonal e indireta, pois a gordura que comemos não vai para a pele”, ressalta.

A acne pode durar a vida inteira. Verdade.“Homens e mulheres podem desenvolver acne de todos os tipos e em qualquer idade após a adolescência. Por isso é indicado tratá-las sempre, para evitar que ela deixe cicatrizes no corpo, principalmente no rosto.

Qualquer creme ou gel anti-acne resolve o problema. Mito. O uso de produtos oleosos como cremes e filtros solares não adequados promovem o aparecimento ou pioram o quadro de acne. São indicados géis com ácidos salicílico, retinóico e glicólico, sob orientação do dermatologista. Para a limpeza, deve-se usar sabonetes desengordurantes, mas não em excesso.

Apertar a espinha pode causar danos irreversíveis na pele. Verdade. Ao apertar a espinha, corre-se o risco de aumentar a inflamação e deixar uma cicatriz ainda maior que pode ser permanente.

Sobre a doutora Annia Cordeiro Lourenço

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1995, fez residência em Dermatologia na Santa Casa de Curitiba e especialização na mesma área na Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, fez estágios em hospitais de Miami e Barcelona. Atualmente, atende em seu consultório, localizado na Avenida Silva Jardim, 2.042, no Batel.

Autor: Literato | Nume Comunicação

Fonte: Imprensa

 

 
 

Cuide de sua pele no frio

O uso do filtro solar é fundamental para prevenir cânceres

A pele precisa de proteção mesmo em épocas de baixas temperaturas. Usar o protetor solar e fazer a limpeza de pele ajudam a evitar o envelhecimento precoce. “O uso de filtro solar é importante também para diminuir a incidência de cânceres de pele”, alerta o dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Maurício Sato.

De acordo com o médico, a incidência de raios ultravioleta do tipo A é constante todo o ano e essa radiação promove reações nas células da pele que podem ocasionar o aparecimento de lesões pré-cancerosas. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o câncer de pele é o tipo mais frequente, cerca de 25% dos tumores malignos registrados no Brasil.

Para este ano, o INCA estima de cerca de 120 mil novos casos da doença. Os do tipo melanoma, considerados mais agressivos e com alta taxa de mortalidade, felizmente são de baixa incidência e estão previstos cerca de 6 mil novos casos. Na região Sul do país está a maior taxa. “O melanoma é o mais maligno dos tumores de pele e ocorre geralmente em pessoas entre 30 e 60 anos. Em geral, é o câncer de pele que tem aparência de uma pinta escura, bordas irregulares, cores variadas e é assimétrico. Logo, qualquer pinta que mudou de característica, como tamanho, cor e dificuldade de cicatrização, deve ser suspeita e avaliada por um dermatologista”, ressalta.

Os novos casos de câncer de pele não melanoma se aproximam de 114 mil. Este tipo é considerado menos agressivo e de fácil tratamento se diagnosticado precocemente. Os sintomas costumam ser pequenas saliências na pele ou nódulos e, geralmente, aparecem no rosto, tronco e extremidades do corpo. “O tipo de tratamento varia de acordo com o estágio de evolução do câncer. Em casos iniciais, o uso de crioterapia (spray de gelo), cauterizações e curetagens, terapia a base de luz ou até mesmo de pomadas específicas podem curar essas lesões. Para lesões maiores, o tratamento é a cirurgia”, esclarece o dermatologista.

Prevenção

De acordo com o cancerologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Calixto Antonio Hakin Neto, mesmo durante o inverno as pessoas devem utilizar filtro solar com o fator de proteção acima de 30 e evitar se expor ao sol entre 9h e 16h. “A grande exposição ao sol não é indicada, pois com a sensação agradável do vento não se percebe que os raios solares estão sendo absorvidos e prejudicando a pele. É nessa época do ano que estamos com a pele mais sensível e mais clara. O ideal é permanecer no máximo 20 minutos ao sol, para que esta absorção ajude, apenas, na parte óssea e na formação de cálcio, sem danos”, explica o cancerologista.

O Dr. Hakin Neto salienta que é importante que as pessoas lembrem de proteger toda a pele durante o frio, inclusive outras partes do corpo, como lábios, orelhas, nuca, couro cabeludo e a ponta do nariz. “Existem no mercado várias opções de protetores, além dos filtros solares, que podem ajudar a evitar a absorção dos raios solares, como batons, chapéus e cachecóis”, orienta.

Ele ressalta que a proteção é fundamental em todo o corpo, pois o câncer melanoma pode ser desenvolvido em regiões que não são expostas ao sol, como por exemplo, a mucosa da boca. “É necessário ficarmos atento a qualquer lesão que tenha dificuldade de cicatrização”.

Para ficar longe do perigo de câncer e ainda ficar com a pele bonita e protegida, o dermatologista Dr. Maurício Sato e o cancerologista Dr. Calixto Antonio Hakin Neto do HNSG recomendam:

- Use filtro solar em todos os períodos do ano. No inverno, prefira uma fórmula que também seja hidratante.

- Evite banhos quentes prolongados, pois deixam a pele mais seca e descamada.

- Hidrate muito bem a pele, após o banho. “A pele seca se torna mais sensível a agentes externos como sabão, tecidos sintéticos e lã. A pele ressecada pode levar a uma alergia chamada dermatite de contato, gerando coceira e vermelhidão, principalmente nas pernas, e descamação da pele”, esclarece Dr. Maurício.

- Prefira o inverno para começar tratamentos de pele como peelings e que tenham ácido em sua composição, sempre com acompanhamento de um especialista e uso de protetor solar. Nesse período, a pele se recupera com mais facilidade.

Autor: Expressa Comunicação

Fonte: Imprensa

 

 
 

Câncer de boca

Perguntas e respostas. Confira!

A boca ou cavidade oral constitui a porção inicial do sistema digestivo, na qual ocorre o início das funções digestivas: mastigação dos alimentos, constituição do bolo alimentar, sob a ação das enzimas (proteínas que possuem ação de degradação ou lise de substâncias) salivares, e a deglutição. A cavidade oral pode ser acometida por inúmeras doenças locais e sistêmicas, especialmente digestivas.

O que é e qual sua frequencia de aparecimento?

O câncer de boca é mais freqüente entre indivíduos do sexo masculino e com idade superior a 50 anos, apesar da observação recente do aumento da incidência em mulheres e jovens. Esses tumores são bastante variáveis em suas manifestações clínicas, e a dor nem sempre é um sintoma proeminente (ocorre principalmente nos tumores ósseos).

A presença de linfonodo satélite ("íngua" na proximidade da boca) é considerada um elemento muito importante, já que traduz a presença de metástase (disseminação do câncer para outras regiões fora da boca).

Além dos tumores originários na cavidade oral, menos frequentemente a boca pode ser acometida por tumores originários de outras regiões do corpo, que se disseminam através do sangue ou do sistema linfático.

O câncer de boca é mais prevalente nos países em desenvolvimento, principalmente no Sudeste Asiático e no Brasil. Nos países desenvolvidos, o câncer da boca é incomum, exceto em algumas regiões da França.

A detecção do câncer de boca acontece tardiamente, em muitos pacientes. Na ocasião do diagnóstico, a maioria dos indivíduos já apresenta a doença em um estádio avançado, com metástases. Se a doença for diagnosticada no início de seu desenvolvimento, o tratamento é mais fácil de ser realizado e com menor incidência de complicações, assim como os resultados estéticos e funcionais (preservação de funções da boca e outros órgãos afetados) são melhores e o índice de sobrevivência do paciente é maior.

Quais são os fatores de risco conhecidos?

A identificação dos fatores de risco é fundamental para que se estabeleçam medidas preventivas, de forma a reduzir a incidência desse câncer. O mecanismo de ação desses fatores não é bem compreendido, porém sabe-se que eles estão relacionados ao surgimento das chamadas lesões pré-cancerosas. Essas lesões são as precursoras do câncer propriamente dito. As mais comumente identificadas são: leucoplasia (lesões esbranquiçadas) a eritroplasia (lesões avermelhadas) e o carcinoma in situ (tipo de câncer muito bem localizado, em uma diminuta região).

Os fatores que, reconhecidamente, aumentam o risco do câncer de boca são:

• Tabagismo: é um dos principais fatores. Estima-se que aproximadamente 75% a 90% de todos os cânceres que acometem a região da cabeça e do pescoço sejam atribuíveis ao tabagismo. Os indivíduos tabagistas apresentam um risco vinte vezes maior de desenvolver câncer de boca, quando comparados aos indivíduos que nunca fumaram. Além disso, sabe-se que mesmo o consumo de pequena quantidade de cigarro aumenta o risco. O risco associado ao tabagismo é influenciado por fatores como: número e tipo de cigarro consumido, duração do tabagismo, idade, sexo e etnia. Vale lembrar que o chamado "tabagismo passivo", ou exposição à fumaça do tabaco, e o consumo de rapé ou outras formas de tabagismo, também elevam o risco desse tipo de câncer.

• Alcoolismo: é um fator de risco independente para o desenvolvimento do câncer de boca e, quando associado ao tabagismo, o aumento do risco resulta de multiplicação do risco individual e não apenas da somatória. O risco é maior quanto maior for o consumo de bebida alcoólica. O mecanismo não é bem compreendido, e sabe-se que o etanol por si só não é carcinogênico (capaz de causar câncer). Porém, acredita-se que o etanol atua como importante coadjuvante na gênese de vários cânceres.

• Dieta: alguns autores relatam que uma dieta pobre em vitaminas e sais minerais, como aquelas pobres em frutas e vegetais frescos, estaria relacionada a um risco aumentado de câncer de boca. No entanto, essa relação ainda não foi completamente comprovada.

• Maus hábitos de higiene oral: é um importante fator de risco.

• Fatores hereditários: acredita-se que alguns indivíduos apresentam uma maior sensibilidade a alterações cromossômicas ocasionadas pelos elementos carcinogênicos, de forma que essas pessoas apresentariam um risco maior de desenvolvimento de câncer.

• Imunossupressão: a depressão do funcionamento do sistema imunológico pode estar associada ao desenvolvimento de vários tipos de câncer, incluindo o câncer de boca. Os indivíduos em questão seriam aqueles que foram submetidos a transplantes, em uso crônico de medicamentos como os corticosteróides.

• Infecção: parece que a infecção causada por alguns tipos de vírus, como o papilomavírus humano (HPV) e o vírus Epstein-Barr (EBV), está associada ao desenvolvimento do câncer de boca.

Autor: Editorial Bibliomed

Fonte: Site Boa Saúde

 

 
 

Alergia

Veja 15 dicas para imunizar o ambiente

Cerca de 30% da população sofre algum tipo de alergia, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai). Só a asma, por exemplo, é responsável anualmente por 400 mil internações e 2 mil mortes no Brasil. Portanto, quem sofre com as doenças alérgicas, em especial as respiratórias, deve colocar em prática cuidados simples em casa para evitar crises e seus agravamentos. Confira as dicas da Asbai:

 

1) Mantenha a casa sempre ventilada e limpa. Guarde roupas e objetos nos armários, tornando a limpeza mais fácil e rápida.

 

2) Use um pano úmido para tirar o pó antes que se disperse. Utilize máscara e luvas durante o processo.

 

3) Prefira um aspirador de pó que tenha filtro Hepa (High Efficiency Particulate Arrestance). Reduz os elementos alérgenos transportados pelo ar, prendendo ácaros e outras partículas.

 

4) Nunca aposte no espanador para retirar o pó, porque apenas o espalha.

 

5) Remova o carpete. Se não for possível, prefira os baixos em vez dos felpudos, já que acumulam menos pó.

 

6) Forre travesseiros e colchões com protetores herméticos de plástico ou vinil, que são impermeáveis aos alérgenos, porque contêm material fibroso, ideal para o crescimento dos ácaros.

 

7) Lave as roupas de cama com água muito quente semanalmente.

 

8) Remova velas do quarto, especialmente as de essências, que podem liberar substâncias irritantes ou prejudiciais.

 

9)Quando for tomar banho, abra uma janela com o intuito de reduzir a umidade. Os ácaros gostam de locais quentes e úmidos.

 

10) Evite bichos de pelúcia. Se os tiver, lave-os semanalmente e guarde-os, de preferência, longe da cama.

 

11) Risque da lista estofados, cortinas e cobertores de lã. Edredom é uma boa aposta.

 

12) Nada de animais de pelos ou penas dentro de casa. Caso isso não seja possível, banhe-os uma vez por semana.

 

13) Não utilize produtos com cheiro forte, como removedores, lustra-móveis, desinfetantes e inseticidas, assim como perfumes.

 

14) Nem pense em fumar e não permita que fumem dentro de casa.

 

15) Combata a umidade excessiva e focos de mofo.

 

Autor: Patrícia Zwipp

Fonte: Terra Vida e Saúde

 

 
 

Lentes de contato

Dicas para uma boa higienização

Quatro em cada dez pessoas que usam lentes de contato não as substituem dentro do prazo recomendado revelou uma pesquisa realizada no Canadá, envolvendo 1.654 pessoas. Outro problema recorrente, segundo os pesquisadores, é que os usuários não as limpam de maneira adequada. Os entrevistados usavam diversos tipos de lente de contato, em especial, as lentes de silicone hidrogel, que permitem maior oxigenação das córneas, mas devem ser descartadas diariamente, em duas semanas ou em um mês, no máximo. Os mais descuidados foram os pacientes que usavam as lentes de descarte quinzenal: 59% deles admitiram usar o produto por mais tempo do que o preconizado. Segundo o estudo, as duas justificativas mais comuns para o uso inadequado das lentes foram o esquecimento e o custo dos produtos.

 

Há poucos trabalhos brasileiros sobre o uso incorreto de lentes. Mas os problemas observados no Canadá se repetem por aqui também... Um destes estudos chegou perto dos resultados canadenses: quase metade dos pesquisados disse usar as lentes de contato por mais tempo do que o recomendado. “O sucesso na adaptação e no uso de lentes de contato depende de um conjunto de fatores. A prescrição médica e o acompanhamento do oftalmologista constituem-se nos elementos primordiais deste processo. Em seguida, destaca-se a adesão do paciente ao tratamento. Hoje, no Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas - 1% da população brasileira - são usuárias de lentes de contatos. Deste percentual, 28% são homens, 72% mulheres”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

 

Durante o processo de adaptação às lentes de contato, o oftalmologista deve ser minucioso nas instruções fornecidas ao paciente sobre limpeza, conservação e troca das lentes. Além de fornecer as orientações necessárias, o oftalmologista deve se certificar da perfeita compreensão do paciente e, em cada consulta, verificar seu conhecimento e conduta, assegurando a adesão às recomendações e a prevenção de complicações.

 

“Os problemas decorrentes do uso de lentes de contato são conseqüência da falta de observância aos cuidados relacionados à limpeza, desinfecção e conservação das lentes. A lente no olho do paciente está em contato com restos celulares, partículas oriundas do meio ambiente, substâncias químicas, gasosas, líquidas, proteínas, lipídios, componentes inorgânicos, além de produtos cosméticos. Todas essas substâncias podem aderir à lente, reduzindo o conforto e a tolerância do usuário, bem como a vida útil da lente”, diz a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.

 

Como decorrência do uso inadequado, o problema mais freqüentemente relatado pelos pacientes que usam lentes de contato é a alergia. Os agentes causadores da reação alérgica podem ser as próprias lentes, produtos de limpeza, conservantes, proteínas e resíduos que aderem à lente.

 

Limpeza adequada das lentes

 

O hábito de substituir as substâncias específicas - solução multiuso - por soro fisiológico, na limpeza das lentes de contato, pode levar a infecções ou alergias nos olhos. O uso errado é comum, tanto por desconhecimento sobre os riscos da substituição, quanto pelo preço muito superior do produto específico. “Há muito tempo atrás, os produtos para desinfecção de lentes de contato eram tóxicos para os olhos e, por isso, recomendávamos aos pacientes que enxaguassem as lentes com soro. Hoje, estes produtos evoluíram muito, não oferecem mais riscos para a saúde ocular. Portanto, não há porque insistir na utilização do soro. É importante que o usuário de lentes de contato saiba que o soro fisiológico não limpa, nem desinfeta a lente, propiciando o acúmulo de bactérias, gordura e proteínas. Com isto, pode haver alteração na superfície da córnea, úlcera de córnea e até perda de visão”, alerta Sandra Alice Falvo.

 

Além de não desinfetar corretamente as lentes, o soro propicia problemas: a maioria dos que são vendidos em farmácia contém substâncias químicas que podem ser tóxicas. “As lesões na córnea causadas por lentes contaminadas são uma das principais indicações de transplante de córnea entre jovens. A recomendação mundial para evitar problemas é limpar e conservar as lentes com soluções multiuso”, recomenda a oftalmologista do IMO.

 

Dicas para uma higienização correta

 

Veja as recomendações da equipe do IMO sobre como deve ser feita a higienização:

 

1) Lavar bem as mãos com água e sabão antes de retirar a lente do estojo;

 

2) Enxágüe-a com uma solução multiuso (própria para esse fim) e coloque no olho;

 

3) Na hora de retirar, lave bem as mãos e coloque a lente no meio da palma da mão. Espirre um pouco da solução multiuso, esfregue suavemente com o dedo indicador, removendo os depósitos de sujeira que ficam aderidos à superfície. Enxágüe novamente;

 

4) Guarde a lente no estojo totalmente submersa na solução multiuso;

 

5) Quem usa lentes de contato com freqüência deve repetir o procedimento acima diariamente. Se a utilização for eventual, limpe e troque o líquido do estojo pelo menos uma vez por semana.

Para mais informações, acesse: www.imo.com.br

 

Autor: Imprensa

Fonte: IMO

 

 
 

Quitutes para crianças ocultam informações.


Veja algumas dicas

 

 

Muitas mamães costumam ser rigorosas na análise da alimentação dos seus pimpolhos, inspecionando rótulos das guloseimas que agradam a criançada. Portanto, nada mais comum do que verificar o rótulo desses produtos à procura de ingredientes saudáveis, deixando de lado os que contêm algo prejudicial para a saúde.

 

O problema começa quando esses alimentos que tanto os filhos gostam não trazem em seus rótulos todas as informações necessárias sobre o risco de obesidade infantil, um dos maiores vilões das crianças.

 

Isso é o que diz um estudo feito pelo Instituto Adolfo Lutz, que analisou 153 embalagens de biscoitos, bombons e salgadinhos mais encontrados nas cantinas das escolas.

 

Em nenhum dos 153 rótulos analisados continha todas as informações corretas sobre sódio e gordura, substâncias que em excesso causam muitos dos problemas de saúde na infância hoje, como obesidade e diabetes. A omissão ou erro nas embalagens chegou a 75% do total.

 

Cássia Lobanto, coordenadora da pesquisa, revela também que alguns dos produtos estudados fazem parte dos alimentos que podem ter sua venda proibida por lei em cantinas de escolas públicas e particulares do Estado de São Paulo. Essa lei já foi aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo.

 

O principal erro das embalagens das guloseimas são as informações nutricionais onde os valores de sódio e gordura estão menores do que foi verificado em análises no laboratório. Isso impede que as mamães saibam realmente o quanto de sódio e gordura seus filhos estão ingerindo.

 

Entre os anos de 2001 e 2005 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a adaptação para que se coloque as informações nutricionais corretas nos rótulos dos alimentos. As empresas ainda estão dentro do prazo para cumprirem a determinação.

 

Dicas

 

Guloseimas devem ser evitadas pelas crianças. Deve ser determinado pelos pais o dia em que se pode comer essas “gostosuras”, sempre de maneira moderada

 

Uma alimentação saudável, aliada à prática esportiva, são as melhores prevenções contra a obesidade infantil.

 

O ideal é que a criança leve seu lanche para a escola ao invés de comprar na cantina na escola. O lanche preparado em casa é mais saudável do que muitas “bugigangas” vendidas nas cantinas.

 

 

Autor: Bruno Rodrigues

Fonte: Guia do Bebê

 

 
 

Cochilinho durante a tarde é bom

Saiba mais sobre as necessidades de crianças de 4 a 5 anos

Além do sono que a criança tem a noite toda, um cochilo no período da tarde é bom. O problema é que as mamães sempre ficam com uma dúvida se não é sono demais ou se não vai interferir no sono à noite. Se já é comprovado que a sesta (cochilar por alguns minutinhos após o almoço) diminui riscos cardíacos nos adultos, um cochilo da criança à tarde só deve fazer bem.

 

Foi o que demonstrou uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo psicólogo Brian Crosby, PhD da Universidade da Pensilvânia. Crianças que tiram um cochilo no período da tarde são menos hiperativas, apresentam menores níveis de ansiedade e depressão.

 

Que fique bem claro que um cochilo à tarde não é o mesmo que passar a tarde inteira dormindo.

 

O cochilo durante a tarde serve não apenas para repor as energias, mas melhora o funcionamento mental das crianças. O estudo pesquisou crianças entre 4 e 5 anos de idade.

 

A avaliação das 62 crianças foi realizada através de um exame chamado actigrafia. O diagnóstico mede os padrões de sono, do relato dos pais sobre tempo que a criança tira o cochilo durante a semana e nos finais de semana e de como são esses cochilos, fatores demográficos, e uma avaliação comportamental da criança.

 

Com o resultado, Brian Crosby explica a importância de se incentivar que as crianças durmam no período da tarde. Não precisa ser todos os dias, mas os pais devem adicionar no período da tarde um tempo de descanso onde as crianças podem dormir se sentirem vontade.

 

Um cochilinho três vezes por semana já é suficiente. É sempre importante ressaltar: não existe um padrão para estabelecer quanto tempo exato precisa dormir ou quanto tempo precisa ficar acordado.

 

O psicólogo afirma que cada criança tem a sua necessidade. Uma pode precisar do cochilo todos os dias e outra apenas duas vezes por semana. Os pais devem apenas incentivar e não tornar isso uma obrigação. O estudo só não definiu até que idades esse cochilo à tarde é recomendado.

 

Dicas

 

Em algum momento da tarde construa um momento mais tranqüilo. Ao invés de brincar, leia uma história para seu filho para que possa descansar e até cochilar.

 

Se a sua criança já é uma criança tranquila que não tem necessidade de uma soneca durante a tarde, fique tranqüila, mamãe, não é por isso que seu filho terá depressão!

 

Se mesmo com cochilos sua criança é muito agitada, não se concentra e tem o sono muito agitado, leve-o para uma avaliação médica.

 

 

Autor: Bruno Rodrigues

Fonte: Guia do Bebê

 

 
 

Bate, bate, coração

Alguns alimentos, como alho, linhaça, banana-verde e aveia possuem propriedades capazes de baixar os níveis de LDL, o mau colesterol. Quando aliados à prática frequente de atividade física, os benefícios são ainda maiores, pois é possível aumentar as taxas de HDL, o bom colesterol. Nesta reportagem, mostramos como essa combinação é importante para preservar o seu amigo do peito.

Sabia que a maior parte do colesterol é produzida pelo próprio organismo? São cerca de 800 miligramas diários, o que corresponde a 70% do colesterol total. Os 30% restantes vêm da alimentação. Se esse colesterol é do tipo bom (HDL) ou ruim (LDL), isso vai depender do seu cardápio. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelaram que o aumento do colesterol no sangue foi responsável por cerca de 4 milhões de mortes em 2002.

 

Dentre as doenças relacionadas, as de coração lideram o ranking com 56% dos óbitos. Hoje, as estatísticas mostram que de cada dez brasileiros, quatro deixam de viver em decorrência de males cardiovasculares. Existe uma previsão de que se nada mudar, em 2040 o Brasil será o campeão mundial de mortes por este tipo de problema.

 

"O aumento do colesterol no sangue não causa sintomas e quando a pessoa começa a sentir alguma coisa, já é em decorrência do processo aterosclerótico (endurecimento das artérias). Por isso, a prevenção é fundamental", diz o cardiologista Roque Marcos Savioli, diretor da Unidade de Saúde Suplementar do Incor do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

 

A seguir, separamos quatro alimentos que são campeões em diminuir os níveis de LDL. Mas, para que a dieta dê certo, eles devem ser consumidos diariamente. Antes de tudo, no entanto, converse com uma nutricionista. Vamos lá?

 

Com alho, por favor

 

As propriedades terapêuticas do alho (Allium sativum L.) foram descobertas ainda na Antiguidade. Diversos estudos comprovaram cientificamente que o alimento previne infecções patogênicas (causadas através do ar ou alimentos), câncer e doenças cardiovasculares.

 

O vegetal possui mais de 30 compostos derivados do enxofre, como a alicina, aliina e sulfeto de dialina que, além de produzirem seu odor característico, são responsáveis pelos efeitos benéficos para a saúde. Como são substâncias lipossolúveis, para que possam agir no organismo é necessário que sejam ingeridas com gorduras do bem, como o azeite de oliva, por exemplo.

 

No alho encontramos a s-alil-cisteína, composto responsável pela diminuição das taxas do mau colesterol. Por ser hidrossolúvel, ela também tem a capacidade de se ligar às moléculas de gordura, facilitando a sua eliminação pelo organismo. Isso impede que se formem placas de gordura nas artérias.

 

"O consumo frequente de alho provoca a vasodilatação, que é o aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos, o que leva o sangue a fluir com mais facilidade", explica a nutricionista Raquel Pimentel, da Educanutre Consultoria e Assessoria Nutricional, em São Paulo.

 

No entanto, a nutricionista funcional Gisela Savioli, da capital paulista, faz um alerta para as pessoas que utilizam cápsulas de alho para a redução do colesterol. Segundo ela, o extrato de alho envelhecido é o único suplemento capaz de reduzir as taxas de LDL. "Ele preserva todas as propriedades", ressalta. De qualquer forma, a melhor maneira de inserir o vegetal na alimentação é consumi-lo cru, pois a exposição a altas temperaturas faz que parte de seus nutrientes se percam.

 

A recomendação diária de ingestão é de um a dois dentes de alho por dia. Para potencializar seus benefícios, indica-se macerá-lo e deixá-lo dez minutos em repouso antes da utilização. Não se esqueça de usar um pouco de azeite de oliva para que os componentes lipossolúveis sejam absorvidos pelo organismo.

 

O caminho do colesterol

 

Quando a gordura ruim entra em contato com a enzima lipase, no sangue, dá origem ao LDL. A parte que sobra vira o HDL. O trabalho do HDL é recolher o LDL da circulação e levá-lo de volta ao fígado para ser eliminado. O problema é que o HDL não consegue transportar grandes quantidades de LDL, por esse motivo, as moléculas de gordura acabam ficando pelo caminho e se acumulando na parede das artérias.

 

Essa ação leva ao entupimento gradual dos vasos, que gera a doença conhecida como aterosclerose. Em determinado momento, essa placa pode romper, provocando um coágulo. Isso causará uma obstrução do fluxo sanguíneo na artéria. Então, o coração enfarta.

 

Fontes: Roque Marcos Savioli, diretor da Unidade de Saúde Suplementar do Incor do Hospital das Clínicas; e Marcelo Chiara Bertolami, cardiologista diretor científico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

 

Faça a biomassa

 

Lave cinco bananas-verdes com casca utilizando uma esponja e detergente neutro. Coloque-as com casca em uma panela de pressão com água fervente suficiente para cobri-las e deixe cozinhar por 10 minutos, contados a partir do momento em que a panela pegar pressão.

 

Desligue o fogo e espere que o vapor continue a cozinhar as bananas. Após o cozimento, mantenha as bananas quentes na própria água do cozimento e vá retirando as cascas e colocando a polpa no processador. É importante que a polpa da banana esteja bem quente para não enfarinhar. Triture até formar uma massa homogênea. A biomassa pode ser armazenada em geladeira por até uma semana ou no freezer por três meses. O rendimento é de 250 gramas.

 

Linhaça: golpe no colesterol

 

Muito tem se falado sobre os benefícios dessa semente. Rica em fibras e em ômega-3, ela possui qualidades protetoras na prevenção de doenças cardiovasculares. "Estudos recentes sobre a linhaça têm demonstrado seu efeito na redução do LDL", indica Raquel Pimentel. A pectina tem muito a ver com isso. Essa fibra solúvel age de forma semelhante à betaglucana, substância encontrada na aveia.

 

Ao entrar em contato com a água, ela vira uma espécie de gel que retarda o esvaziamento gástrico e impede a absorção de parte das gorduras, levando-as diretamente para a eliminação pelas fezes. A linhaça (Linum usitatissimum L.)ainda contém vitaminas B1, B2, C, E, caroteno e minerais como ferro, zinco, magnésio, fósforo e cálcio.

 

Estudos comprovam ainda que seu consumo regular previne e ajuda a combater males como depressão, TPM, câncer de mama e de próstata, diabete, mal de Alzheimer, possui ação anti-inflamatória, antidepressiva e reforça o sistema imunológico. É importante lembrar que para aproveitar todos os seus benefícios, a semente deve ser levemente triturada, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e passa sem sofrer digestão no trato gastrointestinal.

 

De forma geral, indica-se o consumo de três colheres (sobremesa) ao dia, distribuídas nas três principais refeições - café da manhã, almoço e jantar. As sementes podem ser utilizadas em iogurtes, saladas, sopas, sucos, vitaminas, misturada a outros cereais, massas de pães e bolos e diretamente na água.

 

 

Para aproveitar todos os nutrientes, a linhaça deve ser triturada

 

Aliados do coração Abacate: fruta rica em gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir o LDL e aumentar o HDL. Recomenda-se o consumo diário de duas colheres (sopa) de abacate por dia. Azeite: contém entre 60% e 80% de gorduras monoinsaturadas. Essa concentração ajuda a diminuir o mau colesterol e conserva o bom colesterol.

 

Cebola: tem vários compostos sulfúricos, que ajudam a diminuir os riscos do endurecimento das artérias, capazes de levar ao enfarte. A metade de uma cebola crua por dia já ajuda a bloquear as placas de gordura. Leguminosas: o feijão preto, branco e roxo, a lentilha e o grão-de-bico possuem um componente importante no combate ao colesterol: a fibra solúvel. Ela leva a gordura para fora do organismo. Uma concha por dia é o suficiente.

 

Oleaginosas: castanha do Brasil, castanha de caju, nozes, amêndoas, entre outras, também são alimentos fonte de gorduras monoinsaturadas. O ideal é consumir em torno de 15 gramas por dia, o que equivale a um punhado. Uva: a fruta é rica em flavonoides, substância que ajuda a controlar o colesterol. Devem-se consumir dois copos de suco de uva por dia. Fonte: Raquel Pimentel, nutricionista da Educanutre Consultoria e Assessoria Nutricional; e Gisela Savioli, nutricionista clínica e funcional

 

Banana-verde

 

Alimento ainda pouco divulgado, a banana-verde (Musa spp.), quando cozida, apresenta diversos benefícios. Contém grande teor de amido resistente, que tem ação parecida à fibra alimentar, pois não é digerido nem absorvido pelo intestino delgado.

 

No intestino grosso, esse amido é fermentado e produz substâncias que servem como fonte de energia para a produção de bactérias benéficas à flora intestinal. Elas têm o papel de manter a integridade da mucosa intestinal, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas. Esses efeitos auxiliam na diminuição de níveis de colesterol e triglicérides, contribuindo na prevenção de doenças coronarianas.

 

Da polpa da banana-verde originam-se dois subprodutos, a biomassa e a farinha (veja receita na página 18), que são utilizados no preparo de bolos, biscoitos e outras massas, substituindo a farinha de trigo. Podem ainda ser adicionados a sucos e vitaminas. "De forma geral, a ingestão diária recomendada é de duas colheres [sopa] da biomassa ou da farinha", explica a nutricionista da Educanutre Consultoria e Assessoria Nutricional.

 

Além disso, a fruta contém vitaminas A, C, D e E, e quantidades razoáveis de vitaminas do complexo B - especialmente B1 e B2 -, além de potássio e fósforo. Funciona como combustível natural, já que ajuda a recuperar as energias em atividades físicas e a melhorar o condicionamento físico. Devido às concentrações de potássio encontradas no alimento, seu consumo ajuda nas contrações musculares e a evitar câimbras.

 

 

Hora de malhar!

 

Não limite a prática de atividades físicas apenas a academias ou clubes. Ambientes que proporcionem o contato com a natureza são excelentes escolhas.

 

Deixe o carro em casa e execute pequenas tarefas a pé.

 

Procure um amigo que já pratica atividades físicas e se exercite com ele. Essa é uma excelente forma de se sentir estimulado!

 

Se não consegue 30 minutos seguidos para se exercitar, distribua-os ao longo do dia. O importante é acumular esse tempo todos os dias.

 

Lembre-se: não existe um exercício melhor do que o outro, o importante é se mexer.

 

Fontes: Fabiana Braga Benatti, mestre em Educação Física; e Gláucia Braggion, nutricionista do CELAFISCS e assessora científica do programa Agita São Paulo.

 

O tipo de aveia que possui maior quantidade de betaglucanas, uma fibra solúvel capaz de remover o colesterol da corrente sanguínea, é o farelo, seguido dos flocos e da farinha

 

Aveia, cereal de respeito

 

Além de ser rica em vitaminas do complexo B e E, fósforo, potássio e ferro, a aveia (Avena sativa L.) possui ainda a betaglucana, uma fibra solúvel capaz de remover o colesterol da corrente sanguínea. Ao entrar em contato com a água, ela vira uma espécie de gel que se liga aos ácidos biliares, facilitando sua excreção.

 

"Os ácidos biliares, que são derivados do colesterol, quando absorvidos pelo intestino são reciclados no fígado e podem circular entre o intestino e o fígado várias vezes ao dia. Com sua eliminação pelas fezes, o fígado capta mais colesterol para produção de novos ácidos biliares", explica a nutricionista Gisela Savioli. Desta forma, a aveia consegue reduzir as taxas de LDL.

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu que a betaglucana auxilia na redução da absorção de colesterol, mas alerta que seu consumo deve estar associado a uma dieta equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Para tirar o maior proveito dessa fibra solúvel, é importante saber qual forma de apresentação desse cereal tem a maior concentração.

 

"O tipo de aveia que possui maior quantidade de betaglucanas é o farelo, seguido dos flocos e da farinha", explica a nutricionista Raquel Pimentel. O órgão norte-americano FDA (Foods and Drugs Administration) reconheceu sua eficiência na redução dos riscos de doenças coronarianas, e recomenda a ingestão de 3 gramas de betaglucana da aveia, o equivalente a três colheres de sopa de farelo ou quatro de farinha, por dia.

 

Adicionar esse alimento à dieta traz ainda outras vantagens, como o cálcio, que auxilia a fortalecer ossos e dentes, além de exercer papel fundamental no metabolismo celular, na coagulação do sangue, na contração muscular, na prevenção de câimbras e hipertensãol.

 

"É ainda fonte de ferro, que transporta e armazena o oxigênio, previne anemia e ajuda a melhorar as defesas do organismo", acrescenta Gisela Savioli. A aveia é um alimento versátil e de fácil aplicação nas preparações culinárias, pois pode ser usada em preparações doces, salgadas, frias, quentes e em todas as refeições

 

Mexa-se, já!

 

Imagine um carro que fica muito tempo estacionado em um local exposto constantemente ao sol e à chuva. Por mais novo que seja o automóvel, o fato de estar ali, sempre parado e exposto às agressões externas, certamente provocará inúmeros problemas em seus mecanismos com o passar do tempo.

 

A comparação pode até ser engraçada, mas é exatamente isso que acontece quando o corpo não recebe os estímulos das atividades físicas. Com o tempo, ele literalmente enferruja e fica predisposto a desenvolver diversas doenças que, com as atitudes certas, poderiam ter sido evitadas.

 

"Ainda se especula sobre qual seria o fator em comum desencadeante de algumas doenças crônicas como diabete, obesidade, osteoporose, hipertensão, dislipidemias e doenças cardiovasculares como um todo, mas o fato é que todas elas estão altamente relacionadas e são muito favorecidas pelo sedentarismo", explica Fabiana Braga Benatti, mestre em Educação Física. No box à esquerda, veja algumas dicas para mexer o corpo.

 

 

Omelete de legumes com aveia

 

Ingredientes

2 ovos 1 xícara (chá) de legumes ralados e refogados (abobrinha, cenoura, alho-poró ou outro de sua preferência) 2 colheres (sopa) de farelo de aveia 1 colher (sopa) de azeite 1 colher (chá) de salsinha picada Orégano e sal a gosto

 

Preparo

Bata os ovos e junte a aveia, os temperos e por último os legumes refogados. Em uma frigideira ou omeleteira, aqueça o azeite e despeje a mistura. Deixe cozinhar e dourar dos dois lados. Divida ao meio e sirva quente.

 

Rendimento 2 porções

 

Bolo de biomassa de banana-verde

 

Ingredientes

1 xícara (chá) de biomassa 1 xícara (chá) de óleo de arroz 3 ovos ½ xícara (chá) de açúcar demerara ou mascavo 1 xícara (chá) bem cheia de farinha especial (pode ser farinha de banana-verde ou gérmen de trigo) 1 colher (sopa) de fermento em pó

 

Preparo

Misture os ingredientes secos (açúcar, gérmen de trigo e fermento). No liquidificador, bata a biomassa, o óleo e os ovos. Junte o líquido com o seco e despeje em uma forma redonda untada e enfarinhada. Leve para assar em forno médio, preaquecido, por 30 minutos ou até que, enfiando um palito, ele saia limpo.

 

Rendimento 6 porções

 

Fonte: Renato Caleffi, chef do Le Manjue Bistrô (SP)

 

Vitamina de frutas vermelhas com linhaça

 

Ingredientes

1 copo de iogurte natural desnatado (200 g) 1 colher (sopa) de polpa de framboesa congelada 1 colher (sopa) de polpa de amora congelada 1 colher (sopa) de polpa de mirtilo congelada ou outra fruta de preferência (morango, açaí, goiaba) 1 colher (sopa) de sementes de linhaça Adoçante ou açúcar a gosto

 

Preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em um copo e sirva.

 

Rendimento

2 porções

 

Autor: Paula Bueno

Fonte: Raquel Pimentel, nutricionista da Educanutre Consultoria e Assessoria Nutricional

 

 
 

Atividades culturais podem combater depressão e promover a saúde

Não importa a profissão ou quanto dinheiro a pessoa possui, as atividades culturais têm um efeito positivo no senso individual de saúde e bem estar. 

Se você pinta, dança, ou simplesmente vai a teatros e shows, é provável que se sinta mais saudável e seja menos deprimido do que as pessoas que não participam dessas atividades, segundo estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia. Avaliando dados de mais de 48 mil pessoas – incluindo questionários, entrevistas exames clínicos e amostras de urina e sangue –, os pesquisadores notaram que "há uma relação positiva entre a participação cultural e a saúde auto-percebida". Em relação à depressão, esse efeito se daria apenas entre os homens.

 

Mas o que é surpreendente na pesquisa, segundo os autores, é que esses resultados ocorreriam independentemente do status socioeconômico dos participantes. Isso quer dizer que não importa a profissão ou quanto dinheiro a pessoa possui, as atividades culturais têm um efeito positivo no senso individual de saúde e bem estar. Por outro lado, considerando, além do status socioeconômico, doenças crônicas, capital social, tabagismo e uso de álcool, os pesquisadores não observaram o mesmo efeito das atividades culturais sobre a ansiedade

 

Apesar da relação estabelecida na pesquisa, os especialistas alertam que essas associações não são fortes o suficiente para se afirmar que a cultura realmente deixa as pessoas mais saudáveis. De qualquer maneira, eles destacam que os resultados desafiam os políticos a pensar sobre saúde de uma forma diferente. "Nós, dos serviços de saúde nem sempre temos controle sobre as ferramentas preventivas mais eficazes, dado a grande diversidade de doenças atualmente; precisamos nos concentrar cada vez mais em oportunidades e não nos riscos", concordou o médico Steinar Krokstad, diretor da Universidade.

 

Fonte: The Norwegian University of Science and Technology. Press release. 15 de dezembro de 2009.

 

Autor: Redação

Fonte: Bibliomed

 

 
 

Sexo: papo de mãe e filha

Na verdade, não existe uma regra para as primeiras conversas sobre sexo entre mães e filhas, pois depende muito de como foi a educação desta mãe, de como ela viveu e vive sua sexualidade, do contexto familiar, da religião. O Instituto Kaplan, que estuda a sexualidade humana e desenvolve projetos pedagógicos de educação sexual, recomenda que a mãe fale da forma mais simples e objetiva possível, respondendo somente o que a filha ou filho perguntar.

"Sem dúvida a mãe (ou substituta) é a figura mais importante no processo de formação sexual, em função da representação afetiva que ela tem. O que a mãe fala fica registrado, não sabemos ao certo o uso que a menina fará, mas não temos dúvida que a informação foi registrada. Nenhuma amiga, professora, orientadora, revista ou site tem o mesmo poder de fixar as mensagens como a mãe", explica Cristina Romualdo, psicóloga e coordenadora do Instituto Kaplan.

 

Mas a mãe não tem obrigação de saber tudo, admitir isso é muito saudável e, junto com a filha, buscar a informação solicitada. O Kaplan desenvolveu algumas dicas para deixar mais fácil a conversa sobre sexualidade entre mãe e filha:

 

1 - Aceitar a sexualidade de sua filha (ela realmente existe!)

 

2 - Estar aberta para as mudanças sexuais de sua filha

 

3 - Se apresentar disponível para responder as dúvidas da filha

 

4 - Realmente ouvir sua filha

 

5 - Tentar não pré-julgar

 

6 - Admitir o que não sabe

 

7 - Fazer comentários sobre o que vê na TV, revistas ou internet sobre temas sexuais, isto também é uma forma de orientar

 

8 - Dispor-se a procurar junto com sua filha a informação necessária

 

9 - Respeitar sua privacidade (não precisa falar de sua própria sexualidade, se não quiser)

 

10 - Levar sua filha ao ginecologista e acompanhá-la durante a consulta

 

INSTITUTO KAPLAN - www.kaplan.org.br

  

Autor: Cristina Romualdo

Fonte: INSTITUTO KAPLAN

 

 
 

Dicas para detectar distúrbios da fala em crianças

É importante que os pais prestem atenção

A fala se desenvolve principalmente nos três primeiros anos de vida. Entre os 2 e os 6 anos, é comum que a criança apresente dificuldade em falar algumas palavras ou alguns sons mais difíceis. Neste período de aquisição de linguagem, a criança pode gaguejar, por estar em plena fase de aprendizagem da língua e por ainda não ter certeza de como pronunciar determinados sons. Nesses casos, pode haver a remissão espontânea da gagueira, quando o processo de aprendizagem se completa. Porém, a gagueira pode evoluir e se manifestar de diversas formas e intensidades e em diferentes períodos da vida de uma mesma pessoa. É importante que os pais prestem atenção às seguintes dicas:

 

- veja se a criança sente muita dificuldade para articular determinadas palavras ou frases

 

- preste atenção em sinais como tensão ou esforço ao falar, repetições mais rápidas e irregulares com finalizações repentinas

 

- observar se ela apresenta dificuldade de relacionamento com os amiguinhos, se evita, sente medo ou frustração ao falar ou se responde apenas com movimentos de cabeça

 

- observe há quanto tempo a criança apresenta disfluências e se existem outras pessoas na família que também apresentam dificuldades de fala

 

- se perceber que a criança apresenta alguma dificuldade de fala, ajude-a a entender suas dificuldades para melhor lidar com as situações, de forma a obter mais segurança e diminuir a ansiedade

 

Caso a gagueira comece a ficar mais frequente, recomenda-se avaliação e tratamento ou acompanhamento fonoaudiológico. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores poderão ser os benefícios da terapia.

 

De acordo com o IBGE, a população brasileira é de 192 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), a incidência da gagueira no Brasil é de 5%, ou seja, 9,5 milhões de brasileiros estão passando por um período de gagueira neste momento. Este número é maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro. A prevalência da gagueira é de 1%, ou seja, 1,9 milhão de brasileiros gaguejam há muitos anos de forma persistente, crônica. Este número é maior do que a população de Manaus ou Curitiba.

 

Autor: Imprensa

Fonte: Grupo Microsom

 

 
 

10 dicas para a saúde sexual masculina

Dicas de acordo com Oskar Kaufmann, urologista do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz

Em 2009, o Ministério da Saúde brasileiro lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, que visa combater o alcoolismo, o tabagismo, a obesidade e, principalmente, o câncer de próstata, entre outras doenças ligadas ao aparelho sexual masculino. “Apesar de todo o esforço empreendido é necessário, acima de tudo, criar uma cultura de prevenção entre os homens”, avalia Oskar Kaufmann, urologista do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz.

 

Kaufmann ressalta ainda que “a saúde é um bem incomparável. E o homem deve ser disciplinado neste quesito, principalmente, com o seu pênis. É como seguir alguns mandamentos da boa saúde”, completa.

 

Com base em dicas de saúde e higiene fornecidas pelo especialista, é possível definir os 10 mandamentos para o homem, que dizem respeito à sua vida sexual e à integridade do pênis:

 

1. Usar a camisinha em toda e qualquer relação sexual;

 

2. Usar camisinha antes de fazer qualquer penetração;

 

3. Lavar o pênis diariamente;

 

4. Lavar o pênis após as relações sexuais;

 

5. No banho, puxar o prepúcio para trás e limpar completamente a região que fica coberta e não deixar o esmegma se acumular;

 

6. Enxugar bem depois de lavar, evitando irritação e assaduras;

 

7. Não usar pomadas ou cremes sem orientação médica;

 

8. Procurar um médico o quanto antes se notar feridas, bolhas, corrimento uretral, ardor e/ou dor ao urinar;

 

9. Avisar a parceira para procurar um médico o quanto antes também, para que ela procure tratamento;

 

10. Não manter relação sexual se apresentar feridas, bolhas, corrimento uretral e ardor ao urinar.

 

O homem, muitas vezes, acaba se expondo quando pratica relações sexuais sem usar preservativo, ficando vulnerável e podendo contrair doenças que irão prejudicar sua saúde corporal e aparência do pênis e, em casos mais graves, inferir em seu desempenho.

 

“Homens falam muito do seu pênis, mas é necessário olhar para ele e examiná-lo, pois é neste auto-exame que se pode identificar problemas, infecções ou doenças. E alguns desses problemas são causados por falta de higiene e podem ser identificados visualmente. O principal método de prevenção é o uso do preservativo”, completa Kaufmann, lembrando que a camisinha ajuda a evitar doenças como herpes simples, sífilis, HPV e AIDS

 

Autor: Imprensa

Fonte: O que eu tenho?

 

 
 

5 ritmos que garantem sua postura

Encontre na dança uma solução para aliviar dores nas costas, pescoço e braços


A maioria das pessoas passa boa parte do dia sentada, seja no trabalho, no carro ou assistindo à televisão. Tal atitude tem chamado a atenção dos sistemas de saúde de vários países, que já promovem ações para estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis. Entre as opções para alguém se tornar ativo fisicamente, a dança tem merecido destaque, pois é um exercício considerado completo.

 

Um estudo publicado pelo Journal of Physical Education, Recreation & Dance declarou que a prática é muito mais do que arte ou divertimento. Trata-se de uma extraordinária terapia que auxilia na prevenção, administração e tratamento de doenças físicas e mentais. A lista dos benefícios é longa: aumento da capacidade respiratória, cardíaca e cognitiva, fortalecimento muscular, redução do risco de osteoporose, melhora da autoestima, controle do peso, incremento da sociabilidade, controle da demência, coadjuvante no tratamento de Parkinson etc.

 

Entre as tantas indicações terapêuticas, a melhora da postura é consequência natural e pode atenuar um mal que incomoda 77% das pessoas que utilizam computadores. Quem nunca sentiu dores no pescoço, nas costas ou nos braços, depois de uma longa jornada de trabalho? O problema não se restringe ao mundo dos adultos, pois um estudo publicado pelo The European Journal of Public Health, revelou que o uso frequente de computadores aumenta o risco de dores lombares e no pescoço entre os adolescentes também.

 

Alinhar a coluna

 

Conforme Jussara Miller, bailarina, coreógrafa e professora da Faculdade de Dança da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), autora do livro A escuta do corpo – sistematização da técnica de Klaus Vianna (Summus Editorial), dançar é uma atividade que “promove a consciência do corpo em relação à força da gravidade, possibilitando, dessa forma, uma postura adequada”.

 

Jussara explica que, em geral, vivemos num estado de ausência corporal e por meio da dança essa condição se modifica. Passamos a compreender como o corpo funciona e, gradativamente, estabelecemos uma “integração com gravidade”. Conforme a bailarina, o reconhecimento das próprias articulações facilita o trabalho de flexibilidade da coluna vertebral, dando espaço aos seus três movimentos: cervical, torácico e lombar. “É aí que o alinhamento postural desperta”.

 

Novos movimentos

 

Para Ivaldo Bertazzo, bailarino e coreógrafo, quando dançamos passamos a nos deslocar de outras formas. “Na vida cotidiana só andamos para a frente. Dançando, aprendemos a dominar espaço-distância. Essas novas aptidões favorecem a postura.”

 

Na opinião do médico Cláudio Santili, professor do departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e presidente eleito da Sociedade Brasileira de Ortopedia (SBO), para além da postura, o mais importante da dança é a capacidade de colocar as pessoas em movimento, favorecendo o aparelho locomotor e a musculatura. “Como a prática exige o alinhamento do tronco, a coluna vai se acomodando numa posição mais reta e, naturalmente, opõe-se àquela decorrente da acomodação sedentária”, diz o médico.

 

Dos 8 aos 80

 

Democrática, a dança pode ser praticada pela maioria das pessoas, independentemente do sexo e idade. No entanto, o médico Cláudio Santili comenta que é muito comum que professores de dança confundam esforço com performance: “Os pais precisam ficar atentos. A dança para as crianças nunca deve perder sua espontaneidade”.

Para os adultos, Ivaldo Bertazzo recomenda que nenhum movimento seja realizado com velocidade: “A pessoa deve ter o cuidado de não se lançar bruscamente”.

 

Como em qualquer atividade física, antes e depois de dançar, o aquecimento é imprescindível e pode ser realizado por meio de alongamentos, para movimentar as articulações dos membros inferiores, bem como da cadeia muscular posterior (coluna, panturrilha, tornozelos).

 

Tango

 

Como funciona:

 

A estrutura do tango é espiralada. Espirais induzem à torção, resultando num alongamento que dá mais espaço às articulações. Esse movimento se inicia na escápula (região dos ombros), passa pela bacia e chega aos pés.

 

Trabalhando todo o eixo vertical da parte de cima do corpo, o que é compartilhado com a outra pessoa, melhora a postura. Além disso, o tango tonifica por igual os músculos exatamente porque trabalha essa torção.

 

Quem pode praticar:

 

Existem três tipos de tango: o social, o de palco e o show. O primeiro pode ser praticado por todas as pessoas, dos 5 aos 80 anos. O segundo é indicado para bailarinos e o terceiro é para entretenimento.

 

Quantas vezes por semana:

 

Dependendo da disponibilidade, pode ser praticado até todos os dias. Mas uma aula por semana, de 1 hora e meia, já é suficiente.

 

Contraindicações:

 

O tango social não tem contraindicações, especialmente porque não requer movimento de força extrema, como levantar a mulher no ar, o tipo de habilidade requerida nas duas outras modalidades.

 

Para aquecer:

 

O aquecimento é imprescindível, antes do início das aulas ou de um baile, e se resume em movimentos giratórios simples, para alongar a musculatura. Deve-se girar os pés, a bacia, o tronco, soltando os joelhos, ombros e cotovelo, especialmente se a pessoa for muito rígida. Para distensionar, 10 minutos são suficientes.

 

Trilha sonora:

 

La Yumba, de Osvaldo Pugliese, maestro argentino.

 

Consultoria: Vitor Costa, professor da Margareth Kardosh e Vitor Costa.

 

Balé

 

Como funciona:

 

O balé é uma atividade tão completa que já foi comparada à natação. Como trabalha o ajuste corporal às posições longilíneas, bem como o fortalecimento das estruturas musculares, a técnica contribui para a adequação postural.

 

Portanto, más posturas adquiridas desde a infância podem ser retificadas e incorporadas à vida do praticante, desde que orientado por profissional qualificado.

 

Quem pode praticar:

 

Todas as pessoas podem se beneficiar da técnica do balé clássico, independente da idade e do sexo.

Quantas vezes por semana:

 

Ao menos duas vezes na semana, com aulas de 1 hora e meia de duração. Atenção na escolha do profissional, pois ele deve ser qualificado, principalmente quando o público-alvo for adulto.

 

Contraindicações:

 

Não há.

 

Para aquecer:

 

Os exercícios de aquecimento devem passar por duas etapas. Na primeira, o aluno deve realizar uma série de alongamentos, contrações, movimentações lentas, concentrando-se em cada atividade. Na segunda, as barras são utilizadas e servem para o mesmo fim, ou seja, relaxar as articulações e colocar todo o corpo no lugar certo.

 

Trilha sonora:

 

Para se inspirar, ouça todo o repertório da obra O lago dos cisnes, de Tchaikovsky.

 

Consultoria: Karen Ribeiro, bailarina clássica, terapeuta ocupacional e professora de balé clássico para adultos.

 

Dança de salão

 

Como funciona:

 

Dançar a dois implica em mais atenção ao posicionamento não apenas de partes do próprio corpo (tronco, braços e pernas), mas também do outro como um todo. Isso melhora a percepção corporal, resultando em movimentos mais harmônicos e coordenados e, portanto, uma melhor postura.

 

Quem pode praticar:

 

Todos são capazes de dançar. Habilidades específicas podem ser necessárias, caso a pessoa queira dançar profissionalmente.

 

Quantas vezes por semana:

 

No caso da dança, quanto mais, melhor. Estudo recente realizado por C. Fonseca, da Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo, demonstrou que a prática por três meses, uma ou duas vezes por semana, é o suficiente para a melhora da percepção corporal e satisfação pessoal.

 

Contraindicações:

 

Não existem, exceto quando a pessoa tem problemas que impeçam a atividade física.

 

Para aquecer:

 

Iniciar dançando um gênero mais suave, como o boléro ou uma música mais lenta antes de passar para formas mais agitadas.

 

Trilha sonora:

Para samba e gafieira, Jorge Aragão ou Emílio Santiago..

 

Consultoria: Eliane Gama, gerente da escola de dança dance forte e coordenadora do laboratório de percepção corporal da Universidade São Judas Tadeu, e Henrique Ishii.

 

Dança do ventre

 

Como funciona:

 

Por trabalhar todas as cadeias musculares envolvendo a flexibilidade da coluna vertebral, auxilia no reconhecimento do corpo, permitindo a melhora do alinhamento da coluna, o equilíbrio, além do relaxamento das tensões.

 

Quem pode praticar:

 

Todas as pessoas, independente de idade e biótipo.

 

Quantas vezes por semana:

 

O ideal seria duas vezes por semana, porém, mesmo que seja uma aula semanal, já é possível, dentro de alguns meses, notar os benefícios posturais.

 

Contraindicações:

 

Praticamente não há, mas mulheres grávidas devem evitar os movimentos de ondulação abdominal nos três primeiros meses de gestação.

 

Para aquecer:

 

Pode-se iniciar com uma massagem nos pés, afastando-os como forma de preparação das pernas e dos pés. Segue-se o alongamento, aproveitando os próprios movimentos circulares da dança.

 

Trilha sonora:

 

CD Arabesque, do grupo brasileiro MA3.

 

Consultoria: Kamilla Mesquita, mestranda em artes e graduada em dança, atua como professora da APAE -campinas e bailarina.

 

Flamenco

 

Como funciona:

 

O flamenco como dança não só ajuda na postura, como tonifica o corpo. A preparação física se compõe de uma série de exercícios aeróbicos (o que aumenta a capacidade cardiovascular) e anaeróbicos (força muscular), que ajudam a aliviar as tensões articulares e, consequentemente, alinham a postura.

 

Quem pode praticar:

Todas as pessoas e em qualquer idade. Porém uma criança ou um adolescente são muito mais receptivos do que uma pessoa que inicia a dança na terceira idade.

 

Quantas vezes por semana:

 

É recomendado destinar pelo menos 5 horas semanais para as aulas.

 

Contraindicações:

 

O flamenco é uma dança de alta performance e, se o bailarino tem a aspiração de praticá-la, deve se preparar com afinco.

 

Para aquecer:

 

O correto é dispor de ao menos 30 minutos para a realização de uma série de exercícios físicos, como corrida em círculos e alongamentos.

 

Trilha sonora:

 

Qualquer disco do músico responsável pela evolução musical do flamenco, Paco de Lucía.

 

Consultoria: Bernardo de Barros, coreógrafo e bailarino de flamenco.

 

Autor: Cristina Almeida

Fonte: Viva Saúde

 

 
 

Alongue-se

A técnica previne dores musculares, má postura e ajuda na respiração

Você já deve ter ouvido e lido em vários lugares que o alongamento é primordial antes e depois de uma atividade física. A prática, evita contusões e dores durante os exercícios. Mas muito mais que isso, você pode extrair dela resultados duradouros para uma boa postura. Basta adequá-la a sua rotina.

De manhã

Ainda na cama, dê aquela boa e velha espreguiçada. Depois, deite de lado e puxe a perna que ficar em cima para trás, até encostá-la no bumbum, permaneça nessa posição por 30 segundos. Então, vire-se e repita o processo com a outra perna.

No banho

Deixe a água cair enquanto corrige sua postura. Entrelace os dedos e estique os braços para cima, ao mesmo tempo, abaixe a cabeça e encoste o queixo no peito. Permaneça nessa posição por 30 segundos.

No trabalho

Use a mão direita para puxar a cabeça para o lado direito, tentando encostar a orelha no ombro, segure por 30 segundos e repita o processo do lado esquerdo. Faça isso várias vezes ao dia.

Autor: Denise Mello

Fonte: Corpo a Corpo

 

 
 

Depressão

Psiquiatra responde 10 questões mais recorrentes

Constantemente temos acesso a notícias sobre depressão, uma doença que já acomete cerca de 121 milhões* de pessoas no mundo inteiro. O psiquiatra professor da Unifesp Dr. Acioly Lacerda responde 10 questões sobre a síndrome que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), é a quarta causa global de incapacidade e deve ser a segunda até o ano de 2020*.

1- O que é depressão?

Resposta: A depressão é uma doença complexa que afeta corpo e mente e manifesta-se por sintomas emocionais e físicos. Conhecida também como Transtorno Depressivo Maior (TDM), é caracterizada por sinais que interferem na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis.

2- Tristeza é sinônimo de depressão?

Resposta: Não. Tristeza isolada não é depressão, apenas um sentimento universal, assim com ansiedade. Logo, não é necessariamente patológico, fazendo parte da experiência psíquica normal.

3- Quais são as causas da depressão?

Resposta: As causas da depressão ainda são desconhecidas. A teoria neuroquímica é a mais aceita e sugere que uma disfunção no sistema nervoso central é a responsável pela doença. A diminuição dos neurotransmissores serotonina e noradrenalina no sistema nervoso central são os responsáveis tanto pelo aparecimento dos sintomas emocionais quanto físicos da depressão.

4- Quais são os principais sintomas?

Resposta: A depressão se manifesta por sintomas emocionais e físicos. Os principais são:

Sintomas emocionais: tristeza, perda de interesse, ansiedade, angústia, desesperança, estresse, culpa, perda da libido, dificuldade de raciocínio, indecisão, baixa autoestima, alterações no sono, ideação suicida, entre outros;

Sintomas físicos: baixa energia, alterações no sono, dores inexplicáveis pelo corpo (sem causa clínica definida), dor de cabeça, alterações no apetite, alterações gastrintestinais, alterações psicomotoras, entre outras.

5- Quais sinais comprovam um quadro de depressão?

Resposta: Para o indivíduo ser diagnosticado como deprimido, deve reunir pelo menos cinco dos sintomas acima, sendo que um deles tem que ser tristeza ou perda do interesse em atividades antes prazerosas, com duração mínima de duas semanas.

6- Ao notar os sintomas, qual profissional de saúde devo procurar?

Resposta: Ao reconhecer ou desconfiar de um quadro depressivo é imprescindível procurar um médico psiquiatra, ele é o profissional mais indicado para diagnosticar e tratar a depressão.

7- Todas as pessoas estão sujeitas a ter depressão?

Resposta: Sim, porque existem diferentes motivos que predispõem à doença:

· fator genético - história familiar de depressão;

· estresse crônico - situações repetidas de estresse;

· perdas parentais precoces - morte de um dos genitores na infância;

· história de qualquer tipo de abuso na infância;

A depressão tem causas multifatoriais (fatores genéticos/biológicos e ambientais/ psicossociais) que sempre se somam para a determinação de uma apresentação clínica final. Nas mulheres, os períodos pré-menstrual, pós-parto e menopausa são de maior risco para desenvolver a doença também. Cerca de 17,5% da população apresentará pelo menos um episódio depressivo ao longo da vida.

8- Há uma faixa etária mais vulnerável à doença?

Resposta: Sim. A maioria dos casos de depressão acomete indivíduos entre 20 e 40 anos de idade. Mas é importante dizer que a doença pode se iniciar em qualquer faixa etária, da infância à terceira idade.

9- Qual o melhor tratamento?

Resposta: A maioria (cerca de 2/3) dos pacientes com depressão apresenta dores persistentes combinadas com sintomas emocionais. Assim, a doença deve ser tratada através de psicoterapia e o uso de antidepressivo com dupla ação, como a duloxetina. Essa classe de medicamento age de forma equilibrada sobre a serotonina e a noradrenalina, combatendo os sintomas emocionais e físicos. É importante deixar claro que isso não é uma regra, portanto varia de acordo com o paciente e que a procura por ajuda médica é indispensável.

10. A depressão tem cura?

Resposta: O objetivo central do tratamento da depressão é a remissão (melhora completa da sintomatologia depressiva). Como grande parte das doenças, há sempre um risco de, mesmo tratado corretamente, o paciente apresentar recaída no futuro (cerca de 80% das pessoas que apresentaram um episódio depressivo devem apresentar um ou mais episódios adicionais). A depressão, portanto, é, na maioria das vezes, uma doença crônica, assim como diabetes e hipertensão. Quando tratada adequadamente, o paciente leva uma vida absolutamente normal.

· 2 Murray CJL, Lopez AD, eds. The Global Burden of Disease; 1996

Sobre a depressão

A causa da doença ainda é desconhecida, mas uma das teorias mais aceitas é que a depressão é conseqüência de uma disfunção no sistema nervoso central, que diminui e desequilibra as concentrações de dois neurotransmissores (a serotonina e a noradrenalina). Estes neurotransmissores são responsáveis pelo aparecimento dos sintomas físicos e emocionais da depressão.

Apesar do difícil diagnóstico e da gravidade da doença, existem tratamentos eficazes atualmente. Os mais comuns envolvem psicoterapia e medicamentos e, para que haja o desaparecimento completo dos sintomas.

É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias como anorexígenos, álcool e tabaco.

Autor: Imprensa

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Tipos de trombose, sintomas e causas

Utilize seu conhecimento a seu favor!

A trombose (Do gr. e lat. "thrombosis") consiste na formação de um ou de vários coágulos sanguíneos que acabam por afetar e comprometer a integridade do sistema circulatório. Tal afecção (doença) acomete, mais comumente, os vasos sanguíneos - as veias -; mas pode também afetar, no decorrer de certas doenças vasculares, as cavidades cardíacas.

A trombose venosa, cuja localização é variável, traduz-se por flebite, no entanto é mais comum afetar os membros inferiores. As complicações mais preocupantes são:

- A embolia pulmonar, que pode causar a morte.

- A doença pós-flebítica, que pode ocasionar graves sequelas funcionais.

- E a trombose venosa cerebral.

O que é flebite?

A trombose pode acometer uma veia superficial situada logo abaixo da epiderme - pele -. Nesse caso, a afecção recebe a designação de tromboflebite superficial, ou simplesmente tromboflebite; ou, ainda, flebite. Quando o coágulo - trombo - acomete os vasos sanguíneos mais profundos, situados no interior de grupos musculares, designa-se trombose venosa profunda (TVP); ou o cérebro (trombose venosa cerebral).

Como identificar o problema através de sinais e sintomas?

- Quando a trombose afeta as veias superficiais: provoca, na região afetada, aumento da temperatura, dor, vermelhidão e inchaço (edema). Ao se apalpar a pele, pode-se perceber certo endurecimento dos tecidos no trajeto da veia acometida.

- Quando afeta as veias mais profundas: dor e edema acometem apenas um dos membros inferiores. O edema pode manifestar-se na virilha, coxa, perna e no pé.

- Insuficiência venosa crônica.

- Trombose venosa cerebral - forma rara de acidente vascular cerebral (AVC), podendo ser muito grave, dependendo do local e da extensão atingida no cérebro. Os sintomas podem variar de acordo com a região afetada: forte dor de cabeça (diferente da cefaleia, pois a dor não passa, mesmo com o repouso num leito escuro), inchaço da face e pescoço, vômitos, diminuição do campo visual, escurecimento da região inferior dos olhos, convulsões, rebaixamento do nível de consciência e sonolência.

Atenção: Ao se identificar a presença de tais sinais e sintomas, deve-se procurar auxílio médico especializado o mais rápido possível (angiologista, ou, na suspeita de trombose venosa cerebral, um neurologista). Juntamente com outros cuidados médicos convencionais, a naturopatia pode ser de grande valia na prevenção e no combate desde mal.

Quais os fatores que mais contribuem para o surgimento da trombose?

- Hereditariedade - histórico clínico da doença na família.

- Sedentarismo.

- Estase - lentidão ou parada da circulação sanguínea. A trombose decorrente da estase, com maior frequência nos membros inferiores, pode manifestar-se durante um período prolongado de inatividade, tal como permanecer sentado por muitas horas (viagens de avião ou automóvel), em pessoas acamadas, em cirurgias prolongadas, na dificuldade de caminhar, nos quadros de obesidade etc.

- Traumatismo - qualquer acidente ou fator que afete as camadas de revestimento das veias e a sua integridade, tais como: varizes, veias varicosas, medicação intravenosa, cateterismo, histórico de trombose, infecções, etc.

- Hipercoagulação - pode ocorrer durante a gravidez, nas cinco primeiras semanas do pós-parto, com o uso de anticoncepcionais orais, com o uso excessivo de hormônios (estrógeno e progesterona, por exemplo, necessários para os procedimentos de fertilização in vitro), em portadores de trombofilia - estado caracterizado por uma tendência do sangue em se coagular e cujas causas podem ser diversas - etc.

- Hábitos dietéticos errôneos - devem-se combater os hábitos dietéticos errôneos (alimentos com alto teor de gordura saturada, frituras e bebidas alcoólicas) e adotar-se uma dieta saudável e bem balanceada, rica em vegetais, carboidratos complexos, frutas e fibras. Alimentos ricos em proantocianidinas e antocianidinas, como amoras, cerejas, amoras azuis, casca de jabuticaba, etc., fazem bem à saúde e auxiliam na manutenção da integridade dos vasos sanguíneos.

Alimentos que podem desestimular a formação de coágulos sanguíneos: óleo de fígado de bacalhau (impede a formação de coágulos e os dissolve), alho amassado, cebola, pimenta vermelha, cogumelo preto, gengibre, cravo, vegetais, azeite de oliva extravirgem, frutos do mar, peixes gordos, chá verde e suco natural e integral de uva (sem fermentação alcoólica, adição de açúcar e aditivos químicos). A ingestão diária de um cálice do suco integral e orgânico (não alcoólico) de uva promove atividades antitrombóticas, ou seja, previne a formação de coágulos no sangue. A suplementação nutricional de vitamina E é recomendada no combate da tromboflebite, pois evita a agregação e a adesividade plaquetária e, consequentemente, a formação de coágulos.

- Desidratação - ingestão deficiente de água durante o dia. A água pura e fresca é o melhor remédio para tornar o sangue mais fluídico e assim prevenir e combater a formação de trombos. Uma pessoa adulta deve consumir, aos poucos, cerca de 2 litros e 400 ml de água ao longo do dia para manter o balanço hídrico adequado e, assim, evitar a desidratação e a sobrecarga do organismo. Uma adequada orientação médica ou terapêutica não desconsidera essa recomendação.

Atenção: Não basta somente fazer-se o uso de aspirina infantil ou evitarem-se vegetais ricos em vitamina K (couve-flor, chá verde, espinafre, brócolis, alface, couve, fígado, agrião, aspargo, feijão, queijo, trigo integral, ovos, morangos, pêssegos e arroz). Tal vitamina é essencial ao mecanismo de coagulação sanguínea.

O diagnóstico da tromboflebite superficial pode ser concluído apenas pela análise dos sintomas relatados e da observação dos sinais (exame da veia afetada sob a pele).

Já a trombose venosa profunda requererá exames complementares especiais, tais como: o Eco Color Doppler ou a flebografia (venografia) e/ou, até mesmo, exame de sangue com dosagem plasmática do teste Dímero D (cuja substância encontra-se em níveis elevados num quadro de trombose aguda).

Raramente a tromboflebite superficial ocasiona graves complicações. Na maioria das vezes, as veias acometidas podem ser removidas cirurgicamente, eliminando-se as chances de maiores complicações futuras. Mas, se a trombose afeta uma veia profunda, o risco do agravamento do quadro pode ser bem maior.

Autor: Gilberto Coutinho

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Menstruação interrompida: prós e contras

Antes que se livrar da menstruação, saiba quais são os prós e contras

O que dizem os especialistas?

Suspender a menstruação já deu e ainda dá muito o que falar. Quem pôs lenha na fogueira foi o ginecologista baiano Elsimar Coutinho, quando lançou o livro Menstruação, a Sangria Inútil, em 1996. A partir daí, surgiram diferentes medicamentos à base de hormônios que interrompem o ciclo com a promessa de reduzir chateações típicas daqueles dias. O tema virou polêmica, dividiu a opinião dos médicos e, pior, confundiu a cabeça das mulheres. A boa notícia é que toda essa controvérsia serviu de estímulo à realização de um estudo científico que testou cada um desses métodos para responder definitivamente se vale a pena parar de menstruar.

O xis da questão

Vamos entender o porquê de toda a discussão. Para Elsimar Coutinho, suspender a menstruação não só livra a mulher de um incômodo mensal como é o melhor tratamento contra anemia, endometriose (inflamação do revestimento interno do útero), mioma (tumor benigno do útero), cólica e tensão pré-menstrual. Até existe um certo consenso entre os especialistas quanto ao uso de hormônios para tratar doenças, mas boa parte deles discorda da prescrição para casos de TPM ou apenas pela praticidade de não menstruar mais. Entre os principais motivos da turma do contra está o fato de que, com a suspensão, perde-se o papel sinalizador da menstruação de que o óvulo não foi fecundado ou ainda que está tudo correndo bem com o organismo — a ausência do sangramento regular pode indicar, por exemplo, problemas nas glândulas tireoide e suprarrenal. Eliezer Berenstein, autor do livro A Inteligência Hormonal da Mulher também defende que o cérebro feminino é inundado por hormônios ao longo de todos os meses e, ao interromper a menstruação, a harmonia desse ciclo ficaria comprometida, interferindo até no nosso temperamento.

Tira-teima dos hormônios

Essas questões foram colocadas à prova num estudo científico do Centro de Apoio à Mulher com TPM do Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Universidade de São Paulo (USP). Durante dois anos, foram acompanhadas voluntárias que queriam bloquear a menstruação por sofrer de TPM intensa. O objetivo era verificar o nível de eficácia dos medicamentos disponíveis no mercado: checar se amenizavam os sintomas, interrompiam mesmo a menstruação e apresentavam efeitos colaterais. As moças foram divididas em grupos e se submeteram à injeção trimestral, pílula anticoncepcional utilizada sem interrupção e implante de progesterona.

Os primeiros resultados, revelados à BOA FORMA, já apontam alguns dados decisivos: nenhum dos métodos adotados conseguiu interromper completamente a menstruação de todas as voluntárias — houve pequenos sangramentos irregulares chamados pelos ginecologistas de spotting. Nesse ponto, o que teve maior eficácia foi a injeção trimestral. No entanto, algumas mulheres engordaram de 2 a 6 quilos! Em relação aos sintomas físicos da TPM (inchaço, cólica e dor de cabeça), o implante, que suspende a menstruação por até três anos, apresentou a melhor atuação. Vale destacar que sintomas emocionais como ansiedade e irritação foram melhor combatidos com antidepressivos. Mas, novamente, apenas 50% das usuárias não menstruaram.

Quanto às pílulas, ficou claro que a probabilidade de efeitos colaterais é proporcional à dosagem hormonal. A que possui grande quantidade de estrogênio sintético pode causar efeitos similares aos da TPM. ”Ao interferir nos processos naturais do organismo, todos os medicamentos apresentam vantagens e desvantagens“, explica Mara Diegoli, coordenadora do estudo e autora do livro TPM – Vencendo a Tensão Pré-Menstrual. Segundo ela, há situações em que a suspensão da menstruação pode até salvar vidas.

Por exemplo: no caso de doenças que se agravam com a gravidez, mulheres com problemas de coagulação do sangue ou quem sofre com convulsões durante a menstruação. De modo geral, no entanto, Mara defende a adoção de outras medidas terapêuticas. ”Mesmo para endometriose, mioma e anemia existem outras formas de tratamento“, pondera a médica. Agora, se é a maldita da TPM que está fazendo você infeliz, a especialista continua apostando no famoso trio atividade física + alimentação + suplementos como as vitaminas B6, E, magnésio e óleo de prímula. Sexo também ajuda muito: o orgasmo reduz a tensão, a irritabilidade e a congestão pélvica. Quer remédio melhor?

Autor: Romy Aikawa

Fonte: Revista Boa Forma

 

 
 

Alergia respiratória

Encontre respostas para todas as suas dúvidas sobre esse mal crônico

Pode ter cortina e tapete em casa?

Não pode. Mas essa restrição vale apenas para os alérgicos a ácaros, mofo e outras substâncias que se acumulam com facilidade dentro de casa. Isso porque cortinas, persianas e tapetes, principalmente os mais grossos, são uma moradia perfeita para essas partículas irritantes. Então, dê preferência a pisos laminados, que podem ser facilmente higienizados com um pano úmido. E, se insistir em ter uma cortina, prefira as de tecido leve. E não se esqueça de lavá-la uma vez por semana pelo menos.

Pode usar umidificador à vontade?

Não pode. Assim como um ambiente seco irrita o nariz dos alérgicos, a umidade excessiva também é nociva -- os fungos adoram ambientes úmidos. E eles, além de capazes de desencadear uma crise alérgica, servem de alimento para os ácaros. Por isso, em dias secos, prefira umedecer a mucosa com soro fisiológico. Beber bastante líquido é outra forma de combater a secura, assim como colocar panelas com água morna na sala ou no quarto.

Pode lavar a roupa de cama só uma vez por semana?

Pode, mas esse é o mínimo recomendado. Se possível, lave-a duas vezes a cada sete dias. Assim você evita o acúmulo de pele morta - um dos alimentos preferidos dos ácaros - nos lençóis. É que esses bichinhos vão tomando conta do seu lugar de descanso e aí não faltarão espirros, coceiras e, conseqüentemente, noites mal-dormidas. Outro truque para driblar a alergia é, logo após acordar, juntar toda a roupa de cama com cuidado e sacudi-la fora de casa. Se possível, coloque-a sob o sol para torrar todos os alérgenos.

Pode usar qualquer tipo de roupa de cama e cobertor?

Não pode. Quem tem alergia deve tomar cuidado especial com os cobertores de lã, pois acolhem as mais diversas partículas, entre elas as que desencadeiam crises alérgicas. Prefira lençóis e edredons de algodão que, aliás, fazem suar menos do que os de tecido sintético. E, com menos suor, há menos descamação, o que significa pouca comida para você já sabe quem. Os especialistas também recomendam capas protetoras anti-ácaro.

Pode ter roupa de lã?

Não pode. Como já dissemos, esse tecido é uma residência e tanto para ácaros, fungos e por aí vai. Mas se não tiver jeito, pelo menos lave o conjunto freqüentemente e nunca, mas nunca mesmo, tire aquele casaco que ficou meses no guarda-roupa para logo em seguida vesti-lo. Isso porque nesse tempo todo ele acumulou partículas suficientes para gerar uma crise, que pode até ter conseqüências mais graves.

Pode ter bichos como gato e cachorro em casa?

Não pode. Quem é alérgico deve restringir seu contato com os animais de estimação, tanto os que têm pêlos quanto os que têm penas. É verdade que começam a surgir estudos apontando que, se o pet é introduzido aos poucos desde a infância, ele pode até ser tolerado, mas isso ainda não tem uma forte comprovação científica.

Pode ter brinquedo de pelúcia?

Pode. Mas tem que tomar muito cuidado com a higiene. É recomendado colocar esses bichinhos dentro de um saco plástico para só tirá-los na hora da diversão. E, antes de ensacá-lo de novo, o ideal seria fazer uma nova lavagem. O que não pode de jeito nenhum é utilizar o ursinho de pelúcia como peça decorativa, porque ele, assim como a lã, ficará infestado de partículas alérgenas.

Pode praticar qualquer esporte?

Pode - até porque correr, nadar, caminhar e jogar futebol são atividades que desenvolvem a capacidade pulmonar. Porém, uma consulta ao médico é importante antes dos exercícios. Isso porque só ele será capaz de avaliar os riscos para o alérgico e, a partir daí, mostrar estratégias para evitar ou até combater uma possível crise. Em casos específicos, os especialistas indicam medicamentos para serem tomados antes da prática esportiva.

Pode usar corticóide por conta própria?

Não pode. Esse hormônio é um importante aliado para combater crises mais fortes, além de ser utilizado para diminuir as inflamações crônicas de uma alergia mesmo quando ela não dá as caras. Mas, apesar dos seus benefícios, os corticóides só devem ser usados com prescrição médica. Caso contrário, você corre o risco de encontrar mais encrencas do que soluções.

Pode recorrer à inalação para atenuar uma crise alérgica grave?

Pode. Os inaladores servem para relaxar os pulmões, impedindo que a pessoa deixe de respirar. Mas que fique claro: a inalação deve ser feita com substâncias broncodilatadoras recomendadas pelo médico. Afinal de contas, são elas que de fato colocam os brônquios de volta nos trilhos.

Fontes: Antônio Carlos Pastorino, pediatra e alergista da Universidade de São Paulo (USP) / Fátima Rodrigues Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI)

Autor: César Kurt

Fonte: Revista Saúde

 

 
 

10 coisas que você precisa saber sobre metabolismo e dieta

O desafio dos nutricionistas é entender os hábitos das pessoas e recomendar o que deve ser mudado

Todo mundo diz que o Brasil é formado por milhões de técnicos de futebol, já que aparentemente todo mundo tem a solução para seu time virar campeão. É preciso também acrescentar que somos uma terra de especialistas em dietas e perda de peso. Você sempre tem um amigo ou amiga que conhece a fórmula infalível para emagrecer. Mais ainda, existem as dietas da moda, sejam ela a da lua, a da sopa, a de Beverly Hills etc., que fazem a alegria das revistas femininas e das pessoas que querem resultados muto rápidos para conseguir o corpo que pediram a Deus, mas ficam extremamente frustradas quando descobrem que o tudo é fugaz.

Para jogar mais lenha na fogueira, a revista Time trouxe uma longa matéria em seu site afirmando que ginástica não faz perder peso, uma vez que muitas pessoas que se exercitam acabam exagerando na alimentação e o produto final é um número na balança superior ao que tinha antes de se exercitar. Com tudo isso em mente, consultamos o professor de educação física e consultor próbiótica de suplementos, Fernando Marques e a especialista em tecnologia de alimentos, Caroline Capitani para desvendar alguns mitos do metabolismo.

1 - Atividade física não vai me fazer perder peso

Emagrecer parte de uma fórmula matemática básica: gastar mais calorias do que se consome ou consumir menos do que gasta. "Ter uma atividade física vai ajudar a queimar mais calorias, mas o que geralmente acontece com as pessoas que começam a se exercitar é que passam a sentir fome e comem mais do que comiam antes. Se o cara dá uma corridinha durante o dia e come Leite Moça de colher à noite, então não vai fazer resultado", afirma Fernando. Caroline concorda: "Depende do tipo de atividade fisica, da rotina da pessoa, da rotina alimentar, metabolismo e hábitos em geral. Não podemos afirmar que uma pessoa que faz atividade física ou inicia alguma atividade vai ganhar peso."

O segredo aí é controlar o que come. É possível até se perder peso sem nenhuma atividade física, através de uma reeducação alimentar. Também, nessa conta, se alguém mantém seus hábitos alimentares inalterados e começa a praticar algum esporte, seguramente começará a ver uma redução em suas medidas.

2 - Dietas sem carboidratos fazem perder peso mais rapidamente

No início, sim afirma Caroline, pois sem o carboidrato o organismo precisa gerar energia a partir da gordura e da proteína. Depois de um certo período, essa mudança gera compostos tóxicos ¿ os corpos cetônicos - e novamente o organismo cria um mecanismo de adaptação e para de gastar mais energia do que deve. Entra-se em um platô, onde não se perde mais peso e se voltar a consumir carboidratos, engorda-se tudo de novo.

Ao se cortar o carboidrato das refeições, a pessoa está alterando seu tronco hormonal porque acaba produzindo menos insulina. Quanto menor a presença de insulina no sangue maior a queima de gordura. "O problema é que ao eliminar o carboidrato, o indivíduo acaba ficando mais lento no pensamento e de mau humor, porque justamente o cérebro se alimenta de glicose", afirma o professor de educação física, "e ainda o deixa com mau hálito". A questão aqui não é cortar um grupo alimentar e sim reduzir calorias. Um grama de carboidrato fornece 4 calorias, a mesma coisa que um grama de proteína. Já a mesma quantidade de gordura fornece 9 calorias e de álcool, 7. Ou seja, não é o carboidrato ou a protéina que engordam. É a quantidade de calorias ingeridas. Em tempo, 100g de carne vermelha tem o mesmo número de proteínas que 100g de frango, mas com mais gordura. Adivinha o que vai lhe engordar mais?

3 - Nenhuma dieta funciona

A palavra dieta vem do grego e significa modo de vida, dia após dia. Se uma pessoa está acostumada a uma rotina alimentar por todos os anos de sua vida e de repente é obrigada a alterá-la radicalmente, é muito provável que não consiga segui-la por muito tempo. O grande desafio dos nutricionistas e especialistas em redução de peso é justamente entender os hábitos das pessoas e recomendar o que deve ser mudado. Ou seja, dietas podem funcionar desde que sejam feitas única e exclusivamente para você.

4 - Comer antes de dormir vai transformar toda caloria em gordura

Ao dormir nosso metabolismo fica bastante reduzido, o que significa que o corpo pede menos calorias para queimar e manter a máquina funcionando. Para alguém que é sedentário, não é recomendável comer demais à noite ou seguramente estará acumulando energia extra em forma de gordura. Mas existem as exceções, baseadas nas janelas de oportunidade, período de 90 a 120 minutos após atividade física onde o organismo apresenta uma capacidade extra de absorver nutrientes. Ou seja, pessoas que costumam se exercitar à noite, podem comer razoavelmente neste período sem grandes consequências funestas. Aqueles que estão em processo dietético, gastando mais calorias que consumindo, podem também consumir carboidratos à noite que não vai ter grandes problemas.

Para aqueles que não praticam exercícios, é interessante ter em mente a conta do ítem 01. O período do dia em que estamos com mais atividade é na hora do almoço, portanto é perferível arriscar seu filé com fritas nesse momento do que na hora do jantar, já que mais calorias vão ser queimadas para suportar o resto do dia.

5 - Comer mais vezes ao dia vai acelerar o metabolismo

Aqui a questão não é acelerar o metabolismo e sim entender a termogênese alimentar. Fernando explica: "caloria é combustível para mantermos nossa máquina humana funcionando e os órgãos internos são os primeiros a utilizar esse recurso, seguido dos músculos. Assim, você gasta calorias na metabolização e na digestão dos alimentos. Comer mais vezes por dia é uma chave para manter seu trato gastro-intestinal funcionando mais vezes e assim gastar mais calorias do que se comesse somente nas três refeições". Além disso, quanto maior o número de refeições, em pequenas porções, mais adaptamos o organismo para um ritmo diferenciado, afirma Caroline Capitani.

6 - O metabolismo se desacelera com a idade

Como citamos no ítem anterior, a massa muscular consome boa parte das calorias e é por essa razão que fisiculturistas são uma fornalha de queimar calorias parados, devido à quantidade de músculos que tem. Logo, a redução do metabolismo está diretamente ligada à perda de massa muscular. Com a vida sedentária e confortável que temos hoje onde a maioria das pessoas passa seu dia sentado, usa elevador ao invés de escada e caminha muito pouco, essa perda de massa começa em torno dos 20 anos de idade e a demanda calórica diminui. "Precisamos nos cuidar através de exercicios e alimentação saudável para manter o metabolismo em alta", recomenda Caroline.

Já o professor Fernando alerta que você não precisa se tornar um fisiculturista para conseguir queimar calorias em repouso. "Pense nesses atletas como carros de Fórmula 1, que chegam a 300 km/h, mas não tem capota, ré, nem freio de mão. Você não precisa disso. Tem, porém, que encontrar uma maneira saudável de não perder sua massa muscular. Musculação e fisiculturismo são coisas totalmente diferentes e a primeira é uma ótima saída para manter seu corpo em ótimo estado, sem necessariamente ficar 'sarado'".

7 - Se eu não comer, emagreço

Óbvio que sim, mas já fique pronto para o efeito sanfona. "O corpo trabalha na base da lei da sobrevivência. Você começa a perder peso se parar de se alimentar, depois seu organismo se adapta para armazenar energia", diz Caroline. "Perder peso é diferente de perder gordura" afirma Fernando. Isso porque para a gordura ser metabolizada em forma de energia é preciso que dentro do nosso corpo exista uma substância chamada oxaloacetato, que é proveniente justamente do processamento interno do carboidrato. Assim, pequenas quantidades de carboidrato acabam provocando pouca quantidade de oxaloacetato e a gordura não é queimada. "O cérebro não achando glicose, vai buscá-la na proteína e com isso se perde massa muscular. Consequentemente a quantidade de calorias que o corpo pede em repouso reduz e assim por diante", complementa o professor.

8 - Suplementos alimentares e remédios aceleram o metabolismo

Suplementos alimentares são, como o próprio nome diz, complementos a refeições. Ou seja, você substitui um por outro. No caso do pessoal que pega pesado na musculação, acabam sendo uma mão na roda para reabastacer o corpo. Existe, porém um motivo grave para se utilizar suplementos por aqui. No Brasil, a agricultura trabalha com o péssimo método das queimadas, que destrói os nutrientes do solo e consequentemente muito pouco é passado para frutas e verduras. Nesse caso os suplementos acabam dando ao corpo as substãncias que necessita para um bom funcionamento e que muitas vezes não são fornecidos graças a baixa qualidade do alimento. Já no caso dos remédios para emagrecer, o grande problema são os efeitos colaterais já que afetam o humor, causam irritação e insônia e em muitos casos, ao parar de tomá-los, o apetite volta com força total. O melhor mesmo é aprender a fechar a boca e regular o que come.

9 - Beber muita água acelera o emagrecimento

"Na verdade a água pode disfarçar a fome por um momento. Como não tem energia porém, você não consegue sobreviver só com água", afirma Caroline. Tomar água tem duas funções para quem quer uma silhueta melhor: a primeira é substituir refrigerantes, sucos, bebidas alcóolicas etc nas refeições já que não possui nenhuma caloria. A segunda é manter seu metabolismo saudável. Uma moça de 50 kg necessita em média de dois litros de água por dia. Um cara de 100kg demanda o dobro. "O rim tem um trabalho a fazer que é excretar uréia, creatinina e ácido urico e ele vai fazer isso de qualquer maneira. Se tiver que trabalhar com poucos fluidos, ele vai poupar esses líquidos. Vai reter. A pessoa quando começa a tomar mais água, faz com que o rim passe a excretar mais e ela perde líquido retido. Isso se reflete em uma perda de peso, mas não de gordura", explica Fernando Marques.

10 - Existe fórmula mágica para emagrecer

Não. Existe bom senso e individualidade. Fernando Marques, em um de seus cursos afirma que quando se fala simplesmente em emagrecimento, o balanço calórico negativo (gastar mais calorias do que consumir) é a primeira variável a ser observada e o resto é confusão. Quando o assunto porém é perda de gordura corporal e aumento de massa muscular, atividade física e reações endócrinas causadas por tudo aquilo que se come devem ser observados. Não distante disso, Caroline Capitani dá a sua fórmula: "a receita infalivel é entender que cada um tem um metabolismo e um biotipo diferente. Devemos lidar com nosso corpo e cuidar com uma dieta equilibrada, com pouca gordura e bastante alimento integral, frutas e verduras. Comer várias vezes em pequenas quantidades e associar a um exercicio adequado!"



Autor: Claudio R. S. Pucci
Fonte: Terra - Vida e Saúde

 

 
 

Engordei ou estou inchada?

Antes de perder o sono, esclareça suas dúvidas sobre a retenção de líquidos e adote os hábitos certos para reduzir o mal-estar

Por que isso acontece?

Não há humor que resista. Você faz a sua parte, ficando de olho na alimentação e na atividade física, e quando chega a hora de subir na balança, vê que está mais pesada. Se a surpresa vem acompanhada de barriga inflada, pés e pernas pesadas e aquela sensação de corpo inchado, bingo! Você deve estar retendo líquido.

O problema pode ter várias causas. “O edema (ou inchaço) normalmente é resultado da oscilação hormonal ou da alimentação desequilibrada”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. “Mas também pode indicar problemas renais, cardíacos ou uma disfunção da tireoide, que atrapalham a diurese”, completa. Ou seja, o mais importante é entender o seu corpo para identificar quando o inchaço merece ser investigado. A boa notícia é que, na maioria das vezes, ele não é motivo de preocupação, e pode ser aliviado – e até evitado – com mudanças simples de hábitos. Consultamos os especialistas para responder nossas dúvidas mais comuns sobre esse assunto. Acompanhe.

TPM | Pílula anticoncepcional

P - Por que fico inchada na TPM?
R - “Porque nessa fase acontece uma alteração nos níveis de estrogênio e progesterona, hormônios femininos que, quando em alta, tendem a reter líquidos no corpo e difi cultar a eliminação”, explica a endocrinologista Amanda Athayde, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Por isso é que você sente os seios pesados e doloridos e a barriga inchada nesse período. A médica avisa que, nas duas semanas que antecedem a menstruação, é normal a balança acusar em média 2 quilos além do peso normal, que, se forem causados pela retenção hídrica, vão embora naturalmente. Uma dica é pedir para o seu médico prescrever um suplemento em cápsulas à base de cálcio, manganês, magnésio e ácido gamalinoleico, substâncias que ficam reduzidas no período pré-menstrual, mas que são poderosas para evitar o inchaço.

P - Comecei a tomar pílula anticoncepcional e minhas calças estão mais apertadas. Tem alguma relação?
R - A pílula lança hormônios no corpo, por isso pode inchar, sim. Ainda sobre medicamentos, os usados para controlar a hipertensão, aqueles à base de cortisona e os anti-infl amatórios comuns, que muita gente compra na farmácia para acabar com dor muscular ou de cabeça, também podem inchar. “Eles alteram os níveis de sódio no organismo”, explica Pedrinola. E, como você já sabe, sódio demais é acúmulo de água na certa.

Alimentação | Sal

P - E o que eu devo comer para ajudar a desinchar?
R - As vitaminas B1, B5 e B6 (encontradas em grãos integrais, carne vermelha, frutas, legumes e verduras em geral, além de laticínios desnatados) impedem o armazenamento de água no corpo, por isso não podem faltar na dieta. Assim como as proteínas. “As de origem animal (carnes, ovos e derivados do leite) puxam água do interior das células de gordura e jogam na circulação, facilitando a diurese”, fala Samantha. E é bom saber que certos legumes e frutas são especialmente benéficos contra o inchaço por serem abundantes em água: melancia, melão, abacaxi, morango, agrião, alface, erva-doce, pepino, chuchu e berinjela são alguns exemplos.

P - É verdade que sal demais retém líquido?
R - A nutróloga Samantha Enande, de São Paulo, explica que o principal vilão nessa história é o sódio, que deveria ser evitado, mas é consumido em excesso por quase todo mundo, na forma de sal de cozinha e em alimentos industrializados, como molhos prontos, conservas, embutidos e até biscoitos doces. O mineral promove o acúmulo de líquidos nos tecidos e provoca edema. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que cada pessoa não ultrapasse 2,4 gramas de sódio (cerca de 5 gramas de sal) por dia, mas um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) revelou que o brasileiro consome quase o dobro disso: 4,5 gramas de sódio (aproximadamente 10 gramas de sal) diariamente.

Chás | Drenagem linfática

P - É verdade que drenagem linfática alivia o inchaço?
R - Sim. “Essa massagem feita com manobras suaves leva o líquido acumulado entre as células (chamado de linfa e composto de água, toxinas e resíduos do metabolismo) até os gânglios linfáticos, espécie de canais por onde vai escoar de volta para a circulação para que seja eliminado pelos órgãos excretores”, descreve a fisioterapeuta Vera Fernandes, do Centro de Bem-Estar Khora, em São Paulo. O resultado é uma limpeza interna e o alívio do inchaço já nas primeiras sessões. A recomendação para quem sofre com a retenção hídrica é adotar a drenagem como um hábito, sobretudo no período pré-menstrual, e fazer até duas aplicações por semana.

P - Chás diuréticos funcionam?
R - Os de carqueja e de cavalinha têm efeito comprovado, mas é bom saber que a maioria dos chás, de preferência quando não adoçados, podem contribuir para a excreção de líquidos – com exceção do chá preto, já que a cafeína tem efeito antidiurético. Mas isso não quer dizer que vale abusar. “O excesso de líquidos pode provocar uma diurese forçada e acabar desidratando o organismo”, alerta Samantha Enande.

Água | Cerveja

P - Tenho a impressão de que vou ficar mais inchada se beber muita água. É isso mesmo?
R - Pode parecer estranho, mas é importante garantir os líquidos apesar do inchaço. “Isso vai estimular a função renal, de fi ltrar os líquidos e substâncias químicas do sangue e lançá-las na circulação, facilitando a eliminação”, explica Pedrinola. Mas o melhor é apostar na água, água-decoco ou suco de fruta diluído. Isotônicos são indicados depois da malhação intensa, pois contêm sódio, assim como os refrigerantes.

P - Quando tomo cerveja faço bastante xixi. Isso desincha?
R - Não se iluda: você vai mesmo sentir vontade de ir ao banheiro depois de um ou dois copos de cerveja, mas é porque precisa eliminar a água da própria bebida, e não o líquido retido no corpo.
Malhação | Horário

P - Malhar ajuda a eliminar água?
R - Ajuda. A contração dos músculos pressiona os gânglios linfáticos (na virilha, axilas, atrás dos joelhos, barriga), auxiliando a eliminação de líquidos. Uma boa opção é o jump, que age como uma drenagem porque os saltos ativam os gânglios linfáticos. O professor de educação física Mauricio Antunes, da Triathon Academia, em São Paulo, destaca também as aulas aquáticas. “A pressão da água ativa a circulação e estimula a diurese”. diz. Ótima escolha para grávidas, vítimas do inchaço.

P - Por que incho no final do dia?
R - Não é uma questão do horário, mas da ação da gravidade. Depois de um dia inteiro em pé ou sentada, os líquidos que deveriam circular via sangue e linfa pelo corpo ficam estacionados nos membros inferiores. É por isso que você percebe as pernas pesadas e os pés apertados dentro do sapato. Quando você se deita, acontece uma redistribuição desses fluidos – tanto é que, quando se levanta na manhã seguinte, vê que o inchaço se foi.

Malhação | Horário

P - Malhar ajuda a eliminar água?
R - Ajuda. A contração dos músculos pressiona os gânglios linfáticos (na virilha, axilas, atrás dos joelhos, barriga), auxiliando a eliminação de líquidos. Uma boa opção é o jump, que age como uma drenagem porque os saltos ativam os gânglios linfáticos. O professor de educação física Mauricio Antunes, da Triathon Academia, em São Paulo, destaca também as aulas aquáticas. “A pressão da água ativa a circulação e estimula a diurese”. diz. Ótima escolha para grávidas, vítimas do inchaço.

P - Por que incho no final do dia?
R - Não é uma questão do horário, mas da ação da gravidade. Depois de um dia inteiro em pé ou sentada, os líquidos que deveriam circular via sangue e linfa pelo corpo ficam estacionados nos membros inferiores. É por isso que você percebe as pernas pesadas e os pés apertados dentro do sapato. Quando você se deita, acontece uma redistribuição desses fluidos – tanto é que, quando se levanta na manhã seguinte, vê que o inchaço se foi.

Descubra como se livrar da retenção hídrica

Tire o saleiro da mesa
Assim, você evita abusar do sódio. Experimente substituir o sal por limão e ervas (orégano, manjericão, hortelã...) para acompanhar a salada. Maneire também na ingestão de condimentos (mostarda, ketchup, molhos prontos) e pratos industrializados (como pizza, lasanha, hambúrguer), que contêm o mineral em excesso.

Mexa-se
Se você trabalha muito tempo sentada, levante-se a cada hora e dê uma volta. Na cadeira, suba e desça os calcanhares mantendo a ponta dos pés no chão (como se estivesse malhando panturrilhas) e gire os tornozelos.

Vá para a ginástica
Os exercícios estimulam a circulação e o fluxo de líquidos e nutrientes pelo corpo, evitando a formação de edemas.

Faça uma autodrenagem
Com este passo a passo, você mobiliza os líquidos e facilita a excreção. Pode ser após o banho: 1. Sentada, deslize algumas vezes as mãos umedecidas em creme do tornozelo até o joelho. 2. Em pé, repita várias vezes o mesmo movimento do joelho até a virilha, dando atenção especial à parte interna da coxa. 3. Com um braço estendido à frente, escorregue a mão oposta aberta desde o cotovelo até a axila, passando por toda a circunferência do braço. 4. Deslize as mãos (uma sobre a outra) fazendo círculos pequenos em sentido horário em torno do umbigo.


Autor: Marcia Di Domenico
Fonte: Boa Forma

 

 
 

Médicos ensinam como separar o que é verdade das lendas que cercam as gestações

Toda mãe sabe: engravidar é se tornar, mês após mês, uma barriga ambulante. Conforme ela cresce, todos só olham para ela, só falam dela, só perguntam sobre ela. "De quantos meses está?" "É menino ou menina?" "Já escolheu o nome?" Nes sa fase, curiosos de plantão se tornam especialistas, dão dicas contra enjoo, de enxoval, dieta, arriscam até sobre o sexo do bebê, parto e amamentação. E a mãe, entre extasiada, suscetível e inexperiente, embarca em boa parte dos palpites e teorias, por mais absurdos e sem fundamento científico que sejam. Inspirado nessa fase tão peculiar da vida da mulher, o casal de ginecologistas e obstetras americanos Shawn Tassone e Kathryn Landherr escreveu o livro "Hands Off My Belly! The Pregnant Woman's Survival Guide to Myths, Mothers and Moods" (Tire a mão da minha barriga! Guia de sobrevivência da mulher grávida de mitos, mães e humores).

Com o objetivo de informar sobre questões relacionadas à gravidez e tranquilizar mães e pais de primeira viagem cheios de caraminholas na cabeça, o livro é dividido em seções temáticas, que abordam cada fase do acontecimento. "Acreditamos que ninguém está imune de ouvir ou dar importância a algum mito ou superstição relacionados a essa fase", disse Kathryn à ISTOÉ. "É um momento mágico da vida, que as mais diferentes culturas não se cansam de tentar entender."CONCEPÇÃO

Quem está amamentando não engravida

SIM E NÃO. A amamentação é um método de controle de natalidade válido, desde que a mulher siga algumas regras básicas. São elas: o bebê deve ter menos de seis meses, sua alimentação deve ser exclusivamente de leite materno, ele precisa ser alimentado a cada quatro horas durante o dia e a cada seis horas durante a noite, a menstruação da mãe não pode ter voltado ao normal

Lançada nos Estados Unidos, a obra é esclarecedora ao abordar mitos como, por exemplo, o da posição da barriga: alta e pontuda carregaria menino e ventre baixo e esparramado levaria uma menina (a explicação: anatomicamente, o que determina o formato de uma barriga é o tamanho do bebê, a altura, estrutura pélvica e posição do útero da mãe e o número de bebês). Mostra, também, que é perda de tempo acreditar que quem amamenta não deve comer feijão porque pode provocar gases no bebê. Afinal, aparelhos digestivos de mãe e filho são totalmente independentes.

                COMPORTAMENTO

Variações de humor em grávidas são culpa dos hormônios

MITO. Em geral, os hormônios não são os únicos responsáveis pela alteração de humor das pessoas e isso não muda durante a gravidez. Questões biológicas, psicológicas e sociais de toda a sorte influenciam

Apesar de a maioria dos mitos ser inofensiva, acreditar em teses improcedentes nem sempre é uma boa estratégia. Há crenças que dificultam a vida de quem espera um filho. "Tem grávida que acha que não pode levantar o braço para cima da cabeça porque o cordão umbilical pode se enrolar no pescoço do bebê", diz Kathryn. "Imagine só: uma mulher passar nove meses com esse fantasma? Não é justo."

INFERTILIDADE

Cueca apertada contribui para a infertilidade masculina

É POSSÍVEL. A temperatura na região da roupa íntima pode afetar a qualidade e a quantidade de esperma produzido pelo homem. Não é à toa que os testículos dilatam no calor e se contraem no frio. Isso acontece para que a temperatura ideal seja mantida no local. Roupas apertadas difi cultam essa dilatação e isso pode ser prejudicial  

Mitos e superstições têm origens diversas. Podem ser universais, específicos de uma família ou comuns a determinadas culturas. Entre os mais polêmicos está o que defende a ingestão da placenta, pela mãe da criança, após o parto. Há quem acredite que ela ajuda no processo de amamentação e na redução do risco de depressão pós-parto, mas não há estudos suficientes que garantam os seus benefícios. Segundo o ginecologista carioca Amaury Mendes Jr., no Brasil os mitos mais comuns estão relacionados ao sexo. Grávidas querem saber se é menino ou menina e se divertem com superstições que podem sugerir respostas, especialmente no período que antecede o ultrassom feito na 16ª semana, em que, em tese, já dá para enxergar o sexo. O futuro pai, por outro lado, se preocupa com a vida sexual do casal. "Costumo dizer que o homem sofre da síndrome da Virgem Maria", diz Mendes Jr. "Depois de engravidar a mulher, ele passa a vê-la como uma santa." Segundo o médico, boa parte dos homens acha que não pode fazer sexo com a mulher, pelo menos não como antes, porque vai machucar o bebê. Em "Hands Off", o assunto é discutido à exaustão. Mas, em resumo, o casal só deve evitar a penetração caso a mulher tenha histórico de trabalho de parto prematuro, complicação relacionada à posição da placenta e sangramento.

DIETA

Mãe que amamenta não pode comer comida apimentada porque o bebê fica com cólica

MITO. Não há estudos que comprovem essa tese. Por outro lado, pesquisas mostram que o risco de cólicas em bebês aumenta em três situações: quando a mãe fuma durante ou depois da gravidez, quando o bebê toma leite de fórmula ou quando ele é recém-nascido. Cólica é indício de sistema digestivo imaturo e costuma cessar após seis semanas de vida

Por que esses mitos insistem em se perpetuar em uma sociedade cada vez mais globalizada e informada? Talvez porque a tradição ainda seja muito forte e a informação, inacessível. "Todo mundo tem dúvidas nessa fase", diz Mendes Jr. "Pode ser a mais alta executiva, ela vai chegar ao consultório com uma lista de dúvidas escondida na bolsa." Segundo Amaury, cabe ao médico dar espaço para que esses questionamentos possam surgir. "Hoje, no Brasil, as consultas de convênios duram 15 minutos, o que dificulta uma cumplicidade maior." É algo para se pensar - e exigir.

Autor: Claudia Jordão

Fonte: Isto É Independente

 

 
 

Próstata saudável

Mamão ajuda a prevenir o câncer de próstata, regula a flora intestinal e diminui o colesterol ruim. 

Os números são de assustar. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam a ocorrência de 40 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil por ano. Ainda de acordo com a entidade, a doença é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superada apenas pelo de pulmão. Uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos ajudam a prevenir esse problema. Comer mamão também.

Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, demonstrou que homens que ingeriam dez ou mais refeições por semana com alimentos ricos em licopeno, como o mamão, diminuíram em 50% o risco de desenvolver câncer de próstata. "Essa substância age contra a oxidação do colesterol, um processo que pode influenciar no desenvolvimento do tumor nessa região", diz a nutricionista Elaine de Pádua, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Saiba que em 100 gramas da fruta há em média 3,39 miligramas de licopeno, mais do que no tomate, com 3,31 miligramas. A sua biodisponibilidade, no entanto, é menor se comparada ao tomate cozido: 60% contra 70%.

Autor: Marianna Pedrozo / Colaboração Leonardo Guariso

Fonte: Revista Vida Natural e Equilíbrio

 

 
 

O esporte que tem a sua cara

Que todas as atividades físicas fazem bem ao corpo e à mente, ninguém duvida. Mas um deles, além desses benefícios, combina exatamente com o seu perfil.

Os especialistas são unânimes em afirmar: abandonar a vida sedentária é fundamental para prevenir doenças, garantir mais disposição e bem-estar. Em geral, a prática de um esporte conduz a uma melhora na capacidade cardiorrespiratória e na circulação, fortalece a musculatura, os tendões e até os ossos, deixando o corpo mais protegido contra lesões, torções e fraturas. “A prática regular de um esporte recreativo — aquele não-competitivo — diminui o risco de doenças como a hipertensão, o acidente vascular cerebral (AVC) e o diabetes”, complementa o educador físico Luis Carlos de Oliveira, instrutor de pesquisa do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).

Tudo isso sem falar nos ganhos estéticos, como o controle do peso, o enrijecimento e a definição da musculatura. “Quem faz algum exercício regularmente garante mais quantidade e qualidade de vida”, resume Ricardo Munir Nahas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

Os benefícios de uma atividade física regular se estendem à saúde mental. “O esporte funciona, muitas vezes, como um treino para a vida prática e propicia situações que permitem o conhecimento do próprio corpo e uma consequente melhora da autoimagem e da autoconfiança”, explica Eliane Jany Barbanti, coordenadora do Núcleo de Psicologia do Esporte e Atividade Física (NUPSEA), da USP.

Mas, se são capazes de trazer inúmeros ganhos para a saúde do corpo e da mente, é importante saber que os exercícios se diferenciam entre si no que diz respeito a resultados específicos. Por isso, é tão importante fazer uma escolha acertada entre as várias modalidades disponíveis, antes mesmo de começar a treinar. Para cada objetivo, existem atividades que são mais indicadas, pelo tipo de trabalho físico que proporcionam. De acordo com a sua meta, é possível estabelecer uma rotina de treinos personalizada, que vai garantir resultados mais rápidos e eficazes.

SE O SEU OBJETIVO É...

...EMAGRECER

A melhor pedida: CICLISMO. A atividade permite um gasto energético alto — de até 600 kcal/hora — mas, ao contrário da corrida, não oferece tanto impacto, o que poderia causar a sobrecarga das articulações, especialmente no caso de pessoas que estão acima do peso. Também proporciona um ganho considerável de condicionamento físico, resultado que pode ser percebido logo nas primeiras semanas de prática. Pernas, glúteo, abdome e os músculos da região lombar são os mais trabalhados durante o exercício.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência. Durante a prática, é importante respeitar os limites do seu condicionamento físico: dores, desconfortos e cansaço excessivo devem servir como alerta. Se não está acostumado a pedalar, evite subidas e maneire na intensidade do exercício, pelo menos nas primeiras semanas de treino.

Cuidados: para andar na rua, os equipamentos de proteção — como capacete, cotoveleiras, joelheiras, faróis e roupas apropriadas — são indispensáveis. O principal risco da atividade está relacionado à queda, que não raro provoca cortes, torções e fraturas. Quem tem labirintite, portanto, deve evitar a prática, já que a falta de equilíbrio pode precipitar um acidente desse tipo. A atividade também é contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões sérias na coluna ou nas articulações, especialmente nos joelhos.

...AUMENTAR A RESISTÊNCIA

A melhor pedida é: CORRIDA. “A atividade possibilita que o condicionamento físico seja muito facilmente adquirido”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. Quem pratica regularmente conta, além dos benefícios cardiovasculares, com uma significativa queima calórica — que pode se traduzir na manutenção do peso ideal — e com uma melhora no tônus muscular, especialmente dos membros inferiores.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de resistência e condicionamento físico.

Cuidados: é importante trabalhar dentro da frequência cardíaca adequada, determinada na avaliação física. O acompanhamento pode ser feito por meio de um frequencímetro — instrumento eletrônico utilizado para medição dos batimentos — ou mesmo valendo-se da velha regra de contar as pulsações, encostando os dedos no pulso ou no pescoço, logo abaixo do maxilar. Pessoas com cardiopatias ou problemas respiratórios graves só podem se submeter à atividade após uma cuidadosa avaliação médica. Lesões articulares poderão ser agravadas pela corrida, já que o exercício oferece bastante impacto.

...SAIR DA FAIXA DE SEDENTARISMO

A melhor pedida é: CAMINHADA. O exercício envolve movimentos básicos e não exige condicionamento prévio.

Além disso, proporciona menos impacto, o que diminui os riscos de lesões. “É a atividade com o menor número de contraindicações. Ela é recomendada até para pacientes em fase de reabilitação de doenças cardiovasculares”, garante o educador físico Luis Carlos de Oliveira. A caminhada possibilita um ganho de condicionamento gradual e auxilia no controle de diversas doenças, como o diabetes e o colesterol. Dependendo da frequência e da intensidade da prática, o exercício também ajuda a perder peso e a tonificar a musculatura, especialmente dos membros inferiores.

Frequência e duração mínima: 30 minutos de atividade física, todos os dias, são suficientes para garantir mais qualidade de vida e ajudar a proteger a saúde. O tempo de atividade pode ser fracionado em três períodos de dez minutos, sem prejuízo nenhum para a melhora da capacidade cardiorrespiratória. Porém, para usufruir dos benefícios desse esporte, é necessário que os passos sejam ritmados e constantes. “Se a pessoa estiver conseguindo pronunciar frases inteiras sem dar uma paradinha para tomar fôlego entre uma palavra e outra, é porque ainda está caminhando devagar demais”, explica o educador físico Sandro Veríssimo.

Cuidados: a avaliação médica, antes do início da atividade, é fundamental. “Mesmo a caminhada pode ser um exercício bem intenso e, caso a pessoa tenha alguma patologia desconhecida, há o risco de desenvolver um problema mais sério”, alerta Sandro.

Cardiopatias graves ou problemas respiratórios já detectados, bem como lesões de articulações e problemas de locomoção podem dificultar a prática do exercício e, nesses casos, o acompanhamento individualizado é recomendado.

...GANHAR MASSA MUSCULAR

A melhor pedida é: MUSCULAÇÃO. A atividade resistida, feita com o auxílio de pesos, é fundamental para garantir o aumento do volume do músculo. O treinamento, em geral, prevê cargas maiores e menos repetições. Mas, além do resultado óbvio, o exercício oferece inúmeros outros benefícios. A postura melhora e diminuem muito os riscos de sofrer de problemas de coluna, torções e lesões nas articulações, uma vez que os músculos fortalecidos acabam servindo de apoio para essas estruturas mais delicadas. Além disso, a prática prepara o coração para esforços intensos.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, intercalando os grupos musculares de modo que haja um intervalo mínimo de 48 horas para cada músculo trabalhado. “O intervalo é tão importante quanto a atividade, porque é preciso que as fibras musculares rompidas se refaçam, justamente o que proporciona o aumento do volume do músculo”, explica o educador físico e personal trainer Sandro Veríssimo. A duração e a intensidade do treino variam de acordo com o nível de condicionamento e a idade, entre outros fatores. Por isso, cada praticante deverá ser orientado de forma individualizada.

Cuidados: para evitar lesões, é imprescindível o acompanhamento de um educador físico, que vai observar se as posturas para os exercícios estão corretas, além de indicar a carga e o número de repetições mais adequados. E atenção: é importante que todos os grupos musculares sejam trabalhados no treino, para que não haja nenhum tipo de descompensação das articulações ou mesmo da coluna.

O aquecimento da musculatura, minutos antes de utilizar os aparelhos, também é fundamental. Assim como o ciclismo, ela só está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos.

...TER MAIS DISPOSIÇÃO

A melhor pedida é: NATAÇÃO. O esporte melhora o condicionamento físico, a flexibilidade e até a coordenação motora. Além disso, a natação é uma das poucas atividades que promovem um trabalho muscular mais generalizado: ombros, costas, braços, peitoral, glúteo, pernas e abdome são bastante solicitados durante o exercício. A pressão naturalmente exercida pela água ainda dá uma mãozinha à circulação. E o melhor: tudo isso sem sobrecarregar as articulações e provocar dores no pós-treino, já que o impacto é muito pequeno.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, com aulas de 50 a 60 minutos.

Cuidados: além da consulta com um clínico geral, será necessário passar também por uma avaliação com um dermatologista antes de começar a treinar. Maiôs confortáveis, meias com sola antiderrapante e óculos de natação podem facilitar a prática. A touca protetora é item obrigatório.

A atividade está contraindicada para pessoas com problemas cardiorrespiratórios agudos ou que apresentem lesões articulares sérias, pois o impacto é muito pequeno na água, mas ainda assim existe. Quem sofre de crises de labirintite também corre o risco de apresentar certo desconforto durante as aulas, já que os exercícios na piscina exigem mais equilíbrio.

...AUMENTAR A FLEXIBILIDADE E A CONSCIÊNCIA CORPORAL

A melhor pedida é: ALONGAMENTO. Ao contrário do que se imagina, esse tipo de atividade, além dos ganhos óbvios para a flexibilidade e a amplitude dos movimentos, trabalha a resistência muscular e envolve um gasto energético significativo — até 300 kcal podem ser perdidas em uma hora de atividade! “O alongamento também ajuda a proteger articulações e até a própria musculatura de lesões e torções”, complementa o educador Sandro Veríssimo. Com o aumento da consciência corporal proporcionada pelo exercício, a postura tende a melhorar, assim como a coordenação motora, e os movimentos tornam-se mais ágeis.

Quando combinado ao relaxamento, o alongamento potencializa sua ação redutora da ansiedade, do estresse e da fadiga.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, 60 minutos por dia.

Cuidados: durante a prática, é importante respeitar os limites do seu corpo e parar de forçar o movimento ao perceber qualquer tipo de dor ou desconforto. O ganho de flexibilidade é lento e gradual. Quem tem desvios sérios na coluna ou sofre de labirintite poderá ter dificuldades no momento de experimentar algumas posições e precisará de uma atenção especial durante a prática.

...FAZER AMIGOS

A melhor pedida é: ESPORTES COLETIVOS, como o basquete, o vôlei e o futebol, que ajudam a trabalhar as noções de cooperação e de trabalho em grupo, favorecendo a aproximação espontânea com outros participantes. A prática regular também favorece o aumento do condicionamento físico, da força e da coordenação motora, o controle do peso e o fortalecimento da musculatura de regiões específicas, que variam de acordo com os movimentos mais exigidos em cada modalidade.

Frequência e duração mínima: 3 vezes por semana, começando com 30 minutos de atividade e aumentando gradualmente — cerca de 5 minutos a cada semana —, de acordo com o ganho de condicionamento.

Cuidados: como o contato é maior entre os praticantes e o nível de impacto não é desprezível, há um risco proporcional de sofrer traumas e quedas. Por isso mesmo, o ideal é optar por esse tipo de exercício depois de se submeter a treinamentos específicos para aumentar a resistência cardiorrespiratória e o tônus muscular. “Dessa forma, o corpo estará mais protegido de lesões e mesmo de fraturas de ossos, ligamentos e tendões”, explica Sandro. Pessoas com cardiopatias avançadas, problemas de pressão alta, quadros de labirintite ou lesões de coluna e articulares mais graves devem evitar esse tipo de atividade.

Autor: Rita Trevisan

Fonte: Viver Bem - Viva Saúde

 

 
 

Está com um problema?

Isolar-se para concentrar-se na questão não é solução; saiba por quê 

Conversar com outras pessoas ou um especialista possibilita ver o mesmo problema sob outra ótica Seja qual for o seu problema, é sempre bom encontrar alguém que o ajude a descobrir outra perspectiva da situação. Muitas pessoas, quando têm de enfrentar grandes problemas, tendem a se isolar.

Acham que concentrar-se unicamente na questão é a melhor maneira de solucioná-la e dispensam outros pontos de vista e ideias que poderiam ajudá-las a superar as dificuldades.

Outros procuram a ajuda de pessoas queridas, mas que não entendem do assunto em profundidade. Ter amigos por perto é sempre bom, e você deve procurá-los! Mas, quase sempre, a assistência de um profissional especializado é fundamental para encontrar rapidamente a solução. Portanto, escolha pessoas confiáveis e competentes para lhe dar suporte num momento de crise!

Seu cunhado pode gostar muito de você, mas ser um ignorante em direito. Em determinadas crises, somente um bom advogado tem condições de ajudá-lo; em outras, como as dificuldades de ordem organizacional, ouvir um consultor de empresas é fundamental.

Às vezes você está exausto e frágil demais para conversar com os credores. Deixe que seu advogado cuide disso para você. Ele conhece seus direitos, não está emocionalmente envolvido e com certeza conseguirá um acordo melhor.

Boas decisões se baseiam em bom senso e em boas informações. Já que manter o bom senso em época de crise é complicado, pelo menos melhore a qualidade de suas informações.

E entenda: ficar revivendo o passado é o primeiro passo para a depressão! O caminho é construir um novo projeto de vida, no qual o mundo não se limite às paredes da casa. Talvez o tamanho do mundo possa assustar inicialmente, mas mais adiante a pessoa sentirá muito orgulho de ter tido coragem de abrir as portas para que coisas novas acontecessem em sua vida. E, principalmente, poderá conversar com as pessoas que ama utilizando esse novo conhecimento, sem se sentir inadequado.

Se você se identifica com o exemplo daquele amigo com medo exagerado de que algo ruim aconteça, é importante que analise os motivos desse medo. Como ele nasceu? Será que veio da culpa injustificada de ter ficado rico, enquanto seus amigos de infância ou irmãos não o conseguiram? Veio da sensação de que você não é digno do que conquistou? Será que esse medo não está ligado a crenças negativas sobre dinheiro, como as de que “pessoas ricas são infelizes” ou “dinheiro traz problemas”?

A explicação dos medos pode ter muitas origens. O importante é que a pessoa saiba perceber quando essa sensação está fora de controle e se volte para si mesma, à procura das respostas para esse descompasso entre real e imaginário.

Lembre-se de que se você deixar de fazer algo pressionado pelo medo a tendência será de que ele o domine e o deixe prostrado diante dos acontecimentos da vida. Não há nada de errado em sentir medo! Essa é uma reação que qualquer animal tem, uma espécie de instinto de proteção, mas em proporções anormais o medo enfraquece o ser humano.

Se você sentir medo de algo, compartilhe-o com as pessoas envolvidas naquela situação. Essa atitude é muito melhor do que dar uma desculpa esfarrapada. As mentiras farão com que essas pessoas percam a admiração que sentem por você ao perceber que não é capaz de assumir suas fraquezas.

Não se esqueça de que esse medo é imaginário e só continuará existindo enquanto você o alimentar! Embora existam outros componentes, em síntese, é isso. O medo é como uma sombra, um inimigo cruel e persistente que nos acompanha mesmo na claridade.

Autor: Roberto Shinyashiki

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Médico esclarece dúvidas mais comuns sobre o consumo de chá verde

Dúvidas mais comuns sobre o consumo de chá verde

Vya Estelar - Quem tem hipertensão pode tomar chá verde?

Dr. Jou Eel Jia - Pode sim. Seu efeito diurético ajuda inclusive a diminuir a pressão arterial devido à presença de substâncias amarelas (rivoflavinas) - tipo de glicosídeo que dá um efeito inotrópico no coração. Ou seja, o coração bate mais ‘forte’ usando menos oxigênio, com isso melhora o desempenho do sistema cardiovascular baixando a pressão.

Vya Estelar - O chá verde pode ser tomado por qualquer pessoa?

Dr. Jou Eel Jia – Sim. Qualquer pessoa pode tomar. Inclusive crianças, grávidas, diabéticos, etc. Só não recomendo para quem tenha um histórico de distúrbio gástrico, pois o chá contém tanino que pode irritar a mucosa do estomago.

Vya Estelar - Como saber qual é o chá verde verdadeiro e diferenciá-lo de imitações?

Dr. Jou Eel Jia – Como existe uma profusão de marcas, aconselho buscar uma marca idônea com boa tradição no mercado.

Vya Estelar – Existe chá verde em vários formatos: ervas naturais, saquinhos, suco, refrigerante, garrafinhas... Todos têm o mesmo efeito?

Dr. Jou Eel Jia - Todos têm um efeito em menor ou maior grau, mas devem ser tomados de forma preventiva ou como suplemento alimentar.

Vya Estelar – O chá verde em cápsula tem o mesmo efeito que o natural?

Dr. Jou Eel Jia – De modo geral quando bem preparado tem o mesmo efeito. Os produzidos em cápsulas de modo padronizado (de acordo com a farmacopéia) tem um efeito mais estável.

Vya Estelar - Chá verde auxilia no emagrecimento?

Dr. Jou Eel Jia – Sim porque ajuda a digestão na absorção de nutrientes essenciais para o metabolismo do corpo. Mas siga orientação médica sempre.

Vya Estelar - Posso deixar o chá verde preparado e ir tomando durante o dia ou ele perde suas propriedades?

Dr. Jou Eel Jia – Pode sim, mas no máximo por 12 horas. Não precisa deixar na geladeira, mas tem de ficar num ambiente fresco e longe da luz.

Vya Estelar - A pessoa com o tempo desenvolve tolerância em relação ao chá verde?

Dr. Jou Eel Jia – Não.

Vya Estelar - O chá verde prende o intestino?

Dr. Jou Eel Jia – Não.

Vya Estelar – Tomar o chá verde após as refeições. dificultaria a absorção de ferro?

Dr. Jou Eel Jia - Não vejo problemas e ainda não há estudos científicos conclusivos sobre isso.

Vya Estelar – Como deve ser preparado o chá verde?

Dr. Jou El Jia – É só fazer uma infusão normal e tomar uma xícara após as refeições.

Autor: Jou Eel Jia

Fonte: Vya Estelar

 

 
 

Malefícios e benefícios do chocolate são explicados por especialista

Com proximidade da Páscoa, aumenta o consumo de chocolate, alimento rico em gordura, carboidratos e altamente calórico

É inimigo para quem deseja emagrecer e um amigo para agilizar o raciocínio, melhorar o humor, combater o estresse, ansiedade, hipertensão e depressão, além de ser afrodisíaco. Quem faz as observações é a nutricionista Sheila Silva Castro, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, esclarecendo que o chocolate é um alimento benéfico à saúde, porém, deve-se ficar atento ao consumo e não exagerar.

Sua produção é de massa de cacau, sacarose, manteiga de cacau e outros ingredientes, contém gordura, carboidratos, cálcio, ferro, potássio, cobre, manganês, magnésio, vitaminas E, vitaminas do complexo B, cafeína, feniletiamina e teobromina, que estimulam o raciocínio.

Os ansiosos e apaixonados sempre encontram alívio no chocolate, que tem a capacidade de elevar os níveis de serotonina e endorfina causando sensação de bem-estar, promovendo disposição e evitando a depressão.

O chocolate também possui flavonóides - antioxidantes, que impedem o colesterol (LDL) de acumular nas artérias e combate os radicais livres que provocam o envelhecimento precoce.

Existem pessoas que possuem sensibilidade aos componentes do chocolate, que pode se manifestar na forma de eczemas, insônia e enxaquecas, além de diarréia em razão do alto teor de gordura e açúcar. Para os que apresentam os sintomas, a solução é limitar o consumo ou eliminá-lo da dieta.

Os portadores de doença celíaca - intolerância permanente ao glúten devem redobrar a atenção aos rótulos, pois muitos chocolates podem conter adição de cereais e glúten. O alerta também é válido para quem possui intolerância à lactose - açúcar do leite, uma boa opção para ambos os casos são os chocolates feitos à base de pó de soja. Já os diabéticos não devem abusar do chocolate dietético, pois são ricos em gorduras e calorias.

Segundo a nutricionista os pais devem ficar atentos com as crianças, já que elas são as mais presenteadas no período. "O consumo exagerado pode gerar complicações, como alergias, diarréias, dores de cabeça, ganho de peso e agitação devido à presença de cafeína. O ideal é ingerir quantidades pequenas ao longo dos dias, para não haver alteração no apetite, pois as crianças precisam de outros alimentos e não devem deixar de fazer as principais refeições. Para os adultos, a recomendação é a mesma, muita cautela", orienta Sheila.

Autor: Sheila Silva Castro

Fonte: Planeta Médico

 

 
 

Alimentação saudável com o consumo de peixes

Durante a Quaresma, cresce o consumo de peixes, ricos em ômega 3 e grandes aliados ao combate do colesterol


Considerada uma das festas mais importantes da cristandade, a Páscoa será celebrada, neste ano, no próximo dia 4 de abril, domingo. Até lá, os cristãos passam pelo tempo da quaresma, que marca os 40 dias em preparação para a data. Durante este período, o jejum ou abstinência de carne vermelha, principalmente nas sextas-feiras, são seguidos pelos fieis como uma forma de penitência e preparo para a festa.

O consumo der carne vermelha é substituído muitas vezes por peixes. Confira os nutrientes e benefícios que alguns peixes e frutos do mar podem proporcionar em pratos que são muito preparados nesta época do ano, mas que podem, inclusive, serem mais aproveitados durante todo o ano. As dicas são de Flávia Sguario, nutricionista clínica funcional da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais.

Salmão: tem grande destaque nutricional por possuir acido graxo ômega 3, que ajuda na prevenção de doenças cardiacas além de aumentar o HDL, que contribui na redução do colesterol plasmático total. O ômega 3 ajuda a manter o sangue “fino” e menos viscoso, diminuindo assim as chances de um ataque cardiaco ou derrame, e reduzindo também a pressão arterial. Combatem também a artrite e a psoríase (inflamação na pele), e os estudiosos acreditam que o óleo dos peixes também ajuda a evitar que as células cancerígenas progridam para um estágio de tumor.

Valores Nutricionais do Salmão

Porção: 100 g

Kcal: 117

Carboidrato: 0

Proteína: 18,3

Gordura: 4,33

Fibras: 0

Colesterol: 23

Sardinha: foi um dos primeiros tipos de alimento a serem enlatados no início do século XIX. É geralmente enlatada em óleo ou molho de tomate, e os portugueses desenvolveram este processo como uma arte, preservando sardinhas em azeite de alta qualidade, criando, assim, uma iguaria extremamente delicada e saborosa. As sardinhas são ricas em diversos nutrientes, destacando-se entre eles o ácido graxo ômega 3. Os ácidos graxos são um dos maiores responsáveis pelo bom funcionamento do coração.

São conhecidos também como alimentos para o cérebro. Na realidade, o cérebro é constituído de 60% de gordura e necessita de ômega 3 para um perfeito funcionamento. Recentemente, cientistas descobriram uma relação entre as variações de humor e baixos níveis de ômega 3. Ou seja, os ácidos graxos mantêm os pensamentos, as reações e os reflexos do cérebro em harmonia, e asseguram que as células receptoras reconheçam os sinais de humor fornecidos pelos neurônios.

Atum: repleto de nutrientes, o atum é um peixe de águas frias e profundas que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, indicado para as gestantes e é extremamente versátil na cozinha. É uma das maiores fontes de ômega 3, ácido graxo responsável pela constituição e manutenção das membranas celulares. O atum enlatado é conservado em óleo vegetal ou água e sal, e é cozido dentro da latinha de aço sem qualquer aditivo ou conservante. Por isso, preserva mais os nutrientes do que o atum in natura, cozido em casa, que acaba perdendo os nutrientes na cocção, ou seja, após o cozimento. Pode vir em postas (chamado de sólido) ou prensado (conhecido como atum ralado).

Ostra: é um marisco do grupo dos moluscos, tal como os mexilhões e as amêijoas. Um alimento pobre em calorias e gordura e com cerca de 10% de proteinas. Há algumas controvérsias em relação ao teor de colesterol das ostras, bem como da maioria dos mariscos. Mas, atualmente, os especialistas acreditam que o seu consumo não implica em agravamento dos problemas de colesterol elevado no sangue. Vários estudos revelaram que o consumo regular de marisco faz, inclusive, baixar os níveis de colesterol LDL (mau colesterol).

Apesar do conteúdo de colesterol ser elevado no marisco, a quantidade de gordura é muito pequena. Além disso, o colesterol destes alimentos não é facilmente absorvido pelo organismo. Tal como os peixes gordos, as ostras possuem ácidos gordos essenciais (ômega3 e ômega6), ainda que em menor quantidade, que protegem contra os problemas cardiovasculares.

São ótimas fontes de vitamina B12, necessária à formação dos glóbulos vermelhos e à manutenção de um sistema nervoso saudável. São também boas fontes de outras vitaminas do complexo B, como a niacina, tiamina e riboflavina. Quanto à riqueza em minerais, para além da grande quantidade de zinco, as ostras são boas fontes de cobre, ferro, potássio e selênio, que é um mineral com propriedades antioxidantes, desempenhando um papel importante na prevenção do câncer, ao lutar contra os radicais livres..

Pessoas que sofrem com ácido úrico elevado devem evitar comer, frequentemente, e em grandes quantidades, ostras e mariscos de uma forma geral, pois são alimentos ricos em purinas (substâncias que elevam a taxa de ácido úrico no sangue).

Valor nutricional das Ostras

Porção: 100g

57 Kcal;

6 g de proteína;

4 g de hidratos de carbono;

1,9 g de gordura.

Autor: Imprensa

Fonte: PARANÁ CLÍNICAS PLANOS DE SAÚDE EMPRESARIAIS

 

 
 

Espinafre aumenta a força?

Alimento é rico em antioxidantes, sais minerais como ferro, cálcio e fósforo e possui alta concentração de vitaminas dos complexos A e B

Quem não conhece ou ouviu falar do Popeye, um personagem clássico dos quadrinhos? O Popeye é um marinheiro carismático que está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito, das garras de seu eterno inimigo, Brutus. Quando come espinafre,

Popeye fica muito mais forte e confiante, podendo vencer qualquer desafio. Mas então surge a dúvida: O espinafre é realmente um alimento capaz de aumentar a força? O espinafre é um alimento rico em antioxidantes, sais minerais como ferro, cálcio e fósforo e possui alta concentração de vitaminas dos complexos A e B. A presença e a ação destes componentes no corpo são fundamentais para a construção muscular, para a formação dos ossos e dos dentes, além de favorecer a coagulação sanguínea, a proteção celular e a conservação da visão. Desta forma, é possível dizer que o espinafre é um alimento que favorece sim a força, entretanto é preciso estar ciente que os resultados benéficos do seu consumo não são atingidos de imediato e sim, quando consumidos regularmente e associados a uma alimentação também equilibrada em proteínas.

Vale lembrar que os componentes encontrados no espinafre são encontrados em outros vegetais – portanto, esta característica de favorecer “a força” não é exclusiva do espinafre. O mérito do personagem Popeye em uma alimentação saudável é claro e isso não podemos questionar. O personagem gerou um aumento de 30% no consumo de espinafre nos Estados Unidos, porque as mães convenciam os filhos a consumir o espinafre alegando que assim eles ficariam fortes.

Especialistas defendem que uma alimentação equilibrada e diversificada em vegetais é sempre uma boa escolha quando se pensa em saúde! Autor: Imprensa Fonte: Wikipédia

 

 
 

Pesquisas demonstram que fibromialgia é mal físico

Há consenso de que nos cuidados não podem faltar medicamentos, atividade física aeróbica e boa alimentação 

Dor crônica: exercícios físicos, medicação e terapia nutricional podem aliviar as dores associadas à fibromialgia.


Dor nos ombros, nos braços, nas costas, nas pernas, na cabeça, nos pés. Quem tem fibromialgia conhece bem o corpo, pois todo ele reclama. Em momentos de crise, até um toque delicado pode incomodar. Pessoas com esse quadro clínico sofrem duplamente, pois a doença demorou a ser reconhecida como um mal físico. “A fibromialgia já foi confundida com depressão e estresse.

Por falta de informação ─ e diagnóstico ─, os pacientes ainda tinham que sofrer na alma o transtorno que a dor já impunha ao corpo”, comenta o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, diretor da rede de Clínicas Anna Aslan.

Atualmente, com o avanço dos estudos e pesquisas, as evidências comprovam que a fibromialgia é doença física, sim. Não se trata de uma síndrome invisível. Há trabalhos científicos mostrando que o portador apresenta alterações na anatomia cerebral. Um desses estudos apresentado no fim do ano passado, na França, mostrou que graças a um exame por imagem chamado Spect (tomografia computadorizada por emissão de fóton), os médicos do Centro Hospitalar Universitário de La Timone, em Marselha, constataram que no cérebro de 20 mulheres com esse tipo de hipersensibilidade havia um fluxo maior de sangue em regiões que identificam a dor.

Paralelamente, notaram uma queda de circulação na área destinada a controlar os estímulos dolorosos. Nas dez voluntárias saudáveis que participaram da pesquisa, nenhuma alteração foi detectada. Este trabalho se soma a inúmeros outros sobre a presença do distúrbio, como o aumento dos níveis de substância P, o neurotransmissor que dispara o alarme da dor e a menor disponibilidade de serotonina, molécula que avisa ao sistema nervoso que a causa da dor já passou.

Confirmada que a fibromialgia está longe de ser uma doença psíquica, a pergunta que ainda não foi respondida é por que a doença ataca. “Quando soubermos a sua origem, conseguiremos dominar a causa e encontrar a cura”, observa o médico. Por enquanto, o que se conhece são os gatilhos do terrível incômodo ─ fatores que desencadeiam a crise, como o estresse pós-traumático ─, além dos meios de minimizar o quadro e devolver qualidade de vida aos pacientes.

Muitos profissionais de saúde acreditam que, a associação de drogas como antidepressivos e neuromoduladores terão efeito sinérgico na briga contra a dor. É que, enquanto o antidepressivo eleva a oferta de serotonina e noradrenalina, sedativos naturais do sistema nervoso, os neuromoduladores alteram a transmissão do estímulo doloroso para o cérebro, diminuindo os níveis da tal substância P.

Já as drogas como os opióides, com exceção do tramadol, não são muito eficazes no tratamento fibromialgias. “O consenso é que no rol de cuidados não podem faltar remédios, atividade física aeróbica e uma boa alimentação. Um exemplo: caminhar de três a quatro vezes por semana, durante 30 minutos, libera substâncias prazerosas como as endorfinas e relaxa a musculatura. Alguns portadores que seguem esse receituário chegam até a dispensar a medicação”, avalia o geriatra.

Segundo Azevedo, que também é adepto da prática ortomolecular, durante o tratamento, é preciso “ensinar ao paciente algumas artimanhas para evitar os fatores estressantes, que são gatilhos para a dor. Técnicas de respiração, de relaxamento e de visualização, em que o indivíduo imagina caminhos para o alívio, são alguns exemplos”.

Autor: Imprensa 
Fonte: Scientific American

 

 
 

Coleta seletiva de lixo chega a 56% dos municípios

O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos é a sexta edição da série histórica sobre lixo 

O Ministério das Cidades divulgou os números mais recentes do manejo de resíduos sólidos urbanos no Brasil, referentes a 2007. Com base em dados de 306 municípios, que representam 55% da população urbana, o levantamento, apresentado ontem (19), mostra que a cobertura média de coleta de lixo nas cidades pesquisadas é de 90%. Já a coleta seletiva só chega a 56,9% dos municípios da amostra, que inclui todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes.

Cerca de 64% do lixo coletado vão para aterros sanitários, 26,6% são levados para aterros controlados – que têm estrutura melhor que lixões, mas onde há trabalho de catadores – e 9,5% dos resíduos ainda vão para os lixões, considerados a pior solução para o destino final.

De acordo com o diretor do Departamento de Articulação Institucional do Ministério das Cidades, Sérgio Antônio Gonçalves, em muitos casos, os locais de depósito do lixo não têm autorização ambiental para funcionar. Dos 587 aterros catalogados, 46% não têm qualquer tipo de licença ambiental.

“Temos que intensificar a questão dos licenciamento e reforçar a necessidade de gestão. Se não tiver acompanhamento, em seis meses, um aterro pode se transformar em um lixão. É preciso ter compromisso do gestor com a manutenção”, avaliou.

Na coleta seletiva, além do recolhimento formal, há o trabalho de catadores de lixo, presentes em 83% dos municípios da amostra. Em mais da metade dos casos, os catadores são organizados em cooperativas e associações.

A quantidade média de material reciclável recuperado é de 3,1 quilos por habitante por ano, menos de 1,5% do que seria possível reaproveitar. Papel e papelão representam a maior parte do material recuperado, 50,7%. Em seguida, aparecem plásticos (26,4%), metais (12,1%) e vidros (6,4%).

O Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos é a sexta edição da série histórica sobre lixo, elaborada anualmente desde 2002, a partir de dados extraídos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).


 

Autor: Luana Lourenço 
Fonte: Agência Brasil 



 

 
 

Veja sete mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte concentra uma porção cavalar do hormônio 

A pílula do dia seguinte deve ser tomada até 72 horas após a relação


Há dez anos a Europa aprovava o uso e a venda livre do contraceptivo Mifegyne, mais conhecido como "pílula do dia seguinte". No Brasil, o medicamento já foi até mesmo distribuído a foliões de Recife em 2008, como forma de prevenir uma gravidez indesejada. Mas, apesar de ter acesso livre (é vendido sem receita), o medicamento ainda gera dúvidas entre as mulheres e, muitas vezes, é usado de forma errada.

Composto quase que exclusivamente de estrogênio, a pílula do dia seguinte concentra uma porção cavalar do hormônio. "Cada pílula tem a mesma quantidade hormonal de 10 anticoncepcionais", compara o ginecologista Marco Aurelio Pinho de Oliveira. Daí ser quase corriqueiro a mulher sentir uma série de efeitos colaterais quando ingere os dois comprimidos da cartela.

Para sanar algumas dúvidas e derrubar alguns mitos que permeia o uso da pílula do dia seguinte, o Terra esclarece as sete principais dúvidas sobre o assunto. Confira.

1) É recomendável que se tome a pílula até 72 horas depois da relação sexual. Depois disso, o feto nasce com deformidades. 
Mito. "Em geral, não há riscos para o feto, porque nesse momento não há um embrião formado. Então, não existe contato entre o bebê e o sangue da mãe", explica o ginecologista Claudio Bonduki. Mas isso também não significa que você está segura. Depois de 72 horas, a pílula não causa problemas ao feto, mas também não evita uma gravidez indesejada. É recomendável, então, que ela seja tomada logo após a relação sexual. Quanto mais cedo o primeiro comprimido for ingerido, maior a eficácia do remédio.

2) A pílula é 100% segura 
Mito. Vômitos, dores de cabeça, sangramentos, náuseas e irregularidades no ciclo menstrual são alguns dos efeitos colaterais da pílula do dia seguinte. A intensidade e a frequência dos sintomas variam de mulher para mulher. Mas não se engane, o problema maior não está na eficácia contraceptiva, mas sim no fato de ela não prevenir as doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, ela jamais deve ser usada como um paliativo para a falta de camisinha.

3) Tomar pílula do dia seguinte no meio da cartela anticoncepcional dobra os efeitos colaterais 
Verdade. Não há estudos que comprovem os reais efeitos da pílula do dia seguinte em mulheres que já fazem uso de anticoncepcional - e não há consenso entre especialistas. Mas casos clínicos comprovam que as chances de surgirem efeitos colaterais, como dores de cabeça e náusea, aumentam muito. "Nessa situação a mulher pode ter mais sintomas e em intensidades maiores", comenta Bonduki.

4) Ela é abortiva
Mito. "Se a pílula fosse abortiva, a eficácia dela não cairia com o passar dos dias", argumenta o ginecologista Marco Aurélio Pinho de Oliveira. Segundo o chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, o embrião só se aloja no útero da mulher no terceiro dia após a fertilização. Após as 72 horas em questão, a pílula já quase não tem efeito no organismo da mulher.

5) Tomar a pílula com muita freqüência corta o efeito dela 
Verdade. De acordo com o ginecologista Oliveira, quando o uso da pílula do dia seguinte é muito recorrente as "falhas" passam a ser mais próximas também. "Na primeira vez que usa, a mulher tem 5% de chances de engravidar. Se ela toma a pílula de novo em sequência, ela aumenta mais 5% de chances", explica. Mas não se assuste, ela não tem efeito cumulativo. Se por um acidente você teve de tomar a pílula e, alguns meses depois, precisou tomá-la de novo, a eficácia dela permanece a mesma da primeira vez.

6) A descarga hormonal pode danificar útero e ovários 
Mito. Composta pelo hormônio estrogênio, a pílula do dia seguinte não traz efeitos orgânicos à mulher. "O único perigo é em mulheres com prediposição à trombose, porque ela pode ter uma trombose vascular", orienta Claudio Bonduki.

7) Quanto mais tarde tomar a pílula, mais chances tenho de engravidar 
Verdade. "No primeiro dia a mulher tem 5% de chances de engravidar. No terceiro, o risco sobe para 50%", alerta Marco Aurelio Pinho de Oliveira. Após 72 horas, a eficácia do contraceptivo é quase nulo. "O nome é impróprio, deveria ser chamar pílula das horas seguintes. A mulher tem de tomar o primeiro comprimido o quanto antes", finaliza.

Autor: Aretha Yarak 
Fonte: Vida e Saúde - Terra 



 

 
 

Entenda o efeito antioxidante das dietas

O melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia 

Primeiro é preciso entender o que é o efeito antioxidante. Temos falado tanto sobre isso, mas as explicações são muito complexas e científicas. “O fato é que nossas células são alvos de sucessivas agressões, capazes de fazê-las envelhecer e adoecer. Essas agressões são mediadas por moléculas altamente reativas, os chamados radicais livres, que nada mais são do que o próprio oxigênio proveniente da respiração. São moléculas de oxigênio que se tornam altamente reativas e capazes de reagir com vários componentes das células, inclusive com o seu próprio DNA, oxidando-os e lesando-os definitivamente”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Por outro lado, também temos substâncias protetoras ou antioxidantes, capazes de inibir a oxidação de nossos sistemas biológicos, protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres. Logo, oxidar excessivamente não é bom, pois pode ultrapassar a capacidade de defesa antioxidante do nosso corpo. “Infelizmente, não podemos impedir a geração dos radicais livres, pois eles se originam do próprio processo de respiração dos animais e do homem. Precisamos melhorar nossas defesas antioxidantes, combatendo de maneira eficiente a formação dos radicais livres e o estresse oxidativo, uma vez que acreditamos ser ele um fator de grande influência no envelhecimento celular e, em várias doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e catarata”, diz a médica.

Em busca das defesas antioxidantes

A procura por antioxidantes tem mobilizado pesquisadores em todo o mundo e eles já têm algumas respostas que indicam que muitas dessas substâncias, tão importantes para a nossa saúde, estão ao nosso alcance, presentes nas frutas e vegetais, vinhos, castanhas e cereais, peixes, azeites, óleos vegetais e alguns tipos de chás. “Esses alimentos contêm grande quantidade dessas substâncias antioxidantes na forma de vitaminas C, E e Betacaroteno, minerais como selênio e zinco, gorduras benéficas, fibras dietéticas e várias outras classes de componentes bioativos. Todos esses fitoquímicos interagem e se completam, formando uma rede de proteção contra as doenças, favorecendo a absorção e a ação um do outro, bem como protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres”, explica a médica, que também é nutróloga. A ingestão regular e prolongada desses alimentos favorece a estimulação do sistema imunológico, modula a síntese de colesterol, reduz a pressão arterial, além de auxiliar ações antibacterianas e antivirais. Esses efeitos têm sido comprovados principalmente em estudos de laboratório, utilizando células específicas e em estudos epidemiológicos que investigam os padrões dietéticos adotados por vários grupos populacionais e suas doenças associadas.

Vitaminas antioxidantes X doenças

De uma maneira geral, as dietas ocidentais, nas quais estamos incluídos, são pobres em antioxidantes. “Contêm muito açúcar, gordura saturada e álcool. São particularmente deficientes em nutrientes essenciais como zinco, selênio, vitaminas antioxidantes E, A e C e vitaminas do Complexo B. Dessa forma, podem causar alterações no sistema imunológico, obesidade, aterosclerose, alergias e câncer”, diz Ellen Paiva.

“A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em 2007, nos deixou em alerta. Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes na nossa mesa. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população”, revela a médica.

“Um fato muito importante para nós é que todos os pacientes com alguma doença grave, seja ela de qualquer natureza, possuem um aumento na formação dos radicais livres e uma diminuição das suas defesas antioxidantes, caracterizadas pela redução dos níveis de quase todos os micronutrientes antioxidantes em seu sangue. Assim, o consumo regular de frutas e vegetais constitui-se numa proteção importante em muitos quadros de doenças crônicas”, explica a médica.

Veja alguns casos:

· Vitaminas nas Doenças Cardiovasculares

As mais importantes vitaminas antioxidantes que atuam na proteção cardiovascular são a vitamina E, C e o Beta caroteno. “As fontes de vitamina E são os óleos vegetais como milho, soja, girassol e as margarinas e produtos fabricados a partir deles. É encontrada ainda no germe de trigo, amêndoas e avelãs. A vitamina C está amplamente distribuída nas frutas cítricas e folhas vegetais cruas. Os carotenóides como o Beta caroteno e o licopeno são encontrados nas hortaliças coloridas de amarelo, verde, vermelho e alaranjado, como cenoura, tomate, batata-doce, abóbora, espinafre, brócolis, e na maioria dos vegetais folhosos verde-escuros”, revela a nutróloga.

Estudos revelam que pessoas que consomem no mínimo cinco porções de frutas e vegetais por dia têm um risco de infarto 31% menor do que as que ingerem menos de 3 porções. Certos tipos de vegetais são especialmente protetores, entre eles estão brócolis, couve-flor, folhas verdes escuras e frutas cítricas.

· Vitaminas e Câncer

“O aparecimento do câncer também pode ser influenciado pela ingestão de frutas e vegetais. Sabe-se que o consumo regular e a longo prazo de grandes quantidades desses alimentos está associado à diminuição do risco de vários tipos de câncer”, conta Ellen Paiva. O último relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer, publicado em 2009, define o câncer como uma doença com muitas influências comportamentais e nutricionais passíveis de serem modificadas. Entre os alimentos com efeitos protetores, destacam-se as frutas e vegetais, importantes na proteção contra o câncer de mama, próstata, intestino e pulmões, dentre outros.

· Vitaminas e Doenças Neurológicas

Várias outras condições clínicas têm benefícios reais com o uso de vitaminas antioxidantes como as vitaminas C, E e Carotenóides. Dentre elas, destacam-se algumas doenças neurológicas crônicas e degenerativas como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer, onde as lesões causadas pelos radicais livres podem exercer um papel importante. “O cérebro possui grande quantidade de lipídeos ou gorduras potencialmente oxidáveis, para os quais a proteção antioxidante parece ser muito importante. O consumo de vitamina E parece reduzir a incidência da Doença de Parkinson, principalmente aquela proveniente de fontes alimentares. Além disso, as dietas ricas em vitaminas C e E vêm reduzindo os riscos de demência e prolongando a sobrevida dos pacientes com Doença de Alzheimer”, diz a médica.

O papel da suplementação vitamínica

Hoje, tornaram-se corriqueiros a prescrição e o uso rotineiro de suplementos vitamínicos e minerais para uma prevenção abstrata e cientificamente não comprovada de possíveis doenças crônicas, para retardar o envelhecimento ou para o tratamento do cansaço físico. Isso se baseou nos efeitos antioxidantes tão favoráveis encontrados no consumo de frutas e hortaliças. Os mais importantes são: vitamina C, E, carotenóides, flavonóides e selênio.

A maior vedete das vitaminas antioxidantes já havia sofrido um grande abalo em 2005, quando um estudo publicado na revista Annals of Internal Medicine, analisando 136.000 pacientes, revelou que doses iguais ou superiores a 400UI de vitamina E poderiam aumentar a taxa de mortalidade por todas as causas e deveriam ser evitadas. Muito antes disso, o beta caroteno e a vitamina A foram avaliados em dois grandes estudos, o ATBC e o CARRET, e não mostraram benefícios neste sentido, além de causarem aumento da incidência de câncer de pulmão e do risco de mortalidade em indivíduos fumantes ou expostos à fumaça de cigarro.

Para reforçar o coro contra os suplementos vitamínicos, uma publicação de 2007 revisou o resultado de nada menos do que 385 trabalhos científicos com 232.600 pacientes, avaliando o efeito antioxidante dos suplementos vitamínicos sobre a taxa de mortalidade por doenças em geral. O resultado só veio confirmar os estudos anteriores: o tratamento com beta caroteno, vitamina A e vitamina E pode aumentar a taxa de mortalidade... Não há evidência de que a vitamina C possa aumentar a longevidade... O papel potencial do selênio ainda necessita de futuros estudos.

“Enquanto estes estudos se desenvolvem, o melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia. De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia”, recomenda a médica nutróloga Ellen Paiva.

A médica lembra ainda que variar na compra e no consumo dos vegetais e frutas garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes necessários ao organismo. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, mesmo que ainda não tenhamos conseguido abolir os menos saudáveis.



Autor: Imprensa 
Fonte: Excelência em Comunicação na Saúde

 

 
 

Adesivos e gomas ajudam a parar de fumar?

Na luta contra o tabagismo, milhares de fumantes adotam os recursos de reposição de nicotina 
 
 

Na tentativa de parar de fumar, diversas pessoas optam por lutar contra o vício sem ajuda especializada. Adesivos, pastilhas e gomas de mascar de nicotina são as primeiras opções procuradas por candidatos a não-fumante. Mas esses recursos funcionam de fato? Quais são as restrições?
 
Entre os profissionais da área, há um consenso: depois de tomada a decisão de parar, procure um médico. A automedicação não é recomendada, uma vez que a quantidade de nicotina liberadas podem ser insuficientes ou exceder as necessidades fisiológicas dos dependentes. Gestantes e mulheres que estão amamentando estão entre os casos contraindicados.
 
"Parar de fumar é muito difícil, e o processo varia de pessoa para pessoa", revela Marina Kassab, psicóloga e consultora de projetos da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT). Segundo ela, é necessário que o especialista identifique o grau de dependência de cada paciente, considerando fatores como frequência, quantidade diária e tempo de exposição ao cigarro para indicar os chamados repositores de nicotina. O tratamento pode incluir até a prescrição de antidepressivos. Cerca de 40% dos pacientes precisam tomar esse tipo de medicamento.
 
Efetivos no combate
 
Nessa batalha, a abstinência é o inimigo a ser batido. "Os chicletes, pastilhas e os adesivos devem ser utilizados sem temor, mas sempre sob supervisão médica", indica Jaqueline Scholz Issa, cardiologista e responsável pelo Ambulatório Antitabagismo do Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. Eles são aplicados para minimizar a ausência da nicotina no corpo, liberando a substância na corrente sanguínea. "Esse recurso foi criado para aliviar o desconforto caudado pela ausência da substância. Mas é preciso aconselhamento profissional para obter resultado".
 
Parar de fumar requer tratamento, com começo, meio e fim. Sem orientação, os usuários usam doses insuficientes ou em abuso, este segundo caso pode levar ao uso indiscriminado. Há casos em que o fumante abandona o cigarro e torna-se dependente do recurso que deveria ajudá-lo. Segundo a especialista, o tempo de uso de adesivos, pastilhas e chicletes leva de 12 a 16 semanas (sob supervisão médica, esse período pode ser estendido).
 
Adesivo
 
Há duas categorias de adesivos, uma para uso contínuo e sem aplicação durante o sono. O primeiro grupo é comercializado em unidades que liberam 21 mg, 14 mg e 7 mg de nicotina por dia e fica fixada ao corpo por 24 horas, sendo retiradas apenas na substituição por uma nova.
 
O segundo conjunto de etiquetas, com opções que liberam 15 mg, 10 mg e 5 mg da substância por dia, é aplicada por 16 horas, desenvolvida para pacientes que preferem dormir sem o adesivo. Ao contrário do que sugerem algumas sátiras, uma unidade costuma dar conta do recado. Os exemplares de 21 mg e 15 mg correspondem à mesma quantidade de nicotina presente em um maço de cigarros.
 
Goma de marcar e pastilha
 
É indicado o consumo de uma unidade por hora. A recomendação, no entanto, é de uso associado ao adesivo. "As pastilhas e as gomas costumam ser um válvula de escape, pois a cada sensação de abstinência, o fumante já leva uma à boca. Algumas pessoas substituem o cigarro por esses produtos. O ideal é que se faça recorra a esses recursos em momentos de fissura e recaídas", conclui.
 
Quando você para de fumar por...

UM DIA: Coração, pressão sanguínea e o sangue já apresentam melhoras.

UM ANO: O risco de doença coronária cai pela metade, se comparada a um fumante ativo.

5 A 15 ANOS: O risco de um infarto é o mesmo de uma pessoa não-fumante.

10 ANOS: O risco de um câncer de pulmão cai para menos da metade, se comparado a um fumante ativo.

15 ANOS: O risco de uma doença coronária é o mesmo de uma pessoa que nunca fumou, assim como o de outras enfermidades causadas pelo tabaco.

ACIMA DE 15 ANOS: O risco de uma doença coronária é o mesmo de uma pessoa não-fumante.

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
 
Autor: Ivan Alves 
Fonte: Viva Saúde


 

 
 

Dormir ao lado de bebês é grande fator de risco de morte súbita de lactentes

O estudo é da Universidade de Bristol e foi publicado no site do British Medical Journal 

Metade dos casos de síndrome de morte súbita de lactentes na Grã-Bretanha está relacionada ao hábito de alguns pais de dividir as camas com os filhos, de acordo com um estudo da Universidade de Bristol, publicado no site do British Medical Journal.

Grande parte do risco está associada ao consumo de álcool ou cigarro dos pais, ou ao uso de sedativos antes de dormir.

Muitas das mortes ocorreram quando pais e filhos dormiram juntos em um sofá.

Apesar de as taxas de síndrome de morte súbita terem caído dramaticamente na Grã-Bretanha desde uma campanha de saúde pública no início dos anos 90, ainda é necessário aconselhamento específico para ajudar a reduzir ainda mais essas mortes, afirmam os pesquisadores da Universidade de Bristol.

“Os pais precisam ser aconselhados a nunca se colocar em uma situação em que possam pegar no sono com um bebê pequeno no sofá.”

Os pais também jamais devem dormir com um bebê em um ambiente em que tenham consumido álcool ou drogas, aconselhou a equipe.

Mas os autores do estudo ressaltaram que, ainda assim, alguns pais ainda querem dividir a cama com os filhos, em particular se eles precisarem amamentar os bebês várias vezes durante a noite, e que essa prática não deve ser vista como totalmente errada.

Mas é preciso lembrar que ela pode provocar cansaço nos pais que, durante o dia, correm o risco de cochilar no sofá com os filhos, alertam os pesquisadores.

Um outro estudo, feito pela Fundação para o Estudo da Morte de Bebês (FSID, na sigla em inglês), mostrou que 125 das 500 mães entrevistadas ainda duvidam que dormir ao lado de seus bebês pode ser um grande fator de risco.

A diretora da FSID, Joyce Epstein, disse que as conclusões do estudo são alarmantes.

“Sabemos que as que formam o maior grupo de risco risco são mães muito jovens, geralmente solteiras, ainda na adolescência, e são também as que mais rejeitam conselhos sobre formas seguras de dormir.”

Ninguém sabe exatamente quais são as causas da síndrome da morte súbita do lactente, mas alguns fatores de risco – como posição durante o sono e temperatura do ambiente – foram identificados.

Em um quinto dos casos de morte súbita – também conhecida como morte do berço – o bebê dormia com um travesseiro, e em um quarto dos casos, o bebê estava enrolado nas cobertas, o que podem ser novos fatores de risco, dizem os autores.
 

Autor: Imprensa 
Fonte: BBC Brasil 



 

 
 

Professores são foco da campanha de atenção à gagueira

Transtorno acomete 68% das crianças entre 3 anos e 7 anos, 5% da população mundial 

No dia 22 de outubro comemora-se o Dia Internacional de Atenção à Gagueira. Neste ano, o foco da campanha é o professor, já que 25% das crianças que apresentam gagueira na infância terão o transtorno ao longo da vida. Entre 18 e 25, o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e o Instituto Brasileiro de Fluência (IBF) realizarão uma série de ações para conscientizar a sociedade sobre o problema.

A gagueira é um transtorno da fluência verbal. Ocorre quando o cérebro ignora um mecanismo de fala - é como se ele não entendesse que a sílaba terminou de ser pronunciada. E acaba por atrapalhar a comunicação, levando ao isolamento social.

Há três tipos de gagueira, e a mais comum é a gagueira do desenvolvimento. Acomete 68% das crianças entre 3 anos e 7 anos, 5% da população mundial. Desse percentual, 1% terá algum transtorno na fase adulta. "Quanto antes for identificado o transtorno, mais eficaz será o tratamento, por isso focamos nos professores, que são as pessoas que primeiro têm contato com a dicção corrente da criança", afirmou Leila Nagib, presidente do CFFa. A gagueira psicogênica é o transtorno de causas psíquicas. O que a difere da gagueira de desenvolvimento é que se dá em adultos que nunca tinham manifestado o distúrbio. O tratamento deve ser feito com psicólogo, mas o prognóstico cabe ao fonoaudiólogo. A gagueira neurológica se dá por algum ac idente neurológico.

A manifestação da gagueira está muito relacionada à interação com o ambiente, e para o tratamento é necessário o acompanhamento com fonoaudiólogo, a interação com a família, a assiduidade, o interesse e a intervenção precoce.

Uma cartilha foi produzida pelo CFFa e pelo IBF para orientar professores em como lidar com o aluno que apresenta tal distúrbio. Ela será distribuída nas escolas de ensino fundamental de todo o Brasil.

Serviço:

Dia 22 de Outubro - Dia Internacional de Atenção à Gagueira
 

Autor: Juliana Oliveira 
Fonte: Liberdade de Expressão

 

 
 

Mau hálito pode não ser culpa sua

Diz Phillip Lainson, Professor emérito e antigo dirigente da Periodontia da Universidade de Iowa 

Se você entrar em um elevador e as outras pessoas suspirarem e se afastarem, você pode ter mau hálito, os comerciais da televisão mostram isso. Mas, o mau hálito não é sempre o resultado de escolhas errôneas da pessoa em relação aos bochechos ou pasta de dente, um especialista da Universidade de Iowa comenta a respeito.

A causa do mau hálito pode ser a alimentação ingerida, o descontrole do diabetes, ou ainda problemas respiratórios.

"O primeiro passo para lidar com o mau hálito é de descobrir o que está causando isso", diz o Dr. Phillip Lainson, emérito professor e ex-chefe do departamento de periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Iowa. "Você pode escovar os dentes quatro vezes ao dia e usar bochechos regularmente, mas se você tem diabetes, os fatores de higiene podem não ajudar", comenta.

Fumar, amidalite, doenças dos pulmões e das vias aéreas, disfunções renais, leucemia também estão entre fatores médicos possíveis de causar odores indesejáveis na boca.

O mau hálito também pode ser um sinal de doenças orais, tais como inflamações da boca e gengivas, ou avançado de doença periodontal envolvendo as gengivas e dentes.

Se você respira principalmente através da boca, você pode ter mau hálito devido à secura. A saliva ajuda a lavar a boca e dissolver as partículas alimentares. A falta de saliva pode permitir que as partículas existentes na boca se decomponham e causem odor, diz Dr. Lainson.

Você pode ter mau hálito pela manhã porque as partículas alimentares tiveram várias horas para se decomporem. Escovar os dentes antes de ir para a cama pode ajudar a reduzir o odor matinal.

Os alimentos que você come também podem afetar a respiração. Cebola e alho podem causar mau hálito que dura horas. Mas esses odores não provêm na sua boca. Ao invés disso, os odores são absorvidos de alimentos que estão em seu sistema digestivo, afirma. Esses odores são depois transportados pelo sangue para os pulmões, onde são exalados.

"Parte do mau hálito é causado por práticas de higiene bucal inadequadas", diz Dr. Lainson.

A cavidade oral tem milhões de bactérias. Alguns são de fácil acesso a praticas de higiene. Outras vivem em áreas que são menos acessíveis à limpeza, como entre os dentes, abaixo das bordas das gengivas e sobre a língua.

Quando a higiene não é adequada, essas bactérias atuam para decompor os alimentos. "Esta decomposição pode ser uma importante fonte de odor na boca", afirma Dr. Lainson.

"A boa higiene oral envolve uma limpeza dentária periódica em seu dentista, além de escovar os dentes regularmente", comenta Dr. Lainson. "Você pode escovar os dentes três vezes por dia, mas não consegue ter acesso a todas as partes de seus dentes. As bordas das gengivas podem não ficar limpas”.

Seu dentista pode demonstrar as técnicas adequadas de higiene e cuidados.

Bochechos podem oferecer muito pouco alívio ao mau hálito. "Mas você tem que perceber que pode apenas estar mascarando o odor, em vez de eliminar a causa", coloca Dr. Lainson. "Uma série de antissépticos bucais pretende ser antibacteriana, mas não há provas de que possam eliminar as bactérias que produzem odores. Aliás, nem todas as bactérias da boca são prejudiciais aos dentes ou ao respirar".

Se uma pessoa possui boas práticas de higiene oral e ainda apresenta mau hálito, a causa pode residir noutro local, comenta Dr. Lainson. "Você pode ter um grave problema médico ou odontológico. Então, se você tem mau hálito, é necessário fazer uma avaliação com o seu dentista ou médico".
 

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Tradução: Equipe Sis.Saúde

 

 
 

Vício do bem

Correr faz bem para o corpo e para a mente, mas vicia 

Você sabia que as pessoas que treinam e correm constantemente viciam e tornam-se dependentes desse bom hábito? “Isso acontece por que durante a prática da corrida o nosso cérebro libera a serotonina que tem efeito sedativo e calmante, e a endorfina que provoca analgesia e bem-estar. Por essas sensações agradáveis nos tornamos viciados”, explica o ortopedista do Hopsital Nossa Senhora das Graças, Dr. Renato Raad.

Quando uma pessoa treina constantemente e, por algum motivo pára, começa a apresentar sintomas de abstinência como irritabilidade, dificuldade para dormir, ansiedade e até depressão. Isso ocorre pela falta de serotonina e endorfina, liberadas durante a prática da corrida. “Esse vício não implica em um problema grave e dificilmente trará algum risco para a saúde. Então, o melhor a fazer é incentivar a pessoa a voltar a correr o mais rápido possível”, orienta o especialista em Fisiologia e Cinésiologia da Atividade Física e Saúde do Hospital Nossa Senhora das Graças, Maurício L. Sgaraboto.

A prática da corrida oferece inúmeros benefícios para a saúde. Fisicamente, melhora a resistência cardiovascular, aumenta a massa muscular, a massa óssea, reduz a gordura corporal, controla os níveis de colesterol no sangue, além de diminuir o risco de desenvolver inúmeras doenças como: diabetes, câncer, hipertensão, doenças cardíacas, osteoporose, entre outras. Psicologicamente, melhora a autoestima, o humor, reduz o estresse diário e afasta a depressão. As pessoas que correm normalmente dormem melhor, se concentram mais e, do ponto de vista social, ganham novas amizades, ampliando o seu ciclo social.

Consulta médica e hidratação

A corrida é uma modalidade esportiva que exige muitos esforços do organismo e o acompanhamento médico é importante, principalmente antes de iniciar a atividade. “Sem esse acompanhamento o esportista pode colocar a sua saúde em risco, pois ao iniciar qualquer atividade física, por mais simples que seja, é fundamental que se façam alguns exames para saber a sua condição física e capacidade de realizar determinado esforço”, orienta o professor Sgaraboto.

Outro fator essencial para quem deseja praticar corrida é hidratar-se corretamente, já que durante o esforço é inevitável a perda de líquidos. “A desidratação pode trazer prejuízos para o atleta. Os sinais e sintomas podem variar de moderados a severos, podendo até levar à morte em caso de não tratamento”, alerta Dr. Raad.

A hidratação correta deve iniciar antes de começar a corrida, com água sucos ou isotônicos. Dr. Raad também aconselha uma consulta com um nutricionista para orientar sobre a dieta alimentar adequada. 
 

Autor: 
Fonte: Expressa Comunicação

 

 
 

Chocolate e água aliviam a dor, diz estudo

Esta forma natural de aliviar a dor, no entanto, contribui para a superalimentação e a obesidade entre os humanos, destacaram os cientistas 


O chocolate tem o poder de ativar uma parte do cérebro que alivia a dor, tornando difícil parar de comê-lo, revelou um estudo divulgado nesta quarta-feira no "Journal of Neuroscience", nos Estados Unidos.

Beber água também tem um efeito parecido, segundo estudo liderado pela professora de neurologia Peggy Mason e o pesquisador em neurobiologia Hayley Foo, da Universidade de Chicago.

Mason e Foo alimentaram ratazanas com uma barra de chocolate enquanto acendiam uma lâmpada elétrica sob suas gaiolas.

O calor irradiado pela lâmpada fazia com que as cobaias levantassem suas garras.

Mas, quando comiam chocolate ou bebiam água, sua resposta ao calor se atenuava e não levantavam as garras com tanta rapidez. E continuavam comendo.

Mason sustenta que o ato de se alimentar estimulava uma parte do cérebro que controla as respostas do subconsciente, conhecida por aliviar a dor.

Esta forma natural de aliviar a dor, no entanto, contribui para a superalimentação e a obesidade entre os humanos, destacaram os cientistas.

Autor: da France Presse, em Washington 
Fonte: Folha online

 

 
 

Inclua seus filhos na rotina de tarefas da casa

Pequenas noções de responsabilidade no dia a dia das crianças podem contribuir para a formação de adultos proativos 

Que o perfil da família mudou, ou pelo menos está em franca transformação, é notável. Os filhos estão saindo de casa mais tarde, já sem aquela urgência de viverem suas vidas longe dos pais. As mulheres avançaram no mercado profissional sem deixar para trás a educação secular de desempenhar suas funções domésticas. E os homens já se aventuram nos cuidados com a casa, graças a Deus! Mas ainda assim, muitos deles continuam sendo criados desde pequenos para conquistar o mundo, muitas vezes sem nem examinar o funcionamento do seu próprio território. É hora de mudar.

De maneira leve e lúdica, conceitos básicos de cooperação podem ser apresentados na infância. "Desde que o João nasceu, ele me acompanha. Começou a me ajudar a arrumar as camas. Mesmo que ele mais bagunçasse do que arrumasse, eu gostava da ajuda dele porque sabia que estava ensinando algo que se tornaria um hábito, uma atividade diária, como escovar os dentes", conta Janaína Santoro, mãe do pequeno João, de quatro anos.

Tarefas de todo dia, como arrumar a cama ou tirar o prato da mesa após as refeições, fazem com que a criançada participe da rotina da casa, conscientizando-se de que são peças importantes não apenas no seu uso, mas na sua manutenção. "Se a criança for educada, respeitada, se sentir acolhida e incluída na rotina da família, certamente ela conseguirá cooperar e levar para o futuro os valores recebidos na infância", explica o especialista em pediatria Yechiel Moises Chencinski.

Rotina doméstica

Integrar o seu filhote na logística do lar também pode ser um jeito divertido de contornar a correria do dia a dia e passar mais tempo perto dele. "Gostamos de varrer juntos as folhas que caem na calçada. Essa experiência trouxe muitas coisas bacanas. Outro dia ele viu um gari varrendo a rua e foi falar com ele, bateram o maior papo", brinca Janaína.

É na família e da família que podem ser criados estilos de vida saudáveis, desde que os pais se lembrem que são os exemplos, muito mais do que as palavras, a base desse futuro. "Tudo que faço em casa ele participa: me ajuda a arrumar o quarto; lava sua cuequinha no chuveiro – lógico que depois lavo novamente, sem ele ver; me ajuda a lavar a roupa, a dobrar. Tudo dentro do possível na sua idade. Ele se sente muito importante e útil", garante Ana Carolina Valverde, mãe de Gabriel, de três anos.

"Não posso esquecer que brincamos muito juntos, de tudo: carrinho, bola, desenhar. Eles precisam aprender, desde cedo, que existe um mundo lá fora e não só o mundinho de casa, o papai e a mamãe", pontua.

Nem tudo é trabalho

Lembre-se de que nesse contexto, as crianças ainda precisam ser tratadas como crianças e não como adultos em miniatura. Estamos passando por uma realidade onde os pequenos adquirem responsabilidades muito precocemente, em agendas concorridas para, na maioria das vezes, satisfazer os anseios e desejos dos pais. Há de se ter o tempo do descompromisso, é preciso brincar.

"Os filhos se sentirão importantes à medida que nós nos consideremos importantes e presentes como pais. Para que o papel deles seja desempenhado de forma positiva, é fundamental que cada membro da família cumpra, de forma prazerosa e divertida, o seu papel", salienta o pediatra Yechiel Moises.

Dicas para estimular seu filho a ser independente

- Estimule, nas meninas, valores como a coragem, a curiosidade e a inteligência. Nos meninos, a afetividade, o respeito, a organização

- Intervenha em situações em que estejam sendo preconceituosos

- Faça as mesmas perguntas e use o mesmo tom de voz para se dirigir tanto aos meninos quanto às meninas

- Incentive ambos os sexos às práticas esportivas e atividades de ciências, matemática, arte e música

- Desencoraje a competição entre os gêneros e estimule a cooperação.

Autor: Letícia Moreli 
Fonte: Site do Dr. Moises

 

 
 

A mulher e o exercí­cio

No passado, as doenças do sistema cardiovascular afetavam mais homens que mulheres. Hoje, a proporção destas disfunções em ambos os sexos praticamente se igualou.

Observe alguns dados estatísticos interessantes, divulgados pela publicação norte-americana Surgeon General’s Report: Uma em cada cinco mulheres apresenta alguma forma de doença ou disfunção cardiovascular; Uma porcentagem maior de mulheres do que de homens, a partir dos 50 anos, tem colesterol sangüíneo total superior a 200mg/dL; O câncer de mamas é o tipo mais comum de tumor que leva as mulheres entre 40 e 55 anos à morte; As mulheres freqüentam mais academias de ginástica do que homens.

 Entretanto, a inatividade física é mais comum entre as mulheres, pois os homens tendem a praticar esportes e exercícios mais informais; Entre as mulheres que se exercitam, o apoio constante e positivo da família e dos amigos é fundamental para a aderência ao programa proposto. Tais dados podem, em parte, ser atribuídos à dupla jornada de trabalho (profissional e doméstico) que a mulher vem assumindo nos últimos vinte anos. A sugestão para reverter este quadro é praticar, pelo menos, três sessões semanais de atividades físicas.

O exercício ajuda a manter a saúde dos ossos (reduzindo a osteoporose), dos músculos (que sofrem perda de massa com o sedentarismo e o avanço da idade) e das articulações (que se mantêm mais vascularizadas e menos suscetíveis a lesões por esforço repetitivo). As atividades, executadas com orientação, também podem aumentar o colesterol bom (HDL) e diminuir o ruim (LDL), reduzindo as chances do aparecimento de disfunções cardiovasculares. Após a menopausa, o exercício ganha mais um importante papel: aumentar o efeito da terapia de reposição de estrogênio (hormônio feminino cuja dosagem cai nesta fase), evitando a perda de massa óssea e mantendo a composição corporal em dia.

No período pós-menopausa, a mulher tende a engordar significativamente e o excesso de gordura está relacionado a uma incidência maior de câncer de mamas. Não há idade mínima nem máxima para começar um programa de exercícios, nem motivos para parar. A atividade física é importante em todas as fases da vida da mulher e deve ser encarada como um investimento em qualidade de vida.

 

 
 

Câncer de Próstata: como se prevenir?

Como surge?

O câncer de próstata é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo câncer de pulmão. O câncer surge quando as células da próstata passam a se dividir e se multiplicar de forma desordenada, levando à formação de um tumor. Quem apresenta mais risco de contrair esse câncer?
Os dois únicos fatores confirmadamente associados ao aumento do risco de desenvolvimento do câncer de próstata são: * a idade: a grande maioria dos casos ocorre em homens com idade superior a 50 anos. * história familiar: história de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos. Como se prevenir? Até hoje não são conhecidas formas específicas de prevenção do câncer de próstata.
No entanto, sabe-se que a adoção de hábitos saudáveis de vida é capaz de evitar o desenvolvimento de certas doenças, entre elas o câncer.
Deste modo, é importante: * fazer no mínimo 30 minutos diários de atividade física; * ter uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais; * reduzir a quantidade de gordura na alimentação, principalmente a de origem animal; * manter o peso na medida certa; * diminuir o consumo de álcool; * não fumar.

 

 
 

Animais domésticos

1 - Por que ter um cão/gato?

É antiga a relação dos homens com pequenos animais domésticos, principalmente cães e gatos. Os motivos são os mais variados: companhia; segurança de propriedades; reprodução (comercial); colaboração nos serviços de campo; caça; rastreamento...
Atualmente, as pessoas vêem o animal doméstico como verdadeiro “membro da família”, um amigo de fato, o que somente reforça que deva existir dignidade, respeito e responsabilidade no trato para com os animais. Para que se efetive uma posse responsável há que se observar atentamente determinadas condições. Assim, antes de adotar ou comprar um animal doméstico, o futuro dono (ou dona) deve observar, entre outros fatores: - tempo de vida do animal; - as despesas com alimentação e tratamentos de saúde; - a adequação do espaço físico disponível para a criação; - pessoa(s) com tempo para passear e/ou interagir com o animal; - pessoa(s) para alimentá-lo durante eventuais ausências prolongadas do(a) dono(a).
2 - Necessidades básicas: Antes de se adquirir um animal doméstico (cão ou gato), é importante saber que apenas água e comida não dão conta das suas necessidades básicas. A posse responsável implica em suprir uma série de condições: - fornecer boas condições ambientais: espaço adequado; higiene; cuidados para evitar a superpopulação; - vacinar regularmente o animal (contra a raiva e outras moléstias); - proporcionar ao animal atividades físicas e momentos de interação com as pessoas, lembrando-se que o animal só deve passear em vias públicas devidamente contido, utilizando coleira e guia;- responsabilizar-se pela limpeza dos dejetos de seu animal; - evitar a procriação inconseqüente, isolando o animal nas fases de cio ou utilizando métodos anticoncepcionais. A procriação deve ser planejada, de forma a garantir um futuro saudável aos filhotes, no mínimo com os mesmos cuidados dispensados aos pais; - freqüentar regularmente o médico veterinário. Atender a todas essas demandas exige não só dedicação como também tempo. 3 - Por que não deixar o animal solto nas ruas? A posse responsável implica em manter o animal dentro do espaço doméstico, a fim de evitar transtornos relacionados com animais errantes. Deixar um gato ou um cão solto nas ruas pode acarretar muitos problemas: - transmissão de doenças como raiva, leptospirose, leishmaniose, toxoplasmose, entre outras; - possibilidade não só de o animal sofrer um acidente automobilístico (com danos muitas vezes irreparáveis) como também de atacar outros animais ou pessoas (no caso de crianças, as conseqüências costumam apresentar extrema gravidade); - sujeira nas vias públicas, devido ao aumento da quantidade dos dejetos fecais; - deterioração do meio ambiente, com a destruição de sacos de lixo (onde os animais errantes procuram sua fonte de alimento nas ruas); - procriação sem controle, contribuindo para agravar ainda mais o problema da superpopulação de animais errantes. A sociedade deve se aliar aos órgãos públicos no sentido de diminuir a quantidade de animais errantes em nossas cidades. Só assim se aumentará a qualidade de vida dos animais e da própria população. IMPORTANTE Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo. Fonte: - Centro de Controle de Zoonoses – Secretaria Municipal de Saúde de Campinas-SP - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo

 

 
 

Alcoolismo

Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde.

O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a conseqüências irreversíveis. A pessoa dependente do álcool, além de prejudicar a sua própria vida, acaba afetando a sua família, amigos e colegas de trabalho.
O álcool no organismo: O álcool encontrado nas bebidas é o etanol, uma substância resultante da fermentação de elementos naturais. O álcool da aguardente vem da fermentação da cana-de-açúcar, e o da cerveja, da fermentação da cevada, por exemplo. Quando ingerido, o etanol é digerido no estômago e absorvido no intestino. Pela corrente sangüínea suas moléculas são levadas ao cérebro. A longo prazo, o álcool prejudica todos os órgãos, em especial o fígado, que é responsável pela destruição das substâncias tóxicas ingeridas ou produzidas pelo corpo durante a digestão.
Dessa forma, havendouma grande dosagem de álcool no sangue, o fígado sofre uma sobrecarga para metabolizá-lo. O álcool no organismo causa inflamações, que podem ser: - gastrite, quando ocorre no estômago; - hepatite alcoólica, no fígado; - pancreatite, no pâncreas; - neurite, nos nervos. Os perigos do álcool: apesar de ser aceito pela sociedade, o álcool oferece uma série de perigos tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão próximas.Grande parte dos acidentes de trânsito, arruaças, comportamentos anti-sociais, violência doméstica, ruptura de relacionamentos, problemas no trabalho, como alterações na percepção, reação e reflexos, aumentando a chance de acidentes de trabalho, são provenientes do abuso de álcool. Sinais do alcoolismo:
- Você já sentiu que deveria diminuir a bebida?
- As pessoas já o irritaram quando criticaram sua bebida?
- Você já se sentiu mal ou culpado a respeito de sua bebida?
- Você já tomou bebida alcóolica pela manhã para “aquecer” os nervos ou para se livrar de uma ressaca?
Apenas um “sim” sugere um possível problema. Em qualquer dos casos, é importante ir ao médico ou outro profissional da área de saúde, imediatamente, para discutir suas respostas. Eles podem ajudar a determinar se você tem ou não um problema com a bebida, e, se você tiver, poderão recomendar a melhor atitude a ser tomada. IMPORTANTE Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
Fontes:
- Ministério da Saúde e Confederação Nacional dos Transportes. Folders: Alcoolismo. - Coordenação Geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde.

 

 
 
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