| Muitas mulheres sofrem com a incontinência urinária
A incontinência urinária é algo muito desagradável
para a mulher que a apresenta. Mesmo os quadros leves interferem diretamente
com as atividades diárias dessas mulheres, de tal maneira que aquelas que
sofrem desta moléstia apresentam índices mais baixos de qualidade de vida.
Mesmo assim, muitas não procuram ajuda médica. Por
desconhecer a existência de tratamentos modernos, nem sempre cirúrgicos que
podem curar ou minimizar muito os sintomas. Ou por não priorizar seus cuidados
sobre outras atividades que ocupavam seu tempo. Muitas relatam que a perda
urinária faz parte dos problemas que as mulheres têm que aceitar ao se
aproximar da velhice.
Por que é a
incontinência urinária tão comum?
Segundo Dra. Nara Mattia, ginecologista e
mastologista, o problema surge "Devido a fragilidade da musculatura de
sustentação dos órgãos pélvicos. O aparelho esfincteriano, mais delgado, e a
uretra feminina curta, proporcionam a incontinência urinária na mulher, que é
muito freqüente após a menopausa onde todo esse assoalho fica ainda mais frágil
pela falta do hormônio feminino".
A constituição física é um fator predisponente
importante, porém com o aumento do peso do conteúdo abdominal e uterino, devido
à gravidez, são também causas da incontinência urinária futura. Durante a
gestação, o aumento do volume abdominal, e a presença da cabeça fetal na pelve
podem causar uma pressão maior sobre o diafragma muscular pélvico, levando a
uma flacidez.
Todos os casos são
iguais ?
A incontinência urinária de esforço é o tipo mais
comum. A perda urinária ocorre durante aumento da pressão abdominal (tosse,
espirro, levantar peso, movimento, ou exercício físico).
. Incontinência urinária de urgência. É a
incontinência que as mulheres apresentam por meio de uma vontade súbita e
urgente de ir ao banheiro, mas não conseguem chegar ao sanitário a tempo de
evitar a perda de urina.
. O terceiro tipo é a incontinência mista que
associa a incontinência de esforço à incontinência de urgência.
Como saber qual é
meu caso?
O mais importante é fazer um diagnóstico correto.
1. História dessa mulher. É preciso conversar com
ela para tentar caracterizar se a perda de urina é por esforço ou por urgência.
Se a urina escapou, por exemplo, quando fez exercícios, ou em repouso, ou
quando estava dormindo em casa.Essas duas situações são bastante diferentes
para identificação e tratamento da enfermidade.
2. Exame urodinâmico, que permite determinar a
ocorrência de contrações vesicais involuntárias (sem que a bexiga esteja muito
cheia, surge o desejo premente de urinar), assim como a perda urinária quando a
paciente faz esforço. Nesse exame, a saída de urina é monitorizada por
computação.
E agora, o que
fazer?
Com o diagnóstico correto estabelecido o
especialista pode determinar qual melhor tratamento para cada caso.
1-Fisioterapia:menos invasiva e com menor risco
para a mulher, não tem efeitos secundários, não impede futuras cirurgias e pode
ajudar a curar em 51% dos casos, a função dos músculos do pavimento pélvico e
do controle da bexiga.
2-Cirurgia:existem inúmeras técnicas que dependem
da indicação de cada caso. As técnicas criam um suporte sub-uretral, para
corrigir o ângulo uretrovesical e evitar a perda de urina. Em determinadas
situações são necessárias outras abordagens cirúrgicas para corrigir falhas
maiores da musculatura pélvica, bem como o reposicionamento do útero, ou do
reto, caso estes também estejam comprometidos.
3-Farmacológico:pressupõe o uso de várias drogas
que contêm substâncias anticolinérgicas que evitam a contração vesical. Usados
para as incontinências de urgência e mistas.
Dra. Nara Mattia
CRM 83.867
Médica ginecologista, mastologista com destaque na
área de prevenção de câncer de mama, com vasta experiência clinica e cirúrgica
na ginecologia endócrina, valorizando a prevenção do câncer como fundamental na
qualidade de vida e longevidade de seus pacientes.
Autor: Dra. Nara Mattia
Fonte: Facto Jornalismo Empresarial |