| Alimentação saudável com o consumo de peixes
Considerada uma das festas mais
importantes da cristandade, a Páscoa será celebrada, neste ano, no próximo dia
4 de abril, domingo. Até lá, os cristãos passam pelo tempo da quaresma, que
marca os 40 dias em preparação para a data. Durante este período, o jejum ou abstinência
de carne vermelha, principalmente nas sextas-feiras, são seguidos pelos fieis
como uma forma de penitência e preparo para a festa.
O consumo der carne vermelha é
substituído muitas vezes por peixes. Confira os nutrientes e benefícios que
alguns peixes e frutos do mar podem proporcionar em pratos que são muito
preparados nesta época do ano, mas que podem, inclusive, serem mais
aproveitados durante todo o ano. As dicas são de Flávia Sguario, nutricionista
clínica funcional da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais.
Salmão: tem grande destaque
nutricional por possuir acido graxo ômega 3, que ajuda na prevenção de doenças
cardiacas além de aumentar o HDL, que contribui na redução do colesterol
plasmático total. O ômega 3 ajuda a manter o sangue “fino” e menos viscoso,
diminuindo assim as chances de um ataque cardiaco ou derrame, e reduzindo
também a pressão arterial. Combatem também a artrite e a psoríase (inflamação
na pele), e os estudiosos acreditam que o óleo dos peixes também ajuda a evitar
que as células cancerígenas progridam para um estágio de tumor.
Valores Nutricionais do Salmão
Porção: 100 g
Kcal: 117
Carboidrato: 0
Proteína: 18,3
Gordura: 4,33
Fibras: 0
Colesterol: 23
Sardinha: foi um dos primeiros tipos
de alimento a serem enlatados no início do século XIX. É geralmente enlatada em
óleo ou molho de tomate, e os portugueses desenvolveram este processo como uma
arte, preservando sardinhas em azeite de alta qualidade, criando, assim, uma
iguaria extremamente delicada e saborosa. As sardinhas são ricas em diversos
nutrientes, destacando-se entre eles o ácido graxo ômega 3. Os ácidos graxos
são um dos maiores responsáveis pelo bom funcionamento do coração.
São conhecidos também como alimentos
para o cérebro. Na realidade, o cérebro é constituído de 60% de gordura e
necessita de ômega 3 para um perfeito funcionamento. Recentemente, cientistas
descobriram uma relação entre as variações de humor e baixos níveis de ômega 3.
Ou seja, os ácidos graxos mantêm os pensamentos, as reações e os reflexos do
cérebro em harmonia, e asseguram que as células receptoras reconheçam os sinais
de humor fornecidos pelos neurônios.
Atum: repleto de nutrientes, o atum é
um peixe de águas frias e profundas que auxilia na prevenção de doenças
cardiovasculares, indicado para as gestantes e é extremamente versátil na
cozinha. É uma das maiores fontes de ômega 3, ácido graxo responsável pela
constituição e manutenção das membranas celulares. O atum enlatado é conservado
em óleo vegetal ou água e sal, e é cozido dentro da latinha de aço sem qualquer
aditivo ou conservante. Por isso, preserva mais os nutrientes do que o atum in
natura, cozido em casa, que acaba perdendo os nutrientes na cocção, ou seja,
após o cozimento. Pode vir em postas (chamado de sólido) ou prensado (conhecido
como atum ralado).
Ostra: é um marisco do grupo dos
moluscos, tal como os mexilhões e as amêijoas. Um alimento pobre em calorias e
gordura e com cerca de 10% de proteinas. Há algumas controvérsias em relação ao
teor de colesterol das ostras, bem como da maioria dos mariscos. Mas,
atualmente, os especialistas acreditam que o seu consumo não implica em
agravamento dos problemas de colesterol elevado no sangue. Vários estudos
revelaram que o consumo regular de marisco faz, inclusive, baixar os níveis de
colesterol LDL (mau colesterol).
Apesar do conteúdo de colesterol ser
elevado no marisco, a quantidade de gordura é muito pequena. Além disso, o
colesterol destes alimentos não é facilmente absorvido pelo organismo. Tal como
os peixes gordos, as ostras possuem ácidos gordos essenciais (ômega3 e ômega6),
ainda que em menor quantidade, que protegem contra os problemas
cardiovasculares.
São ótimas fontes de vitamina B12,
necessária à formação dos glóbulos vermelhos e à manutenção de um sistema
nervoso saudável. São também boas fontes de outras vitaminas do complexo B,
como a niacina, tiamina e riboflavina. Quanto à riqueza em minerais, para além
da grande quantidade de zinco, as ostras são boas fontes de cobre, ferro,
potássio e selênio, que é um mineral com propriedades antioxidantes,
desempenhando um papel importante na prevenção do câncer, ao lutar contra os
radicais livres..
Pessoas que sofrem com ácido úrico
elevado devem evitar comer, frequentemente, e em grandes quantidades, ostras e
mariscos de uma forma geral, pois são alimentos ricos em purinas (substâncias
que elevam a taxa de ácido úrico no sangue).
Valor nutricional das Ostras
Porção: 100g
57 Kcal;
6 g de proteína;
4 g de hidratos de carbono;
1,9 g de gordura.
Autor: Imprensa
Fonte: PARANÁ CLÍNICAS PLANOS DE
SAÚDE EMPRESARIAIS |